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INSS revisa benefícios em pente-fino e pode suspender pagamentos irregulares

Saiba quem pode ser convocado pelo pente-fino do INSS em 2026, quais documentos apresentar e o que fazer para evitar a suspensão.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantém procedimentos de revisão para verificar se os beneficiários continuam atendendo às condições exigidas para receber determinados pagamentos. Em 2026, a atenção é especialmente importante para quem recebe benefícios relacionados à incapacidade e para beneficiários sujeitos a atualizações cadastrais e avaliações.

Ser chamado para uma revisão, porém, não significa que o benefício será cancelado automaticamente. A convocação é uma etapa de verificação. O segurado pode apresentar documentos, passar por avaliação médica quando exigida e demonstrar que a situação que justificou o benefício permanece.

Por isso, entender como funciona o chamado “pente-fino” é fundamental para não perder prazos e evitar uma suspensão por falta de atendimento à convocação.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O que é o pente-fino do INSS?

O pente-fino é o nome popular dado aos procedimentos de revisão realizados pelo INSS para verificar a manutenção de benefícios. Nos casos de incapacidade, a avaliação pode confirmar se a pessoa continua sem condições de exercer sua atividade profissional ou se houve recuperação.

O próprio INSS informa que segurados convocados para perícia revisional devem apresentar documento de identificação, CPF e documentação médica relacionada à doença ou condição que fundamentou o benefício. A avaliação pode resultar na manutenção, cessação, transformação ou encaminhamento para reabilitação profissional, conforme a situação encontrada.

A legislação também determina que determinados beneficiários submetidos a benefícios por incapacidade podem ser convocados para exame médico, sob risco de suspensão caso não cumpram a obrigação quando devidamente convocados.

Quem pode ser chamado pelo INSS em 2026?

A revisão pode atingir principalmente pessoas que recebem auxílio por incapacidade temporária ou aposentadoria por incapacidade permanente e que precisam comprovar a continuidade da condição que deu origem ao benefício.

No caso do auxílio por incapacidade temporária, por exemplo, a regra exige comprovação de incapacidade para o trabalho ou para a atividade habitual por período superior a 15 dias consecutivos. A análise pode envolver perícia médica e documentação sobre o tratamento realizado.

Um trabalhador afastado por uma doença ortopédica, por exemplo, pode ser convocado para demonstrar que ainda apresenta limitações funcionais. Laudos, exames recentes e relatórios médicos podem ajudar o perito a compreender a evolução do quadro.

Isso não significa que apenas quem recebe benefício por incapacidade possa passar por algum tipo de revisão. Outros benefícios também podem ser submetidos a verificações administrativas, de acordo com suas próprias regras.

Quem pode ficar dispensado da perícia periódica?

A legislação estabelece situações específicas de dispensa da perícia periódica para aposentados por incapacidade permanente e pensionistas inválidos.

Em regra, ficam dispensados do exame periódico os aposentados por incapacidade permanente que tenham completado 60 anos. Também existe dispensa para quem possui 55 anos ou mais e já acumula pelo menos 15 anos desde a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapacidade temporária que a precedeu.

A legislação foi atualizada recentemente para ampliar algumas hipóteses de dispensa quando a incapacidade for considerada permanente, irreversível ou irrecuperável. Nesses casos, a reavaliação pode ser afastada, salvo situações previstas em lei, como suspeita fundamentada de fraude ou erro.

A dispensa, entretanto, não deve ser interpretada como uma imunidade absoluta a qualquer avaliação. A própria legislação prevê exceções, inclusive quando há necessidade de verificar o direito ao adicional de 25%, quando o beneficiário solicita nova avaliação ou em determinadas situações judiciais.

O que acontece se o INSS convocar o segurado?

O primeiro cuidado é não ignorar a comunicação. O segurado deve conferir a convocação e identificar qual procedimento precisa realizar, qual é o prazo e quais documentos foram solicitados.

Nos casos de perícia revisional, o INSS orienta que o beneficiário convocado entre em contato pelos canais oficiais, inclusive pela Central 135, para realizar o procedimento indicado. A falta de atendimento pode levar à suspensão do pagamento.

Também é importante manter o endereço atualizado nos registros do instituto. O INSS informa que beneficiários podem receber convocação por correspondência ou edital, tornando a atualização cadastral uma medida importante para evitar a perda de prazos.

Quais documentos levar para a perícia?

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Quem for convocado para uma avaliação médica deve organizar documentos capazes de demonstrar a situação atual.

Entre os documentos que podem ser relevantes estão laudos médicos recentes, exames, receitas, relatórios de acompanhamento, comprovantes de tratamentos e documentos que descrevam as limitações provocadas pela doença.

Mais importante do que apresentar uma grande quantidade de papéis é levar informações atuais e relacionadas à incapacidade analisada. Um relatório médico que explique o diagnóstico, o tratamento, a evolução da doença e as limitações para o trabalho pode ser mais útil do que documentos antigos sem informações sobre a situação atual.

E o BPC, pode passar por revisão?

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) possui regras diferentes dos benefícios previdenciários porque é uma prestação assistencial. Mesmo assim, seus beneficiários também precisam cumprir determinadas exigências cadastrais e podem ser submetidos a procedimentos de revisão.

Em 2026, o governo federal regulamentou procedimentos relacionados à cobrança do cadastro biométrico de requerentes, beneficiários ou responsáveis legais do BPC.

Por isso, quem recebe BPC deve acompanhar as exigências relacionadas ao Cadastro Único, à biometria e às demais informações utilizadas para verificar a manutenção do benefício.

Como evitar problemas durante o pente-fino?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A melhor estratégia é não esperar uma convocação para organizar a documentação. Beneficiários que dependem de avaliações periódicas devem manter relatórios e exames atualizados e acompanhar regularmente os canais oficiais do INSS.

O aplicativo ou site Meu INSS é uma das principais ferramentas para consultar requerimentos, notificações e informações relacionadas ao benefício. Em caso de dúvida sobre uma convocação, a Central 135 também pode ser utilizada.

É importante ainda desconfiar de mensagens que solicitem pagamento, senhas ou dados bancários por canais não oficiais. Uma convocação verdadeira deve ser conferida diretamente nos canais do governo.

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