Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Período de deflação deve acabar em breve

A deflação registrada recentemente deve ser temporária devido às medidas adotadas pelo atual governo. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Brasil perde fôlego em disputa judicial contra tarifas dos EUA

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para o mês de agosto, indicador prévio oficial da inflação, apontou uma deflação de 0,73%. Os dados foram divulgados recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Diante desse cenário, alguns brasileiros tendem a acreditar que o pior já passou, mas, analistas alertam.

A inflação generalizada é um fenômeno mundial. Muitos países, inclusive a maior potência econômica do globo, os Estados Unidos, enfrentam a alta dos preços. Além disso, ao que tudo indica, esse momento no Brasil é passageiro. 

Deflação passageira

Os cenários registrados no mês de julho e de agosto, com deflação do IPCA, devem ser breves. Isso porque as medidas adotadas para a inflação apresentasse que são temporárias e eleitoreiras. 

A redução no teto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis e energia elétrica foi aprovada pelo Congresso Nacional. Com isso, os preços da gasolina e do etanol registraram diminuições significativas. No entanto, a legislação permanece até dezembro deste ano. 

No mês de julho, foram justamente os combustíveis que puxaram a inflação para baixo. Vale ressaltar ainda, que os alimentos, item fundamental, continuam a registrar altas. 

Diante desse cenário, é provável que após o mês de dezembro e a interrupção da lei sobre o ICMS, os preços fiquem ainda mais pressionados a fim de dar conta desse período de queda. Os tributos, necessariamente, precisarão ser repostos. 

Dessa forma, a deflação atual não pode ser considerada estrutural, visto que fatores forçados e isolados estão influenciando a queda. O IPCA-15 aponta que de nove grupos pesquisados para o levantamento, apenas três registraram variação para baixo. 

Inflação no Brasil 

Apesar da queda nos últimos meses, a inflação no Brasil segue na casa dos dois dígitos, bem distante do ideal. Essa realidade já persiste por um tempo, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia e a Guerra na Ucrânia. 

A taxa inflacionária atual é de 10,07% e entre os países membros do g20, figura abaixo da 10ª posição. Ou seja, está entre as dez maiores do mundo entre os líderes econômicos. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Vale ressaltar que esse movimento de queda, não é sentida diretamente pela população mais pobre, uma vez que os produtos essenciais continuam com preços elevados. No acumulado de 12 meses, os alimentos registram alta de 14, 72%, superior à inflação geral. 

Por fim, as estimativas são de que o Banco Central não encerre o aperto monetário que se iniciou nos últimos meses. Para setembro, próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), é esperado que a Selic, taxa básica de juros, sofra mais um aumento. 

Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças? 

Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças.

Imagem: Naiyana Somchitkaeo/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados