O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantém procedimentos de revisão para verificar se os beneficiários continuam atendendo às condições exigidas para receber determinados pagamentos. Em 2026, a atenção é especialmente importante para quem recebe benefícios relacionados à incapacidade e para beneficiários sujeitos a atualizações cadastrais e avaliações.
Ser chamado para uma revisão, porém, não significa que o benefício será cancelado automaticamente. A convocação é uma etapa de verificação. O segurado pode apresentar documentos, passar por avaliação médica quando exigida e demonstrar que a situação que justificou o benefício permanece.
Por isso, entender como funciona o chamado “pente-fino” é fundamental para não perder prazos e evitar uma suspensão por falta de atendimento à convocação.
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O que é o pente-fino do INSS?
O pente-fino é o nome popular dado aos procedimentos de revisão realizados pelo INSS para verificar a manutenção de benefícios. Nos casos de incapacidade, a avaliação pode confirmar se a pessoa continua sem condições de exercer sua atividade profissional ou se houve recuperação.
O próprio INSS informa que segurados convocados para perícia revisional devem apresentar documento de identificação, CPF e documentação médica relacionada à doença ou condição que fundamentou o benefício. A avaliação pode resultar na manutenção, cessação, transformação ou encaminhamento para reabilitação profissional, conforme a situação encontrada.
A legislação também determina que determinados beneficiários submetidos a benefícios por incapacidade podem ser convocados para exame médico, sob risco de suspensão caso não cumpram a obrigação quando devidamente convocados.
Quem pode ser chamado pelo INSS em 2026?
A revisão pode atingir principalmente pessoas que recebem auxílio por incapacidade temporária ou aposentadoria por incapacidade permanente e que precisam comprovar a continuidade da condição que deu origem ao benefício.
No caso do auxílio por incapacidade temporária, por exemplo, a regra exige comprovação de incapacidade para o trabalho ou para a atividade habitual por período superior a 15 dias consecutivos. A análise pode envolver perícia médica e documentação sobre o tratamento realizado.
Um trabalhador afastado por uma doença ortopédica, por exemplo, pode ser convocado para demonstrar que ainda apresenta limitações funcionais. Laudos, exames recentes e relatórios médicos podem ajudar o perito a compreender a evolução do quadro.
Isso não significa que apenas quem recebe benefício por incapacidade possa passar por algum tipo de revisão. Outros benefícios também podem ser submetidos a verificações administrativas, de acordo com suas próprias regras.
Quem pode ficar dispensado da perícia periódica?
A legislação estabelece situações específicas de dispensa da perícia periódica para aposentados por incapacidade permanente e pensionistas inválidos.
Em regra, ficam dispensados do exame periódico os aposentados por incapacidade permanente que tenham completado 60 anos. Também existe dispensa para quem possui 55 anos ou mais e já acumula pelo menos 15 anos desde a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapacidade temporária que a precedeu.
A legislação foi atualizada recentemente para ampliar algumas hipóteses de dispensa quando a incapacidade for considerada permanente, irreversível ou irrecuperável. Nesses casos, a reavaliação pode ser afastada, salvo situações previstas em lei, como suspeita fundamentada de fraude ou erro.
A dispensa, entretanto, não deve ser interpretada como uma imunidade absoluta a qualquer avaliação. A própria legislação prevê exceções, inclusive quando há necessidade de verificar o direito ao adicional de 25%, quando o beneficiário solicita nova avaliação ou em determinadas situações judiciais.
O que acontece se o INSS convocar o segurado?
O primeiro cuidado é não ignorar a comunicação. O segurado deve conferir a convocação e identificar qual procedimento precisa realizar, qual é o prazo e quais documentos foram solicitados.
Nos casos de perícia revisional, o INSS orienta que o beneficiário convocado entre em contato pelos canais oficiais, inclusive pela Central 135, para realizar o procedimento indicado. A falta de atendimento pode levar à suspensão do pagamento.
Também é importante manter o endereço atualizado nos registros do instituto. O INSS informa que beneficiários podem receber convocação por correspondência ou edital, tornando a atualização cadastral uma medida importante para evitar a perda de prazos.
Quais documentos levar para a perícia?
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Quem for convocado para uma avaliação médica deve organizar documentos capazes de demonstrar a situação atual.
Entre os documentos que podem ser relevantes estão laudos médicos recentes, exames, receitas, relatórios de acompanhamento, comprovantes de tratamentos e documentos que descrevam as limitações provocadas pela doença.
Mais importante do que apresentar uma grande quantidade de papéis é levar informações atuais e relacionadas à incapacidade analisada. Um relatório médico que explique o diagnóstico, o tratamento, a evolução da doença e as limitações para o trabalho pode ser mais útil do que documentos antigos sem informações sobre a situação atual.
E o BPC, pode passar por revisão?
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) possui regras diferentes dos benefícios previdenciários porque é uma prestação assistencial. Mesmo assim, seus beneficiários também precisam cumprir determinadas exigências cadastrais e podem ser submetidos a procedimentos de revisão.
Em 2026, o governo federal regulamentou procedimentos relacionados à cobrança do cadastro biométrico de requerentes, beneficiários ou responsáveis legais do BPC.
Por isso, quem recebe BPC deve acompanhar as exigências relacionadas ao Cadastro Único, à biometria e às demais informações utilizadas para verificar a manutenção do benefício.
Como evitar problemas durante o pente-fino?

A melhor estratégia é não esperar uma convocação para organizar a documentação. Beneficiários que dependem de avaliações periódicas devem manter relatórios e exames atualizados e acompanhar regularmente os canais oficiais do INSS.
O aplicativo ou site Meu INSS é uma das principais ferramentas para consultar requerimentos, notificações e informações relacionadas ao benefício. Em caso de dúvida sobre uma convocação, a Central 135 também pode ser utilizada.
É importante ainda desconfiar de mensagens que solicitem pagamento, senhas ou dados bancários por canais não oficiais. Uma convocação verdadeira deve ser conferida diretamente nos canais do governo.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital



