Com a virada do ano, milhões de brasileiros voltam a buscar informações sobre o PIS/PASEP 2026, o benefício trabalhista que representa um importante reforço de renda anual. O abono salarial é pago a quem trabalhou com carteira assinada em 2024 e cumpre os critérios definidos pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).
PIS/PASEP 2026: o que muda e quem vai receber o novo abono
Confira as regras do PIS/PASEP 2026, quem tem direito ao abono salarial, valores atualizados, calendário de pagamentos e como fazer a consulta.
A expectativa é de que o novo ciclo de pagamentos comece em fevereiro de 2026, com base no ano-base 2024, e utilize o novo salário mínimo de R$ 1.631, conforme o orçamento aprovado pelo governo federal.
A seguir, respondemos as sete perguntas mais comuns sobre o PIS/PASEP 2026, explicando valores, prazos, formas de consulta e regras atualizadas.
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O que é o PIS/PASEP e quem administra o benefício?

O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foram criados em 1970 para integrar o trabalhador ao desenvolvimento econômico do país e garantir o acesso a benefícios sociais.
- O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e atende trabalhadores da iniciativa privada.
- O PASEP é pago pelo Banco do Brasil, destinado aos servidores públicos.
Desde 2020, ambos seguem as mesmas regras de pagamento, definidas pelo Codefat, que estabelece anualmente o calendário e os valores do abono salarial.
Quem tem direito ao PIS/PASEP em 2026?
Para receber o abono salarial em 2026, o trabalhador precisa atender a quatro requisitos básicos:
- Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024;
- Ter recebido, em média, até dois salários mínimos mensais em 2024;
- Estar inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos;
- Ter seus dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou eSocial.
Vale destacar que o valor é pago apenas a trabalhadores que possuem vínculo formal. Autônomos, MEIs sem registro CLT e servidores comissionados não têm direito.
Qual será o valor do PIS/PASEP 2026?
O valor do PIS/PASEP 2026 será calculado com base no salário mínimo de R$ 1.631, previsto no orçamento do governo federal para o próximo ano.
O cálculo é proporcional ao número de meses trabalhados em 2024, seguindo a fórmula:
(Salário mínimo ÷ 12) × meses trabalhados.
Exemplos:
- 12 meses trabalhados: R$ 1.631;
- 6 meses trabalhados: R$ 815,50;
- 3 meses trabalhados: R$ 407,75.
Trabalhadores que atuaram por mais de 15 dias em um mês já têm direito à fração correspondente.
Quando começam os pagamentos do PIS/PASEP 2026?
O Codefat deve publicar o calendário oficial de pagamentos até janeiro de 2026, e os depósitos estão previstos para começar em fevereiro, seguindo o modelo escalonado por mês de nascimento (PIS) ou número final de inscrição (PASEP).
A expectativa é que o cronograma seja semelhante ao de 2025:
- Início em 15 de fevereiro de 2026;
- Encerramento em 15 de julho de 2026;
- Saques disponíveis até 28 de dezembro de 2026.
Pagamento do PIS (Caixa Econômica Federal)
O crédito é feito diretamente na conta da Caixa ou pelo aplicativo Caixa Tem, que centraliza o acesso aos benefícios sociais e permite saque digital.
Pagamento do PASEP (Banco do Brasil)
Os servidores públicos recebem via conta-corrente do BB ou podem sacar nas agências mediante apresentação de documento oficial com foto.
Como consultar o PIS/PASEP 2026?
A consulta ao PIS/PASEP é simples e pode ser feita pelos canais oficiais.
Pela Caixa Econômica Federal (PIS)
- Aplicativo Caixa Tem → seção “Abono Salarial”;
- App Caixa Trabalhador, disponível para Android e iOS;
- Site oficial (www.caixa.gov.br/PIS);
- Telefone 0800 726 0207 (opção 2 – Trabalhador).
Pelo Banco do Brasil (PASEP)
- App BB PASEP ou app do Banco do Brasil;
- Site oficial (www.bb.com.br/pasep);
- Central de atendimento: 4004-0001 (capitais) ou 0800 729 0001 (demais regiões).
Consulta unificada pelo Gov.br
No portal Gov.br, o trabalhador pode visualizar o histórico de pagamentos, o saldo disponível e o status do benefício diretamente com o CPF.
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Quem não tem direito ao PIS/PASEP?

Mesmo com vínculo formal, algumas categorias não recebem o abono salarial. Ficam fora do benefício:
- Empregados domésticos;
- Trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
- Servidores sem vínculo efetivo;
- Estagiários e aprendizes;
- Trabalhadores com renda média mensal superior a dois salários mínimos.
Além disso, quem teve o nome incorreto ou o CPF divergente na RAIS/eSocial pode ter o pagamento bloqueado até que o empregador corrija as informações.
O que acontece se o trabalhador não sacar o abono?
O prazo máximo para saque do PIS/PASEP 2026 será 28 de dezembro de 2026. Após essa data, o valor retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e não poderá ser reemitido.
Por isso, o ideal é acompanhar o calendário oficial e sacar o valor assim que liberado. Em caso de inconsistência, o trabalhador pode registrar reclamação pelo canal Fale Conosco do MTE ou comparecer a uma agência da Caixa ou Banco do Brasil.
PIS/PASEP e FGTS: qual a relação?
Desde 2020, as cotas antigas do PIS/PASEP foram transferidas para o FGTS. Isso significa que o trabalhador pode consultar e sacar esses valores diretamente pelo app FGTS da Caixa, caso ainda não o tenha feito.
O abono salarial, por sua vez, é anual e segue sendo pago separadamente, de acordo com os critérios de renda e tempo de trabalho.
Importância do abono salarial
O PIS/PASEP é considerado um dos principais instrumentos de redistribuição de renda no país. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 25 milhões de trabalhadores receberam o abono em 2025, com mais de R$ 22 bilhões injetados na economia.
O benefício ajuda a movimentar o comércio, reduzir dívidas e aquecer o consumo interno, especialmente nas classes C e D. Em 2026, a expectativa é de que o número de beneficiários aumente, impulsionado pela ampliação do mercado formal de trabalho.
O PIS/PASEP 2026 traz poucas mudanças em relação a 2025, mantendo as mesmas regras de elegibilidade, mas com valores atualizados pelo novo salário mínimo de R$ 1.631.
Com início previsto para fevereiro de 2026, o calendário beneficiará milhões de trabalhadores formais, garantindo até um salário mínimo integral para quem trabalhou o ano todo em 2024.
A melhor forma de garantir o recebimento é manter os dados cadastrais atualizados junto ao empregador e acompanhar os canais oficiais da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Ministério do Trabalho.
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