Na última segunda-feira (3), Fernando Haddad (PT), pediu ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que seja possível parcelar as dívidas no Pix, sistema de transferência instantânea da autoridade monetária. De acordo com Haddad, caso fosse possível, o serviço iria ajudar a baratear o crédito no Brasil.
Segundo Haddad, a proposta faz parte de um pacote de incentivo ao crédito, onde há 12 medidas sendo preparadas pelo Executivo, das quais 6 já tiveram aval do Banco Central.
Pix em alta
De acordo com uma pesquisa divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em 2022, as transações realizadas com Pix somaram mais de 24 bilhões, com uma média diária de 66 milhões, superando o total de operações realizadas com cartão de débito, boleto, cheques, TED e DOC juntas.
Devido a sua popularidade, desde seu lançamento, o Pix já ganhou duas modalidades, trata-se do Pix Saque e do Pix Troco. Assim, na modalidade saque, o consumidor faz uma transferência para o estabelecimento e recebe de volta o valor em espécie. Já na modalidade troco, o consumidor recebe a diferença do pagamento via Pix.
Renegociação de dívidas
Haddad também falou do Programa “Desenrola”, onde serão renegociadas as dívidas de 37 milhões de pessoas físicas, o que corresponde a R$ 50 bilhões. De acordo com o ministro, a medida provisória que prevê a implantação do programa já está pronta, porém aguarda a bolsa de valores brasileira (B3) terminar o sistema que será utilizado no programa.
O “Desenrola” contará com o fundo garantidor no valor de R$ 15 bilhões, formado com recursos do Tesouro Nacional, que cobrirá eventuais calotes nas renegociações. Enfim, o programa contemplará as pessoas físicas que estejam negativadas que ganhem até dois salários mínimos (R$ 2.604,00) possibilitando a renegociação das dívidas com condições mais vantajosas devido ao fundo garantidor.
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