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Pix internacional chega a oito países; veja onde brasileiros já podem usar

Saiba como brasileiros usam Pix no exterior, quais países aceitam, como funciona a conversão e por que pode sair mais barato que cartão.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Pix internacional chega a oito países; veja onde brasileiros já podem usar

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, ultrapassou as fronteiras nacionais e passou a ser uma alternativa para turistas brasileiros que desejam pagar compras e serviços em outros países. A tecnologia já pode ser utilizada em estabelecimentos selecionados de oito destinos internacionais, incluindo países da América do Sul, América do Norte e Europa.

A novidade permite que brasileiros realizem pagamentos diretamente pelo aplicativo do banco ou instituição financeira participante, utilizando uma experiência semelhante ao pagamento com QR Code já comum no Brasil.

Apesar de ser chamado popularmente de “Pix internacional”, o Banco Central esclarece que não existe atualmente uma versão oficial do Pix operada diretamente pelo governo brasileiro em outros países. O funcionamento depende de acordos comerciais entre empresas de tecnologia financeira, instituições bancárias, empresas de câmbio e redes de pagamento internacionais.

Na prática, o consumidor brasileiro utiliza uma solução integrada ao aplicativo financeiro, enquanto empresas especializadas fazem a conversão da moeda e a liquidação do pagamento no país de destino.

Leia mais:

Quais países farão parte do Pix internacional?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quais países aceitam Pix para brasileiros no exterior

Atualmente, a funcionalidade está disponível em estabelecimentos de oito países:

  • Chile;
  • Argentina;
  • Uruguai;
  • Paraguai;
  • Estados Unidos;
  • Portugal;
  • Espanha;
  • França.

A expansão tem como foco principal destinos com grande fluxo de turistas brasileiros. A presença do Pix internacional ocorre especialmente em locais como restaurantes, hotéis, lojas, centros comerciais e estabelecimentos próximos a regiões turísticas.

Na América do Sul, o recurso ganhou espaço pela proximidade geográfica e pelo volume de brasileiros que viajam para países vizinhos. Já na Europa e nos Estados Unidos, a tecnologia busca atender turistas que procuram alternativas mais simples para pagamentos durante viagens.

Como funciona o pagamento com Pix fora do Brasil

O processo é parecido com uma compra feita no Brasil. O consumidor chega ao estabelecimento, escolhe os produtos ou serviços e solicita o pagamento.

A diferença está na etapa de conversão da moeda.

O funcionamento geralmente segue este modelo:

  1. o comerciante gera um QR Code na máquina de pagamento ou sistema do estabelecimento;
  2. o turista brasileiro escaneia o código pelo aplicativo do banco ou instituição financeira;
  3. o aplicativo informa o valor convertido para reais;
  4. o cliente confirma a operação usando senha, reconhecimento facial ou biometria;
  5. uma empresa intermediária realiza a conversão cambial e envia o pagamento ao comerciante na moeda local.

Dessa forma, o consumidor não precisa comprar dinheiro estrangeiro antes da viagem nem necessariamente utilizar cartão internacional.

O comerciante recebe o valor na moeda do país onde está localizado, como pesos argentinos, dólares ou euros, enquanto o brasileiro visualiza a cobrança em reais.

Quem está por trás do Pix internacional

A expansão dos pagamentos via Pix no exterior depende de uma estrutura formada por diferentes empresas do setor financeiro.

No Brasil, fintechs, bancos e plataformas de câmbio conectam os aplicativos nacionais aos sistemas utilizados pelos comerciantes estrangeiros. Fora do país, empresas responsáveis pelas máquinas de pagamento e redes de adquirência fazem a integração necessária para aceitar a transação.

No Chile, por exemplo, soluções desenvolvidas por empresas de tecnologia financeira permitem que terminais locais reconheçam pagamentos feitos por brasileiros.

Na Argentina, parcerias entre instituições financeiras brasileiras e bancos locais possibilitaram a utilização do recurso em milhares de estabelecimentos.

No Uruguai, empresas de pagamentos eletrônicos passaram a integrar a funcionalidade, enquanto nos Estados Unidos a operação depende de compatibilidade com terminais de pagamento utilizados no comércio local.

Essa estrutura mostra que o avanço do Pix internacional ocorre por meio de cooperação entre empresas privadas, e não por uma expansão direta do sistema brasileiro para outros países.

Pix no exterior pode ser mais barato que cartão internacional

Um dos principais atrativos para os turistas brasileiros é o custo da operação.

Compras internacionais feitas no cartão de crédito tradicional costumam envolver cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da conversão baseada na cotação do cartão, normalmente relacionada ao dólar turismo.

No pagamento via Pix internacional, as empresas responsáveis utilizam mecanismos próprios de câmbio, que podem apresentar condições mais competitivas dependendo da operação.

A vantagem também está na transparência: o usuário consegue visualizar o valor convertido em reais antes de confirmar a compra.

Mesmo assim, é importante que o consumidor verifique previamente as tarifas cobradas pela instituição financeira ou empresa responsável pelo serviço, pois podem existir custos relacionados à conversão cambial.

Vantagens de usar Pix durante viagens internacionais

A possibilidade de pagar com Pix fora do Brasil traz algumas facilidades para quem viaja.

Entre os principais benefícios estão:

Menor dependência de dinheiro em espécie

O turista não precisa transportar grandes quantidades de moeda estrangeira, reduzindo preocupações relacionadas a perda ou roubo.

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Pagamento direto pelo celular

Como o processo ocorre pelo aplicativo financeiro, o usuário pode realizar compras sem precisar utilizar cartão físico.

Conversão apresentada antes da confirmação

O consumidor consegue saber quanto será debitado em reais antes de concluir a operação.

Mais praticidade para brasileiros

Como milhões de brasileiros já estão acostumados com o Pix no cotidiano, a adaptação ao sistema tende a ser mais simples.

Cuidados antes de usar Pix em outro país

Apesar das facilidades, alguns cuidados são importantes para evitar problemas durante a viagem.

O primeiro passo é verificar se o banco ou aplicativo utilizado oferece a função de pagamento internacional via Pix. Nem todas as instituições possuem integração com esse tipo de serviço.

Também é recomendado:

  • conferir as taxas de câmbio antes da compra;
  • manter o aplicativo bancário atualizado;
  • utilizar conexão segura de internet;
  • confirmar o valor convertido antes de autorizar;
  • evitar pagamentos em redes públicas de Wi-Fi.

Outro ponto importante é lembrar que a disponibilidade depende do estabelecimento. O fato de um país aceitar Pix internacional não significa que todos os comerciantes terão a tecnologia habilitada.

Crescimento do Pix acompanha avanço dos pagamentos digitais

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Desde seu lançamento em 2020, o Pix transformou a forma como brasileiros realizam pagamentos. O sistema passou a substituir gradualmente métodos tradicionais como transferências bancárias, boletos e pagamentos em dinheiro em diversas situações.

O sucesso dentro do Brasil despertou interesse de empresas estrangeiras, principalmente pela grande quantidade de usuários cadastrados e pelo alto volume de transações realizadas diariamente.

Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o Pix alcançou uma ampla adesão entre pessoas físicas e empresas no Brasil, tornando-se uma das principais ferramentas de pagamento do país.

Esse cenário criou uma oportunidade para empresas internacionais adaptarem suas tecnologias ao comportamento do consumidor brasileiro.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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