Em março entrou em vigor uma lei que modificou de forma significativa as regras da pensão por morte, um dos benefícios mais importantes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Até então, o rol de dependentes era restrito a filhos, pais e irmãos menores de idade ou com deficiência.
Netos e sobrinhos passam a ter direito à pensão por morte; entenda a nova lei
Entenda as novas regras da pensão por morte do INSS em 2025, quem pode receber, requisitos para netos, enteados e sobrinhos.
A partir da mudança, o benefício passou a contemplar também netos, enteados e sobrinhos, desde que atendam condições específicas. Essa alteração foi recebida como um avanço na proteção social, mas também trouxe dúvidas entre segurados e famílias.
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Quem passa a ter direito com a nova lei

A inclusão de novos dependentes não significa que qualquer neto, enteado ou sobrinho terá direito automático à pensão. A legislação trouxe critérios claros e restritivos para evitar abusos.
Menores sob guarda judicial
- Apenas crianças e adolescentes com guarda ou tutela judicial formalizada podem ser considerados dependentes.
- É necessário apresentar a decisão judicial que comprova a guarda.
Declaração formal do segurado
- O segurado falecido deve ter feito uma declaração oficial ao INSS reconhecendo o menor como seu dependente econômico.
- Essa declaração funciona como um vínculo legal, garantindo que o benefício seja direcionado de forma legítima.
Comprovação de dependência econômica
- O menor deve comprovar que não possui condições de se sustentar ou custear sua própria educação.
- Essa exigência reforça o caráter protetivo da pensão por morte, evitando que o benefício seja concedido a quem não se enquadra na situação de vulnerabilidade.
Como funciona a pensão por morte do INSS
A pensão por morte é um benefício pago mensalmente aos dependentes de segurados do INSS que faleceram, seja em razão de acidente, doença ou outras causas.
Valor do benefício
O cálculo varia conforme a contribuição do segurado, mas segue regras definidas:
- Cota familiar de 50% do valor da aposentadoria a que o segurado teria direito.
- Acréscimo de 10% por dependente, limitado a 100%.
Exemplo: se o falecido tinha direito a uma aposentadoria de R$ 2.000 e deixou dois dependentes, o valor inicial será de 70% desse total (50% + 20%), ou seja, R$ 1.400.
Duração do benefício
A duração depende da idade e condição do dependente:
- Menores de idade: até os 21 anos, salvo em casos de deficiência.
- Cônjuge: prazo variável de acordo com idade, tempo de contribuição do falecido e tempo de casamento/união estável.
- Pais e irmãos: enquanto comprovada a dependência econômica.
Diferença entre dependentes tradicionais e novos incluídos
Antes da mudança, o direito era automático para filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência. Já no caso de netos, enteados e sobrinhos, a nova lei determina exigência adicional de comprovação, incluindo:
- Guarda judicial reconhecida.
- Dependência financeira formalizada.
- Declaração oficial do segurado falecido.
Isso garante que o benefício seja direcionado somente a quem realmente dependia do segurado.
Procedimentos para solicitar a pensão por morte
O pedido deve ser feito diretamente ao INSS, preferencialmente pelo Meu INSS (site ou aplicativo).
Documentos necessários
- Documento de identificação com foto do dependente.
- Certidão de óbito do segurado.
- Declaração de dependência registrada no INSS.
- Comprovante de guarda ou tutela judicial, quando aplicável.
- Documentos que comprovem a dependência econômica (declaração escolar, comprovantes de despesas, entre outros).
Canais de atendimento
- Site e aplicativo Meu INSS.
- Central 135 (ligação gratuita de telefone fixo).
- Agências do INSS, mediante agendamento.
Impactos sociais da mudança
A ampliação do rol de dependentes foi comemorada por entidades de defesa dos direitos das crianças e adolescentes. A medida reconhece a diversidade de arranjos familiares no Brasil, onde muitas vezes avós, tios ou padrastos assumem responsabilidades parentais.
Especialistas, no entanto, alertam para a necessidade de fiscalização rigorosa. O objetivo é evitar tentativas de fraude ou uso indevido do benefício, que poderiam gerar custos adicionais ao sistema previdenciário.
Calendário do INSS de setembro de 2025
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Além das mudanças na pensão por morte, os beneficiários precisam estar atentos ao calendário de pagamentos do INSS, que segue a ordem do número final do benefício (sem considerar o dígito verificador).
Para quem ganha até um salário mínimo
- Final 1: 24 de setembro
- Final 2: 25 de setembro
- Final 3: 26 de setembro
- Final 4: 29 de setembro
- Final 5: 30 de setembro
- Final 6: 1º de outubro
- Final 7: 2 de outubro
- Final 8: 3 de outubro
- Final 9: 6 de outubro
- Final 0: 7 de outubro
Para quem ganha acima de um salário mínimo
- Finais 1 e 6: 1º de outubro
- Finais 2 e 7: 2 de outubro
- Finais 3 e 8: 3 de outubro
- Finais 4 e 9: 6 de outubro
- Finais 5 e 0: 7 de outubro
Dúvidas sobre a nova regra da pensão por morte

Todos os netos podem receber pensão por morte?
Não. Apenas aqueles com guarda judicial reconhecida e cuja dependência econômica esteja formalizada.
Preciso de decisão judicial para incluir um sobrinho como dependente?
Sim. A guarda ou tutela precisa ser formalizada por decisão judicial.
O que acontece se o segurado não tiver declarado o menor como dependente?
Sem a declaração formal registrada no INSS, o pedido de pensão pode ser indeferido.
Há prazo para pedir a pensão por morte?
Sim. O prazo é de 90 dias após o falecimento para garantir pagamento retroativo desde a data do óbito. Após esse prazo, o benefício é pago apenas a partir da data do requerimento.
Considerações finais
A nova lei que entrou em vigor em 2025 representa um marco na política previdenciária brasileira ao reconhecer arranjos familiares mais amplos. Embora o acesso à pensão por morte continue sujeito a regras rígidas, a inclusão de netos, enteados e sobrinhos sob guarda judicial reforça a função social da Previdência.
Ao mesmo tempo, o INSS mantém exigências documentais para garantir que apenas dependentes legítimos sejam contemplados. Para famílias que perderam o segurado, conhecer os novos critérios e reunir a documentação correta é fundamental para evitar atrasos no recebimento.
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