O novo piso da enfermagem está sendo discutido desde o ano passado. Apesar de já ter sido aprovado pelo Congresso Nacional, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação do novo salário.
Aumento do piso da enfermagem pode gerar falência de hospitais? Entenda
Aumento do piso da enfermagem pode gerar falência de hospitais? Entenda o que pode acontecer se o piso começar a valer
De acordo com ele, os novos valores iriam causar grandes impactos financeiros nos cofres públicos. Além disso, há a possibilidade de que o salário aprovado cause uma demissão em massa no setor.
Uma pesquisa encomendada pela Federação Brasileiras de Hospitais (FBH) acabou por comprovar esse medo. De acordo com ela, caso o novo piso da enfermagem seja aprovado, ocorrerá a demissão em massa de profissionais e o fechamento de hospitais de pequeno porte.
Além disso, o acesso da população ao sistema de saúde ficaria comprometido, já que o setor estaria com falta de pessoal para fazer todos os atendimentos.
Piso da enfermagem pode levar hospitais a falência
Conforme os resultados da pesquisa feita a pedido da FBH, o impacto financeiro do novo salário no setor privado ficaria entre R$ 5,3 bilhões e R$ 7,1 bilhões por ano. Os estados do norte e nordeste seriam os que mais sofreriam com o novo valor.
O levantamento também mostra que, ao todo, o Brasil conta com 1,2 milhão de profissionais da enfermagem. Desses, quase 900 mil recebem abaixo do novo piso da enfermagem.
Dos mais de 1 milhão de profissionais brasileiros, 64% trabalham no setor privado. Justamente o grupo que sofreria com as demissões em massa. A estimativa da pesquisa é que ocorra uma redução de 30% no quadro de funcionários nos hospitais com até 100 leitos.
Hospitais pequenos têm o pior prognóstico
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O aumento de custos com o novo piso da enfermagem colocaria os hospitais menores em uma situação delicada. Para se manter ativos, precisariam demitir parte do quadro de funcionários. Entretanto, sem pessoal suficiente, eles também não conseguiriam atender ao público.
De acordo com o presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato, o governo precisa mostrar alguma solução para mitigar o impacto financeiro e impedir que a população fique sem atendimento de qualidade.
Imagem: Andy Dean Photography / shutterstock.com
