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Chaves Pix de CPF e CNPJ com dívidas serão excluídas!

Banco Central determinou novas regras para o Pix, que excluem chaves vinculadas a CPFs e CNPJs com pendências cadastrais. Entenda!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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O Banco Central do Brasil anunciou, em 6 de março de 2025, uma série de alterações significativas nas normas que regem o sistema de pagamentos instantâneos Pix. A principal mudança trata da exclusão de chaves Pix vinculadas a CPFs e CNPJs com pendências cadastrais junto à Receita Federal. A medida tem como objetivo combater fraudes e aumentar a segurança do sistema financeiro.

A decisão de excluir chaves Pix de usuários com irregularidades cadastrais é uma ação preventiva que busca garantir que as transações financeiras realizadas pelo Pix sejam mais seguras e transparentes. De acordo com o Banco Central, a nova norma estabelece regras mais rígidas para a verificação de dados cadastrais e para o monitoramento de instituições financeiras e de pagamentos que oferecem o serviço.

O que são as chaves Pix e como elas funcionam?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Antes de entender as novas regras, é importante explicar o conceito de chave Pix. O sistema Pix permite que pessoas físicas e jurídicas realizem transferências instantâneas de dinheiro de maneira rápida e prática, utilizando chaves que substituem informações bancárias tradicionais como agência e número da conta.

Leia mais: Mudanças no Pix por aproximação: fique por dentro das novas regras

As chaves Pix podem ser cadastradas por meio de CPF ou CNPJ, número de celular, e-mail ou chaves aleatórias. Essas chaves são utilizadas para identificar o titular da conta e facilitar as transações sem a necessidade de compartilhar dados bancários completos.

Alterações no cadastro de chaves Pix

A principal mudança anunciada pelo Banco Central é a exigência de que as instituições financeiras e de pagamentos excluam as chaves Pix associadas a CPFs e CNPJs com status cadastral irregular junto à Receita Federal. Isso inclui:

  • CPFs com situação cadastral “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” ou “nula”.
  • CNPJs com situação cadastral “suspensa”, “inapta”, “baixada” ou “nula”.

Essas medidas visam garantir que as chaves Pix não sejam usadas de maneira fraudulenta, o que dificulta a ação de golpistas que utilizam dados falsificados ou desatualizados para realizar transações ilícitas.

Como funciona a verificação de cadastro?

O Banco Central determinou que a verificação do status cadastral será realizada sempre que houver qualquer operação envolvendo uma chave Pix, como registros, alterações de informações, portabilidade de chaves ou reivindicações de posse. Isso significa que, se uma chave Pix estiver vinculada a um CPF ou CNPJ irregular, ela será removida automaticamente do sistema.

Além disso, o Banco Central anunciou que monitorará periodicamente a conduta das instituições financeiras para garantir que as novas regras sejam cumpridas. Caso haja falhas nesse processo, as instituições poderão ser penalizadas.

Impacto das novas regras nas transações do Pix

Apesar das novas medidas de verificação e exclusão, o Banco Central garantiu que as alterações não afetarão a forma como as pessoas e as empresas utilizam o Pix para enviar e receber dinheiro. Ou seja, as transações seguirão funcionando da mesma maneira, mas com maior segurança.

A ideia é combater fraudes que envolvem o uso de chaves Pix inválidas, sem prejudicar a facilidade e agilidade do sistema de pagamentos. Portanto, as pessoas que mantêm suas informações cadastrais regularizadas não enfrentarão dificuldades para realizar suas transações.

Proteção contra golpes

Com a implementação dessas novas regras, o Banco Central espera dificultar as tentativas de golpistas que alteram informações ou utilizam dados falsificados para se beneficiar de transações fraudulentas. A medida visa aumentar a confiança dos usuários no sistema Pix e proporcionar um ambiente mais seguro para todos os envolvidos.

Outras alterações no sistema de chaves Pix

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Imagem: Freepik e Canva

Além da exclusão de chaves irregulares, o Banco Central também introduziu outras mudanças importantes no funcionamento do Pix. Entre as mais relevantes, destacam-se:

Impossibilidade de transferência de chaves do tipo e-mail

Uma das alterações mais significativas foi a proibição da transferência de chaves do tipo e-mail. Até então, os usuários poderiam transferir a chave Pix vinculada ao seu endereço de e-mail para outra pessoa, caso desejassem. No entanto, essa opção foi removida para evitar o uso indevido dessa chave.

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A única exceção permanece para as chaves do tipo celular. Esses números de telefone, que podem ser alterados de titular, continuarão permitindo a mudança de proprietário quando registrado como chave Pix, inclusive no caso de números pré-pagos.

Alterações em chaves aleatórias

Outra mudança importante foi a proibição de alteração das informações vinculadas às chaves aleatórias. As chaves aleatórias são geradas pelo sistema e não estão associadas a um número de CPF ou CNPJ específico, tornando-as uma opção popular para quem deseja manter seu anonimato.

Agora, caso o titular de uma chave aleatória precise alterar alguma informação, será necessário excluir a chave existente e criar uma nova chave aleatória com os dados atualizados.

Devolução de valores em dispositivos não cadastrados

Uma medida que visa aumentar a segurança do Pix foi a liberação da devolução de valores enviados via dispositivos não cadastrados. Desde novembro de 2024, o Banco Central limitou as transações realizadas por dispositivos não cadastrados a um valor máximo de R$ 200. Caso haja erro ou fraude, a devolução do valor será obrigatória, aumentando a proteção ao usuário.

Atuação das instituições financeiras e de pagamentos

O Banco Central enfatizou que, além da responsabilidade dos usuários, as instituições financeiras e de pagamentos terão um papel crucial na implementação das novas regras. Elas devem garantir que todas as chaves Pix registradas estejam em conformidade com os dados da Receita Federal e excluir aquelas que não estejam regularizadas.

Considerações finais

As novas regras impostas pelo Banco Central para a verificação e exclusão de chaves Pix com dados irregulares são uma resposta à crescente preocupação com a segurança no sistema de pagamentos instantâneos. Com essas mudanças, o objetivo é criar um ambiente mais seguro, no qual os usuários possam realizar transações financeiras sem temer fraudes ou golpes.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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