A Petrobras confirmou na quinta-feira 12/06 que efetuará no próximo dia 20 de junho de 2025 o pagamento da segunda parcela dos dividendos adicionais referentes ao exercício de 2024. O valor total por ação será de R$ 0,37629728, já corrigido pela taxa Selic acumulada entre 31 de dezembro de 2024 e a data do pagamento.
Petrobras anuncia nova atualização no valor da segunda parcela de dividendos
Petrobras pagará segunda parcela dos dividendos adicionais de 2024 no dia 20 de junho de 2025. Valor total por ação é de R$ 0,37629728.
A decisão de distribuir os proventos adicionais foi aprovada em assembleia geral ordinária (AGO) realizada em abril deste ano. Na ocasião, a maioria dos acionistas da estatal deu aval para a destinação de R$ 9,1 bilhões em dividendos extras aos investidores, além dos já divulgados no exercício regular de 2024.
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Remuneração aos acionistas segue estratégia da estatal
A distribuição dos dividendos adicionais integra a política de remuneração ao acionista da Petrobras, alinhada com o desempenho financeiro da empresa e seu fluxo de caixa.
A primeira parcela, equivalente à metade do valor anunciado, foi paga no dia 20 de maio de 2025. Agora, os investidores que detinham ações da companhia em 16 de abril de 2025, considerada data base da posição acionária, receberão a segunda parte, com valores corrigidos.
Valor por ação e cálculo com base na Selic
A Petrobras explicou que o valor bruto de R$ 0,37629728 por ação inclui a correção monetária pela taxa Selic entre o último dia de 2024 e o dia do crédito ao acionista. Essa atualização monetária tem como objetivo preservar o valor real da remuneração ao longo do período entre a apuração e o efetivo pagamento.
Importante destacar que esse valor é bruto, ou seja, ainda pode sofrer descontos de impostos dependendo do tipo de investidor. Pessoas físicas, por exemplo, podem ter isenção em determinadas condições, enquanto fundos de investimento e investidores estrangeiros estão sujeitos a diferentes regras de tributação.
Assembleias e decisão sobre dividendos
A proposta de distribuição de R$ 9,1 bilhões adicionais foi aprovada em abril por ampla maioria dos votos na Assembleia Geral Ordinária (AGO), com respaldo de acionistas majoritários e minoritários.
Esse valor se soma à primeira linha de distribuição realizada no início de 2025, com base no lucro líquido de 2024. Ao todo, a Petrobras já distribuiu dezenas de bilhões de reais ao longo dos últimos exercícios, mantendo-se como uma das empresas de capital aberto mais generosas em remuneração a acionistas no Brasil.
Quem tem direito aos proventos?
Os acionistas com posição registrada em 16 de abril de 2025 serão os únicos com direito à segunda parcela dos dividendos adicionais. Isso significa que investidores que compraram ações após essa data não terão direito ao valor de R$ 0,37629728.
A data de corte é essencial para o controle da elegibilidade, especialmente em uma empresa listada na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), que movimenta diariamente milhões de ações da companhia.
Como funciona o pagamento dos dividendos?
Os proventos serão pagos de forma automática na conta bancária vinculada ao CPF ou CNPJ do acionista cadastrado junto à sua corretora ou agente de custódia. Investidores que detêm ações por meio de corretoras ou plataformas de investimento devem verificar com seus intermediários os prazos de repasse.
Investidores com ações em escritura direta na Petrobras receberão os valores por meio do Banco do Brasil, conforme cadastro fornecido.
Política de dividendos da Petrobras

A política de remuneração da estatal passou por revisões recentes, mas segue como uma das mais robustas entre empresas listadas na bolsa. Atualmente, a companhia estabelece que, se a dívida bruta for inferior a US$ 65 bilhões e houver geração de caixa suficiente, a Petrobras distribuirá 60% da diferença entre o fluxo de caixa livre e os investimentos.
Além disso, a empresa pode optar por pagar dividendos extraordinários, desde que haja saldo positivo nos resultados e viabilidade financeira. Foi com base nesse critério que os R$ 9,1 bilhões foram aprovados como adicionais aos já anunciados.
Contexto da Petrobras em 2025
O desempenho operacional da companhia em 2024, que motivou o pagamento, foi impulsionado pelo preço internacional do petróleo, pela estabilização da produção e por uma estratégia de gestão focada em redução de custos e foco em ativos estratégicos.
Embora os investimentos em transição energética tenham ganhado espaço nas projeções da empresa, a prioridade em 2024 foi consolidar os resultados com foco no pré-sal e nas exportações.
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Para os pequenos investidores
O pagamento de dividendos adicionais representa um reforço importante na rentabilidade de quem mantém ações da Petrobras no longo prazo. Considerando o histórico da empresa, investidores que optam pela estratégia de buy and hold são os principais beneficiados.
Com o valor de R$ 0,37629728 por ação, quem possui, por exemplo, 10 mil ações da companhia, receberá R$ 3.762,97, antes da tributação. Isso pode representar uma renda passiva relevante, principalmente em cenários de juros elevados, como o atual.
Para fundos e grandes investidores
Já para os fundos de ações, multimercados ou estrangeiros, o pagamento reforça o desempenho dos portfólios que mantêm ações da estatal. Também contribui para manter a atratividade da empresa dentro do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira.
Histórico de dividendos da estatal
A Petrobras figura entre as empresas brasileiras que mais distribuíram dividendos nos últimos cinco anos. Somente em 2022, por exemplo, distribuiu mais de R$ 200 bilhões em proventos — um recorde histórico. A política de dividendos agressiva tem sido objeto de debate entre analistas, que ponderam a necessidade de equilíbrio entre retorno ao acionista e investimentos futuros.
Nos últimos anos, o pagamento de dividendos tem sido utilizado pela estatal como forma de reconquistar a confiança do mercado, sobretudo após crises reputacionais e dificuldades enfrentadas em períodos anteriores.
Projeções para os próximos meses

Apesar das discussões políticas envolvendo a destinação dos lucros da estatal, especialmente entre o governo federal (acionista controlador) e o mercado, a tendência de pagamentos regulares e atrativos deve continuar ao longo de 2025, desde que os fundamentos operacionais sejam mantidos.
A expectativa é de que a empresa continue operando com geração de caixa robusta, ainda beneficiada pelos contratos de longo prazo com países importadores e pelos projetos no pré-sal.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
