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Gerp: Flávio Bolsonaro aparece com 47% e Lula com 42% no 2º turno

Pesquisa Gerp aponta Flávio Bolsonaro com 47% contra 42% de Lula no 2º turno e mostra cenário apertado no 1º turno.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··4 min de leitura
Gerp: Flávio Bolsonaro aparece com 47% e Lula com 42% no 2º turno

Uma nova pesquisa de intenção de voto para as eleições de 2026 colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. O levantamento do instituto Gerp, divulgado nesta quarta-feira (26), aponta 47% para Flávio e 42% para Lula.

A diferença de cinco pontos percentuais supera a margem de erro estimada em dois pontos para mais ou para menos. Ainda assim, os números devem ser interpretados como um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não como uma previsão do resultado da eleição.

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Flávio Bolsonaro lidera cenário de segundo turno

Flávio Bolsonaro
Imagem: Divulgação

No confronto direto testado pela Gerp, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula soma 42%. Outros 8% disseram que não escolheriam nenhum dos dois nomes, e 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.400 eleitores de todas as regiões do país entre 21 e 25 de agosto. As entrevistas foram realizadas por telefone, pelo sistema GerpCati, segundo informações divulgadas sobre a metodologia do levantamento.

O estudo tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03547/2026.

Primeiro turno mostra disputa equilibrada

O cenário fica ainda mais apertado quando a Gerp considera uma disputa com vários candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com 38%, enquanto Lula registra 37%.

Na sequência estão Pablo Marçal (PRTB), com 4%, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com 3% cada. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. Os demais nomes testados aparecem com 0%.

Além disso, 8% dos entrevistados não souberam responder e 4% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados.

Como a diferença entre Flávio e Lula é de apenas um ponto percentual, o resultado do primeiro turno configura empate técnico dentro da margem de erro. Portanto, não é possível afirmar estatisticamente que um dos dois esteja isoladamente na liderança nesse cenário.

Lula tem maior índice de rejeição

Outro dado relevante do levantamento é a rejeição dos candidatos. Lula aparece com o maior percentual de eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum: 49%.

Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 40%. Pablo Marçal registra 11%, enquanto Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 10% cada.

Outros nomes apresentam índices menores de rejeição, enquanto uma parcela dos entrevistados ainda não definiu seu grau de resistência aos candidatos.

A rejeição é um indicador importante porque ajuda a dimensionar o espaço disponível para crescimento de cada candidatura. Em uma eventual disputa de segundo turno, por exemplo, os candidatos precisam conquistar eleitores que inicialmente apoiavam outros nomes ou que ainda não haviam decidido seu voto.

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Aprovação do governo Lula fica abaixo da desaprovação

A pesquisa também avaliou a percepção dos entrevistados sobre o governo federal. Segundo o levantamento, 51% desaprovam a administração Lula, enquanto 43% aprovam. Outros 6% não souberam responder.

O resultado representa uma oscilação em relação à rodada anterior, quando a desaprovação havia sido de 53% e a aprovação, de 42%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, as alterações devem ser analisadas com cautela.

A avaliação do governo pode ter influência sobre a disputa presidencial, especialmente porque Lula busca a reeleição. Entretanto, intenção de voto, aprovação administrativa e rejeição são indicadores diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.

O que a pesquisa Gerp revela sobre as eleições de 2026

Imagem criada por IA/ Seu Crédito Digital

O principal sinal do levantamento é a existência de uma disputa competitiva entre Lula e Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, os dois aparecem praticamente empatados, enquanto no confronto direto de segundo turno o senador abre cinco pontos de vantagem.

A própria evolução das pesquisas do Gerp mostra que esse cenário pode sofrer alterações. Segundo dados divulgados sobre a série histórica, a vantagem de Flávio no segundo turno já chegou a seis pontos em junho, caiu para um ponto em julho e voltou a crescer nas medições seguintes.

Outro aspecto que merece atenção é o elevado nível de rejeição dos dois principais nomes. Com 49% de rejeição para Lula e 40% para Flávio, a capacidade de ampliar alianças e conquistar eleitores de outros candidatos poderá ser decisiva caso ambos avancem para uma segunda etapa.

Imagem: Reprodução

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