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Pesquisa mostra que 94% do mercado não confia em Lula

De acordo com o estudo, os agentes do mercado financeiro confiam mais no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Presidente Lula falando em microfone, com bandeira do Brasil ao fundo

A pesquisa Genial/Quaest mostrou que 94% do mercado não confia no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o estudo, divulgado nesta quarta-feira (15), os agentes do mercado financeiro confiam mais no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ao todo, 68% dos entrevistados confiam no chefe da instituição. 

Ambos têm sido protagonistas de discussões a respeito da política monetária do Brasil, bem como o patamar da taxa de juro, atualmente em 13,75% ao ano. 

Dos 88 executivos do setor ouvidos pela pesquisa, somente 2% afirmaram que a gestão econômica do país está correta. Para os próximos 12 meses, apenas 6% estão otimistas sobre a melhora da condução da política econômica do Brasil. Outros 78% pensam que vai piorar. 

Impacto das decisões de Lula no mercado 

Algumas decisões de Lula tiveram impacto imediato sobre a visão do mercado a respeito da condução da política econômica do país. As amplas críticas ao presidente do Banco Central, a autonomia da instituição bem como as mudanças na lei das estatais e a similaridade dos preços dos combustíveis com o mercado internacional foram pontos negativos da gestão para o mercado. 

De acordo com o levantamento, apenas 1% dos entrevistados veem a relação com o Banco Central como positiva, enquanto 90% entendem como negativa. Assim, 16% dos executivos ouvidos acreditam em uma antecipação do corte de juros. Outros 45% apostam na baixa do patamar da Selic. Com relação ao Banco Central escolher pela manutenção da taxa de juros em 13,75% até o final de 2023, 72% acham possível. 

Expectativas para a economia do Brasil

As expectativas do mercado para a economia do Brasil são bastante pessimistas. Dos entrevistados, 73% julgam que haverá risco de recessão ainda em 2023. Apenas 20% acham que o país deverá registrar um aumento do investimento externo. 

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Sobre se a política fiscal do atual governo irá promover sustentabilidade à dívida pública, 90% pensam que não. Outros 61% consideram que a gestão deverá aprovar o novo arcabouço fiscal, 31% veem a possibilidade como regular e 8% consideram baixa. 

Quanto à reforma tributária, 32% dos executivos consultados acreditam na aprovação, 41% veem como regular, e outros 98% concordam com a medida de unificar os impostos.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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