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Novo lote do PIS/Pasep será pago em 15 de julho; confira o calendário do abono

PIS/Pasep paga até R$ 1.621 nesta quarta-feira para nascidos em setembro e outubro. Veja regras, valores, calendário e como consultar.

Bruna MachadoPor Bruna Machado10 min de leitura
pis/pasep

Um novo grupo de trabalhadores poderá receber o abono salarial PIS/Pasep a partir desta quarta-feira, 15 de julho de 2026. A rodada contempla os beneficiários nascidos em setembro e outubro que cumpriram as regras do programa durante o ano-base de 2024.

O valor pode chegar a R$ 1.621, mas não é igual para todos. A quantia depende do número de meses trabalhados formalmente em 2024: quem teve vínculo durante o ano inteiro recebe o salário mínimo completo, enquanto os demais recebem uma parcela proporcional.

A liberação merece atenção porque o depósito pode ser automático e passar despercebido. Também é comum que o trabalhador confunda o abono salarial com as antigas cotas do PIS/Pasep ou tente consultar o pagamento diretamente no banco antes de confirmar se foi habilitado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A seguir, entenda quem recebe nesta quarta-feira, como o valor é calculado, onde consultar e o que fazer quando o benefício não aparece.

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Quem recebe o PIS/Pasep nesta quarta-feira?

PIS/Pasep
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O lote de 15 de julho é destinado aos trabalhadores nascidos em:

  • setembro;
  • outubro.

A data vale tanto para empregados da iniciativa privada vinculados ao PIS quanto para servidores públicos vinculados ao Pasep. Desde a unificação do calendário, o mês de nascimento é usado para organizar os pagamentos dos dois grupos.

Ter nascido em setembro ou outubro, no entanto, não garante o depósito. O trabalhador também precisa cumprir os critérios de renda, tempo de cadastro, período trabalhado e envio correto das informações pelo empregador.

O que é o abono salarial e por que ele existe?

O abono salarial é um benefício anual destinado a trabalhadores formais que receberam remuneração dentro do limite definido pelo governo.

Na prática, ele funciona como um complemento de renda. O valor máximo corresponde a um salário mínimo, mas somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe a quantia integral.

O benefício tem origem no artigo 239 da Constituição Federal e é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT. Esse mesmo fundo também financia políticas como o seguro-desemprego.

É importante não confundir o abono com as antigas cotas do fundo PIS/Pasep. O abono é um pagamento anual condicionado ao cumprimento de regras. As cotas antigas correspondiam a valores acumulados por determinados trabalhadores em outro período histórico.

Quem tem direito ao abono salarial em 2026?

O calendário de 2026 considera os empregos e salários registrados em 2024, chamado de ano-base.

Para receber, é necessário cumprir todos os requisitos abaixo:

  • estar cadastrado no PIS/Pasep ou no Cadastro Nacional de Informações Sociais há pelo menos cinco anos;
  • ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2024;
  • ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
  • ter os dados corretamente declarados pelo empregador no eSocial ou na Rais.

Se uma dessas condições não for atendida, o benefício poderá não ser liberado.

O que significa ter cinco anos de cadastro?

Esse requisito costuma causar confusão. O trabalhador não precisa ter permanecido cinco anos no mesmo emprego, nem ter trabalhado durante todo esse período.

O que conta é o tempo desde a primeira inscrição no PIS, no Pasep ou no CNIS. Assim, uma pessoa inscrita pela primeira vez em 2022, por exemplo, ainda não completa o período mínimo necessário para o calendário de 2026.

Como funciona o limite de R$ 2.766?

O limite considera a média mensal da remuneração recebida em 2024, e não necessariamente o salário atual do trabalhador.

Imagine uma pessoa que recebeu R$ 2.500 por mês durante seis meses e depois ficou desempregada. Em princípio, ela permanece dentro do teto de renda, desde que cumpra os demais critérios.

Já quem teve média mensal superior a R$ 2.766 no ano-base não recebe o abono, mesmo que atualmente esteja desempregado ou ganhe menos.

