A corrida pela Presidência da República ganhou um novo cenário nesta terça-feira (1º). Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, com 38% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 30%.
O levantamento também chama atenção pelo desempenho de Augusto Cury (Avante), que alcança 11%, enquanto Renan Santos (Missão) registra 7%. O resultado ocorre em um momento de maior movimentação entre os nomes que disputam espaço fora da polarização tradicional.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03490/2026.
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No cenário estimulado sem Pablo Marçal, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 38%, contra 30% de Flávio Bolsonaro.
Na sequência estão Augusto Cury, com 11%, e Renan Santos, com 7%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, Cury e Renan estão tecnicamente empatados.
Ronaldo Caiado (PSD) alcança 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) aparece com 2%. Outros candidatos somam 2%. Brancos e nulos representam 3%, e outros 3% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
O resultado indica que Lula mantém uma posição de liderança, mas ainda distante dos 50% necessários para vencer uma eleição presidencial em primeiro turno, considerando os votos válidos como referência para a definição da disputa.
Cenário muda com a presença de Pablo Marçal
O instituto também testou uma alternativa incluindo Pablo Marçal (PRTB). Nesse caso, Lula permanece com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%. Augusto Cury aparece com 10%, e Renan Santos, com 6%.
Marçal soma 3%, enquanto Caiado mantém 4% e Zema fica com 2%. O levantamento considera a situação eleitoral do candidato, que está inelegível e ainda depende da análise da Justiça Eleitoral sobre seu registro.
A diferença entre os dois cenários mostra que a presença de um nome adicional altera principalmente a distribuição das intenções entre os candidatos, sem modificar a liderança de Lula.
Segundo turno tem empate entre Lula e Flávio Bolsonaro
O dado de maior impacto da pesquisa aparece na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Os dois registram 44% das intenções de voto, configurando empate numérico. Brancos e nulos representam 9%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Na pesquisa anterior, realizada em julho, Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 42%. Dessa forma, o novo levantamento aponta redução da vantagem que o petista apresentava no confronto direto.
É importante observar que um empate de 44% a 44% não significa que os candidatos estejam necessariamente empatados fora da margem de erro. Como a pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado precisa ser interpretado dentro desse intervalo estatístico.
Outros confrontos também mostram disputa apertada
A Real Time Big Data avaliou outros possíveis confrontos no segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 43%, enquanto o governador registra 45%.
Em uma eventual disputa com Romeu Zema, Lula marca 43% contra 40% do candidato do Novo. Já contra Renan Santos, o petista aparece com 44%, enquanto o candidato do Missão alcança 37%.
O levantamento também testou Lula contra Pablo Marçal, com vantagem de 44% a 40% para o presidente. Não foi apresentada uma simulação de segundo turno entre Lula e Augusto Cury.
Pesquisa espontânea mostra vantagem de Lula
Quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula também aparece na liderança. Nesse formato espontâneo, o presidente registra 35% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 25%.
Augusto Cury e Renan Santos aparecem com 4% cada. Caiado registra 2%, enquanto Jair Bolsonaro e Pablo Marçal, ambos inelegíveis segundo a situação informada no levantamento, são citados por 1% cada.
O percentual de eleitores que declarou voto branco ou nulo chega a 11%, e 16% não souberam ou não responderam.
Esse tipo de pergunta é relevante porque mede a preferência eleitoral sem oferecer previamente os nomes aos participantes. Por isso, tende a revelar também o grau de consolidação do voto na memória do eleitor.
O que os números indicam para a eleição de 2026

A pesquisa mostra dois movimentos importantes. O primeiro é a permanência de Lula na liderança do primeiro turno. O segundo é o estreitamento da disputa quando o confronto fica restrito ao presidente e a Flávio Bolsonaro.
Outro destaque é Augusto Cury, que aparece com dois dígitos no cenário sem Pablo Marçal. Levantamentos recentes de outros institutos também registraram crescimento do candidato, embora os números variem conforme metodologia, período de entrevistas e composição dos cenários.
Por isso, uma única pesquisa não deve ser interpretada como previsão do resultado eleitoral. Pesquisas representam um retrato das preferências no período em que os entrevistados foram ouvidos e podem mudar conforme a campanha, debates, propaganda eleitoral, alianças e acontecimentos políticos.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
