O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou, em 2025, uma nova etapa do processo de revisão de benefícios — o chamado pente-fino — com foco em detectar irregularidades, revisar cadastros e comprovações médicas desatualizadas. Segundo o Ministério da Previdência Social, a ação poderá gerar uma economia de até R$ 10 bilhões aos cofres públicos ao longo do ano.
Surpresa no extrato: veja se seu benefício do INSS está em risco por dados desatualizados
O pente-fino do INSS em 2025 pode suspender ou cancelar benefícios de quem não atualizar os dados. Veja quem será convocado!
Essa iniciativa tem como finalidade garantir que apenas os cidadãos que realmente atendem aos critérios legais continuem recebendo os pagamentos previdenciários e assistenciais. O objetivo é combater fraudes, evitar pagamentos indevidos e melhorar a eficiência na concessão de recursos públicos.
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Quem será convocado para o pente-fino?
O pente-fino de 2025 não será direcionado a todos os segurados do INSS. A ação terá como foco três grupos específicos que, segundo o governo, apresentam maior risco de inconsistências ou ausência de comprovação atualizada. São eles:
1. Beneficiários do BPC com Cadastro Único desatualizado
Pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e que não atualizaram seus dados no Cadastro Único (CadÚnico) há mais de 48 meses estão entre os alvos da revisão. O CadÚnico é essencial para a continuidade do pagamento do benefício, e sua atualização é obrigatória a cada dois anos.
2. Segurados com auxílio-doença ativo por mais de dois anos
O auxílio-doença é um benefício concedido de forma temporária, com a expectativa de que o segurado se recupere e volte ao trabalho. No entanto, muitos continuam recebendo o pagamento por períodos prolongados sem passar por nova avaliação médica. Aqueles com o benefício ativo há mais de 24 meses serão convocados para apresentar documentação atualizada e, se necessário, realizar nova perícia.
3. Aposentados por invalidez sem perícia médica recente
Aposentados por invalidez que não passaram por perícia nos últimos anos também estão na mira do pente-fino. A legislação exige que o INSS reavalie periodicamente as condições de saúde dos beneficiários. Aqueles sem acompanhamento médico atualizado correm o risco de ter o benefício suspenso.
Como os segurados serão notificados?
O INSS utiliza múltiplos canais para convocar os beneficiários que serão submetidos à revisão. As formas de notificação incluem:
- Mensagens no extrato bancário (quando o benefício é sacado)
- Cartas enviadas pelos Correios
- Notificações no aplicativo Meu INSS
- E-mails e mensagens SMS
- Chamadas da Central 135
- Publicações de editais no Diário Oficial da União
É essencial que os dados pessoais e de contato estejam atualizados na plataforma Meu INSS, pois a ausência de resposta à convocação pode levar à suspensão temporária ou ao cancelamento definitivo do benefício.
O que fazer se for convocado?

Caso o beneficiário receba uma notificação para o pente-fino, é necessário reunir documentos médicos atualizados que comprovem a condição de saúde que justificou a concessão do benefício. Entre os documentos recomendados estão:
- Laudos médicos recentes
- Relatórios clínicos assinados por profissional da saúde
- Exames laboratoriais e de imagem
- Receitas de medicamentos
- Atestados com informações sobre incapacidade laboral
Todos os documentos devem conter data, assinatura, carimbo e número de registro do médico responsável. O envio pode ser feito diretamente pelo aplicativo Meu INSS ou apresentado presencialmente em uma agência da Previdência Social, mediante agendamento.
Quem está isento do pente-fino?
Apesar da ampla convocação, alguns segurados têm isenção legal e não podem ser obrigados a passar pela revisão periódica do INSS. São eles:
- Pessoas com 60 anos ou mais que recebem aposentadoria por invalidez
- Portadores de HIV, independentemente da idade, aposentados por invalidez
- Segurados com 55 anos ou mais que recebem o benefício por mais de 15 anos
Esses grupos têm sua condição de saúde ou tempo de recebimento reconhecidos como de baixa probabilidade de alteração, e por isso, estão protegidos contra as convocações automáticas.
O que acontece se o segurado não responder?
Caso o beneficiário não atenda à convocação no prazo estipulado, o INSS pode tomar as seguintes medidas:
- Suspensão temporária do benefício
- Bloqueio do pagamento até que a situação seja regularizada
- Cancelamento definitivo do benefício, após o não comparecimento ou apresentação de documentação insatisfatória
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O prazo para resposta geralmente é de 30 dias corridos a partir da notificação. É fundamental agir com agilidade para evitar perdas financeiras.
Como manter os dados atualizados no INSS
A forma mais segura de evitar a perda do benefício durante o pente-fino é garantir que os dados estejam sempre atualizados no sistema do INSS. Para isso, o segurado deve:
- Acessar o aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS)
- Atualizar informações pessoais e de contato (endereço, telefone, e-mail)
- Verificar notificações ou pendências no sistema
- Agendar atendimentos, caso necessário
O segurado também pode ligar para a Central 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h, para esclarecer dúvidas e confirmar se há alguma convocação ativa.
A importância da documentação médica no processo
A comprovação da condição de saúde é o principal critério de manutenção dos benefícios por incapacidade. Por isso, manter um histórico médico organizado e atualizado é essencial. Médicos especialistas devem fornecer documentos com informações claras sobre:
- Diagnóstico detalhado
- Limitações físicas ou mentais
- Prognóstico da condição
- Recomendação sobre a impossibilidade de retorno ao trabalho
O INSS pode solicitar perícias adicionais, dependendo do caso, e os laudos serão analisados por peritos da própria autarquia.
O impacto da medida nos cofres públicos

De acordo com o Ministério da Previdência Social, o pente-fino de 2025 faz parte de um esforço para reduzir o déficit da Previdência. Estima-se que o processo de revisão pode economizar até R$ 10 bilhões neste ano, evitando pagamentos indevidos e redistribuindo os recursos para quem realmente precisa.
Essa economia é vista como estratégica em um cenário de contenção de gastos e busca por equilíbrio fiscal. O governo também pretende dar mais agilidade ao processo de concessão para novos beneficiários, que muitas vezes enfrentam longas filas de espera.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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