Quanto será pago pelo PIS/Pasep?

O valor do abono é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2024.

O cálculo parte do salário mínimo de R$ 1.621 e considera um doze avos desse valor por mês trabalhado. Devido ao arredondamento aplicado ao benefício, as parcelas variam de R$ 136 a R$ 1.621.

Meses trabalhados em 2024Valor do abono
1 mêsR$ 136
2 mesesR$ 271
3 mesesR$ 406
4 mesesR$ 541
5 mesesR$ 675
6 mesesR$ 811
7 mesesR$ 946
8 mesesR$ 1.081
9 mesesR$ 1.216
10 mesesR$ 1.351
11 mesesR$ 1.486
12 mesesR$ 1.621

Para fins de abono, um período igual ou superior a 15 dias costuma ser contado como um mês completo de trabalho.

Exemplo prático de cálculo

Considere, como exemplo hipotético, uma trabalhadora que permaneceu registrada de janeiro até o fim de junho de 2024. Como trabalhou durante seis meses, poderá receber R$ 811, desde que cumpra as outras regras.

Já um trabalhador que teve carteira assinada durante os 12 meses poderá receber o valor integral de R$ 1.621.

Qual é a diferença entre PIS e Pasep?

As regras de acesso e de cálculo são praticamente as mesmas. A principal diferença está no público atendido e no banco responsável pelo pagamento.

PIS é pago pela Caixa

O Programa de Integração Social, conhecido como PIS, atende empregados da iniciativa privada.

A Caixa Econômica Federal é responsável pelo pagamento. O crédito pode ocorrer automaticamente em conta da Caixa ou na Poupança Social Digital, movimentada pelo Caixa Tem.

Pasep é pago pelo Banco do Brasil

O Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, o Pasep, é destinado aos servidores e empregados públicos habilitados.

O Banco do Brasil realiza o pagamento. Dependendo da situação do beneficiário, o valor pode ser creditado em conta, transferido pelos canais disponíveis ou retirado conforme as orientações da instituição.

Como consultar se o abono foi liberado?

A consulta oficial deve ser feita antes de procurar a Caixa ou o Banco do Brasil. Isso porque os bancos executam o pagamento, mas a habilitação do trabalhador depende das informações processadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Consulta pela Carteira de Trabalho Digital

O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é o principal canal para verificar o abono.

O trabalhador deve:

  1. abrir o aplicativo;
  2. entrar com CPF e senha da conta Gov.br;
  3. acessar a área “Benefícios”;
  4. selecionar “Abono Salarial”;
  5. escolher o ano correspondente ao calendário de 2026.

A página informa se o trabalhador está habilitado, qual valor poderá receber, a data prevista e o banco pagador.

Consulta pelo Portal Gov.br

Também é possível entrar no serviço do abono salarial com a conta Gov.br. O sistema apresenta as informações disponíveis para o CPF consultado.

Atendimento pelo telefone 158

Outra opção é a Central Alô Trabalho, pelo número 158. O atendimento pode ajudar a esclarecer dúvidas sobre os critérios e a situação do benefício.

Como o PIS será pago pela Caixa?

Para trabalhadores da iniciativa privada, a Caixa utiliza diferentes formas de pagamento.

O crédito pode ocorrer:

  • em conta corrente ou poupança da Caixa;
  • na Poupança Social Digital;
  • pelo aplicativo Caixa Tem;
  • em terminal de autoatendimento;
  • em lotérica;
  • em correspondente Caixa Aqui;
  • em agência, conforme a forma disponibilizada ao beneficiário.

Quem receber pela Poupança Social Digital poderá movimentar o dinheiro pelo Caixa Tem, fazendo Pix, pagamentos e transferências sem precisar sacar todo o valor.

Como o Pasep será pago pelo Banco do Brasil?

Os servidores públicos habilitados recebem pelo Banco do Brasil.

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Quem é correntista pode ter o crédito realizado automaticamente. Para os demais casos, o banco pode disponibilizar transferência ou atendimento presencial, conforme os dados e as opções existentes para o beneficiário.

