O abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começou a ser pago neste ano conforme o calendário definido pelo governo federal. O cronograma considera o mês de nascimento do trabalhador e prevê pagamentos entre fevereiro e agosto.
A expectativa é de que aproximadamente 26,9 milhões de trabalhadores tenham direito ao benefício ao longo de 2026. O dinheiro pode representar uma renda extra importante para quem trabalhou formalmente em 2024 e atende aos critérios estabelecidos pela legislação.
Uma das principais mudanças está na regra de renda. A partir deste ciclo, o limite para receber o abono passa a ter uma correção vinculada ao INPC, o que altera gradualmente o critério de acesso ao benefício.
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Calendário do PIS/Pasep 2026 segue até agosto
Quem pode receber o PIS/Pasep em 2026?

Não basta ter trabalhado com carteira assinada em 2024 para receber o abono. O trabalhador precisa cumprir simultaneamente os requisitos previstos para o benefício.
Entre as condições estão ter cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter exercido atividade remunerada para empregador contribuinte dos programas durante pelo menos 30 dias no ano-base.
Também é necessário estar dentro do limite de remuneração estabelecido para o ano-base e ter os dados corretamente informados pelo empregador nos sistemas oficiais.
A transmissão correta das informações é fundamental. Se houver divergências no vínculo empregatício, remuneração ou período trabalhado, o trabalhador pode não aparecer inicialmente como habilitado ao pagamento.
Qual é o calendário do PIS/Pasep 2026?
O pagamento do abono salarial é organizado conforme o mês de nascimento. O calendário de 2026 foi estruturado da seguinte maneira:
| Nascidos em | Pagamento a partir de |
|---|---|
| Janeiro | 15 de fevereiro |
| Fevereiro | 15 de março |
| Março e abril | 15 de abril |
| Maio e junho | 15 de maio |
| Julho e agosto | 15 de junho |
| Setembro e outubro | 15 de julho |
| Novembro e dezembro | 15 de agosto |
O trabalhador não precisa solicitar o benefício individualmente quando já estiver habilitado. A identificação dos beneficiários ocorre a partir das informações disponíveis nos registros oficiais.
O prazo final para retirar o dinheiro em 2026 é 29 de dezembro. Quem deixar o valor disponível sem movimentação deve ficar atento às regras aplicáveis aos recursos não sacados.
Como consultar o PIS/Pasep 2026?
A consulta pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital, ferramenta oficial utilizada para apresentar informações sobre vínculos empregatícios e benefícios trabalhistas.
Depois de instalar o aplicativo, o trabalhador deve entrar com sua conta Gov.br e procurar a área de benefícios. Na opção referente ao Abono Salarial, é possível verificar se existe direito ao pagamento, além do valor previsto, data de liberação e instituição responsável pelo crédito.
A consulta também permite identificar eventuais inconsistências antes de procurar atendimento presencial.
Como é calculado o valor do abono?
O valor do PIS/Pasep não é necessariamente igual para todos os trabalhadores.
O benefício é calculado proporcionalmente ao número de meses trabalhados durante o ano-base. Quem trabalhou os 12 meses recebe o equivalente a um salário mínimo vigente no momento do pagamento.
Para períodos menores, o valor corresponde a uma fração do salário mínimo. Assim, quem trabalhou seis meses, por exemplo, recebe aproximadamente metade do valor integral, observadas as regras de cálculo do programa.
Um detalhe importante é que períodos de trabalho iguais ou superiores a 15 dias dentro de determinado mês são considerados como um mês completo para o cálculo do abono.
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Qual é a diferença entre PIS e Pasep?
Embora sejam frequentemente mencionados juntos, PIS e Pasep atendem públicos diferentes.
O PIS (Programa de Integração Social) é relacionado aos trabalhadores da iniciativa privada. Os pagamentos são realizados pela Caixa Econômica Federal.
Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) atende servidores públicos, com os pagamentos tradicionalmente operacionalizados pelo Banco do Brasil.
A regra de elegibilidade do abono é definida pelo governo, mas a instituição responsável pelo pagamento varia de acordo com o vínculo do trabalhador.
O que mudou na regra de renda do abono?

Uma mudança importante começa a produzir efeitos a partir do calendário de 2026.
Historicamente, o limite de renda utilizado para determinar quem poderia receber o abono estava associado ao salário mínimo. Com a alteração estabelecida pelo governo, o critério passa a ser corrigido pelo INPC, reduzindo gradualmente a proporção de trabalhadores que podem entrar no programa à medida que a economia e os salários avançam.
A mudança faz parte das medidas de ajuste das regras do abono salarial e deve ser considerada por quem pretende verificar o direito ao benefício nos próximos anos.
Portanto, não é correto simplesmente aplicar o limite de dois salários mínimos de 2026 para determinar todos os beneficiários. O cálculo considera as regras específicas do ano-base e a legislação vigente.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital



