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Pix ganha espaço fora do Brasil e já funciona para turistas em alguns países

O Pix revolucionou a forma como os brasileiros fazem pagamentos desde sua criação, em 2020. Rápido, gratuito em grande parte das operações e disponível 24 horas por dia, o sistema desenvolvido pelo Banco Central se tornou parte da rotina de milhões de pessoas. Agora, à medida que cresce sua popularidade, surge uma nova dúvida entre […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 6 min de leitura
Pix

O Pix revolucionou a forma como os brasileiros fazem pagamentos desde sua criação, em 2020. Rápido, gratuito em grande parte das operações e disponível 24 horas por dia, o sistema desenvolvido pelo Banco Central se tornou parte da rotina de milhões de pessoas. Agora, à medida que cresce sua popularidade, surge uma nova dúvida entre quem pretende viajar: afinal, já é possível usar o Pix fora do Brasil?

A resposta é sim, mas com algumas ressalvas. Embora ainda não exista um Pix internacional operado diretamente entre bancos de diferentes países, algumas empresas e instituições financeiras já oferecem soluções que permitem utilizar o sistema em estabelecimentos localizados no exterior.

Neste artigo, você entenderá como essa modalidade funciona, onde ela já está disponível, quais são suas limitações e o que esperar dos projetos que podem ampliar o uso do Pix nos próximos anos.

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Como o Pix funciona fora do Brasil?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Pix continua sendo um sistema nacional de pagamentos, administrado pelo Banco Central do Brasil. Isso significa que ele foi criado para realizar transferências e pagamentos entre instituições financeiras participantes do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).

Mesmo assim, empresas especializadas em pagamentos internacionais passaram a integrar o Pix às suas plataformas. Na prática, o consumidor brasileiro paga em reais utilizando o aplicativo do banco onde possui conta, enquanto o estabelecimento recebe o valor convertido para a moeda local.

Todo o processo de câmbio e liquidação internacional é realizado por instituições autorizadas, sem que o usuário precise fazer uma operação separada.

O Pix internacional já existe?

Ainda não.

Apesar da expressão “Pix internacional” ser utilizada por algumas empresas, ela não representa um sistema oficial criado pelo Banco Central.

Hoje, o Pix atua apenas como o meio utilizado para iniciar o pagamento. A transferência internacional propriamente dita acontece por meio de empresas especializadas, responsáveis pela conversão da moeda e pelo envio dos recursos ao comerciante.

Em outras palavras, o Pix facilita a experiência do consumidor, mas não substitui uma remessa internacional tradicional.

Em quais países o Pix já pode ser utilizado?

A disponibilidade depende das empresas parceiras e dos estabelecimentos que aderiram às plataformas compatíveis com esse modelo de pagamento.

Entre os destinos onde já existem operações desse tipo estão:

  • Argentina;
  • Paraguai;
  • Uruguai;
  • Chile;
  • Portugal;
  • Espanha;
  • França;
  • Itália;
  • Estados Unidos, especialmente em cidades com grande presença de turistas brasileiros;
  • Panamá.

A quantidade de estabelecimentos participantes cresce gradualmente, mas o serviço ainda está longe de ter cobertura universal.

Por que a Argentina se tornou referência nesse modelo?

A Argentina foi um dos primeiros países da América do Sul a ampliar a aceitação de pagamentos realizados por brasileiros utilizando o Pix por meio de empresas intermediadoras.

Em regiões bastante visitadas por turistas, hotéis, restaurantes, lojas e prestadores de serviços passaram a aceitar essa modalidade. Isso reduziu a necessidade de carregar grandes quantias em dinheiro e ofereceu uma alternativa ao cartão internacional em diversas situações.

Ainda assim, a aceitação depende da parceria do estabelecimento com plataformas habilitadas.

É possível transferir dinheiro para uma conta bancária no exterior usando Pix?

Não.

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os usuários.

O Pix continua sendo um sistema doméstico e não permite enviar dinheiro diretamente para contas bancárias estrangeiras.

Atualmente, ele não substitui:

  • remessas internacionais;
  • transferências bancárias entre países;
  • envio direto de recursos para contas no exterior.

Quando uma empresa anuncia um serviço de Pix internacional, normalmente utiliza o Pix apenas como forma de pagamento inicial para uma operação de câmbio realizada por instituições autorizadas.

O Banco Central pretende ampliar o alcance do Pix?

Sim.

O Banco Central participa de iniciativas internacionais que estudam a integração entre diferentes sistemas de pagamentos instantâneos.

Um dos projetos mais conhecidos é o Nexus, coordenado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS). O objetivo é criar uma infraestrutura capaz de conectar sistemas nacionais de pagamentos, permitindo transferências internacionais de forma mais simples, rápida e segura.

Até o momento, entretanto, não existe uma data oficial para que brasileiros possam enviar dinheiro diretamente ao exterior utilizando apenas o Pix.

Quais são as vantagens de usar o Pix durante viagens?

Mesmo com limitações, a ferramenta oferece benefícios importantes para quem viaja.

Entre eles estão:

  • pagamento praticamente instantâneo;
  • visualização do valor em reais antes da confirmação;
  • menor necessidade de portar dinheiro em espécie;
  • praticidade para despesas do dia a dia;
  • possibilidade de reduzir o uso do cartão internacional em alguns estabelecimentos.

Por outro lado, especialistas recomendam manter outras formas de pagamento disponíveis, já que nem todos os comércios aceitam essa modalidade.

Há cobrança de taxas?

Depende da empresa responsável pela operação.

Embora muitas transferências via Pix sejam gratuitas dentro do Brasil, pagamentos internacionais podem envolver custos relacionados à conversão cambial, ao spread da operação e às tarifas cobradas pela instituição intermediadora.

Antes de confirmar qualquer pagamento, o consumidor deve verificar o valor final em reais e conferir se há incidência de encargos adicionais.

Quais documentos continuam sendo necessários para viajar?

O uso do Pix não altera as regras de imigração de cada país.

Brasileiros que viajam para Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile podem entrar como turistas utilizando RG em bom estado de conservação ou passaporte válido.

Já viagens para países do Espaço Schengen, como Portugal, Espanha, França e Itália, exigem passaporte válido e podem solicitar comprovantes financeiros, hospedagem, passagem de retorno e seguro viagem, conforme a legislação vigente.

Para os Estados Unidos, permanece obrigatória a obtenção do visto adequado antes da viagem.

O que esperar do futuro do Pix?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O avanço das tecnologias financeiras indica que os pagamentos internacionais devem se tornar cada vez mais integrados.

Caso os projetos liderados pelo Banco Central e por organismos internacionais avancem, o Pix poderá oferecer uma experiência ainda mais simples para transferências entre diferentes países.

Até lá, a utilização continuará ocorrendo por meio de soluções desenvolvidas por instituições financeiras e empresas autorizadas.

Conclusão

O Pix já ultrapassou as fronteiras brasileiras em algumas situações, mas ainda não funciona como um sistema internacional oficial. Atualmente, ele pode ser utilizado em estabelecimentos parceiros localizados em diversos países por meio de empresas que realizam a conversão cambial e a liquidação da operação.

Para quem pretende viajar, essa alternativa representa mais praticidade e pode reduzir a dependência de dinheiro em espécie. No entanto, como a aceitação ainda é limitada, o ideal é manter cartões internacionais e uma pequena quantia na moeda local como opções de reserva.

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