Antes de se deslocar até uma agência, o ideal é consultar a situação do abono e os canais do banco.

Calendário completo do PIS/Pasep 2026

O calendário é organizado pelo mês de nascimento.

Mês de nascimentoInício do pagamento
Janeiro16 de fevereiro
Fevereiro16 de março
Março e abril15 de abril
Maio e junho15 de maio
Julho e agosto16 de junho
Setembro e outubro15 de julho
Novembro e dezembro17 de agosto

As datas de fevereiro, março, junho e agosto foram deslocadas porque o dia 15 caiu em fim de semana. Nesses casos, a liberação ocorreu ou ocorrerá no primeiro dia útil seguinte.

Até quando o dinheiro poderá ser retirado?

O abono do calendário de 2026 ficará disponível até 30 de dezembro de 2026.

Isso não significa que o trabalhador perde definitivamente o direito no dia seguinte. Valores não retirados podem ser solicitados posteriormente dentro do prazo legal, que pode chegar a cinco anos.

Ainda assim, deixar o dinheiro parado não é recomendável. Quanto mais tempo passa, maior é a chance de o trabalhador esquecer o benefício ou enfrentar etapas adicionais para recuperá-lo.

O que fazer se o benefício não aparecer?

A ausência do abono pode ter diferentes explicações.

Primeiro, confira se o mês de nascimento já foi contemplado. Depois, verifique na Carteira de Trabalho Digital se o sistema apresenta algum motivo para a não habilitação.

Entre as causas mais comuns estão:

  • renda média acima do limite;
  • menos de 30 dias de trabalho no ano-base;
  • cadastro no PIS/Pasep há menos de cinco anos;
  • dados incorretos ou incompletos enviados pelo empregador;
  • vínculo ainda não processado pelo sistema.

E se o empregador informou os dados errados?

Quando há erro no salário, no período trabalhado ou em outra informação do vínculo, o empregado deve procurar a empresa para pedir a correção no eSocial ou na Rais.

A Caixa e o Banco do Brasil não conseguem corrigir essas informações, pois apenas efetuam o pagamento. A retificação precisa ser feita pelo empregador, e o processamento segue os procedimentos do Ministério do Trabalho.

É possível apresentar recurso?

O trabalhador que acredita cumprir todas as regras pode buscar orientação pelo telefone 158 ou em uma unidade de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego.

Antes de contestar, é útil reunir documentos como carteira de trabalho, contracheques e comprovantes do vínculo de 2024. Eles ajudam a identificar se existe divergência entre o que foi trabalhado e o que consta no sistema.

Como evitar golpes envolvendo o PIS/Pasep?

A proximidade dos pagamentos costuma aumentar a circulação de mensagens falsas. Os golpistas podem prometer antecipação do abono, cobrar uma suposta taxa de liberação ou enviar páginas falsas para roubar senhas.

O abono salarial não exige pagamento antecipado.

Para se proteger:

  • não informe senha da conta Gov.br por mensagem;
  • não pague taxas para liberar o benefício;
  • evite links enviados por números desconhecidos;
  • faça a consulta diretamente na Carteira de Trabalho Digital;
  • desconfie de pedidos de código recebido por SMS;
  • não entregue cartão ou senha a terceiros.

Se o dinheiro já estiver disponível, também é importante conferir os dados antes de fazer transferências e não aceitar ajuda de desconhecidos em terminais bancários.

Quem nasceu em setembro ou outubro deve fazer o quê agora?

PIS/PASEP
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O primeiro passo é consultar a Carteira de Trabalho Digital. Se o benefício estiver habilitado, confira o valor, o banco pagador e a forma de recebimento.

Quem tem direito ao PIS deve verificar a conta da Caixa ou o Caixa Tem. No caso do Pasep, a consulta financeira deve ser feita nos canais do Banco do Brasil.

Se o sistema informar que o benefício não foi habilitado, leia o motivo apresentado antes de procurar atendimento. Em casos de erro nos dados trabalhistas, a correção começa pelo empregador, não pelo banco.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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