Nesta quinta-feira (21), o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de R$ 20 bilhões em dividendos extraordinários para acionistas.
Petrobras vai liberar R$ 20 bilhões em dividendos extraordinários; veja se vai receber uma parte
Petrobras aprova R$ 20 bilhões em dividendos para acionistas e detalha novo plano de negócios com investimentos de US$ 111 bilhões.
Do total, R$ 5,734 bilhões serão destinados ao governo federal, que detém 28,67% das ações da estatal. Este valor será usado para ajudar no equilíbrio das contas públicas.
Além disso, a Petrobras anunciou um novo plano de negócios para o período de 2025 a 2029, com investimentos previstos de US$ 111 bilhões, marcando um aumento significativo em áreas estratégicas como exploração, refino e energia renovável.
Leia mais:
Petrobras registra lucro líquido de mais de R$ 30 bilhões no 3º trimestre
Dividendos extraordinários: detalhes do pagamento

Os R$ 20 bilhões aprovados serão pagos em parcela única no dia 23 de dezembro de 2024. Para os acionistas que possuem ADRs (títulos negociados no exterior), o pagamento será realizado a partir de 3 de janeiro de 2025.
Valor por ação
- O valor por ação ordinária ou preferencial será de R$ 1,55174293.
- A distribuição está alinhada com a política de remuneração aos acionistas, garantindo que a sustentabilidade financeira da empresa seja preservada.
A estatal já soma R$ 44,14 bilhões em dividendos pagos em 2024, considerando os valores distribuídos nos três primeiros trimestres.
Novo plano de negócios 2025-2029
A Petrobras detalhou um ambicioso plano de negócios que prevê US$ 111 bilhões em investimentos, 8,8% a mais que o plano anterior (2024-2028). O foco é diversificar suas operações e equilibrar a produção de óleo e gás com iniciativas de baixo carbono.
Distribuição dos investimentos
- Exploração e produção:
- US$ 76 bilhões (68% do total).
- O pré-sal será responsável por 60% desses investimentos.
- Implantação de 10 novos sistemas de produção até 2029.
- Refino, transporte e petroquímica:
- US$ 19,6 bilhões, um aumento de 17% em relação ao plano anterior.
- Destaque para a ampliação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que elevará a capacidade de refino da estatal em 16,1%.
- Energias de baixo carbono e descarbonização:
- US$ 16,3 bilhões, um aumento de 42%.
- Desenvolvimento de biorrefinarias para produção de diesel verde e combustíveis sustentáveis.
- Fertilizantes:
- US$ 900 milhões, com a retomada de projetos em Três Lagoas (MS) e Araucária (PR).
Produção estimada e metas
A Petrobras projeta uma produção de 3,2 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia (boed) no período. Essa meta reflete o compromisso da empresa com:
- Reposição de reservas.
- Produção com menor pegada de carbono.
- Ampliação de produtos mais sustentáveis.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A estatal também busca aumentar a disponibilidade de gás natural e estender a vida útil de ativos maduros.
Foco em transição energética
A transição energética é uma das prioridades do novo plano. A Petrobras planeja:
- Investir em projetos renováveis, como eólicas offshore e solar.
- Aumentar a eficiência de operações com tecnologias de descarbonização.
- Estabelecer parcerias estratégicas, como a colaboração com a Refinaria Riograndense e a Acelen.
Esses esforços reforçam o compromisso da Petrobras em diversificar seu portfólio e reduzir emissões de carbono.
Impacto econômico e perspectivas
O pagamento de dividendos extraordinários reafirma a solidez financeira da Petrobras e oferece alívio ao governo federal, que enfrenta desafios fiscais. Já o plano de negócios demonstra uma visão de longo prazo para equilibrar o crescimento sustentável com as demandas do mercado global de energia.
Considerações finais
A aprovação de R$ 20 bilhões em dividendos e o lançamento do novo plano de negócios marcam um momento estratégico para a Petrobras. Com foco em sustentabilidade e inovação, a estatal busca conciliar suas operações tradicionais com o compromisso de liderar a transição energética no Brasil.
Os acionistas e investidores podem esperar retornos sólidos, enquanto o país se beneficia de iniciativas que impulsionam a economia e promovem avanços em energia renovável e tecnologia.
Imagem: Donatas Dabravolskas / Shutterstock.com
