O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o limite máximo de R$ 500 por transação que era específico dessa modalidade, permitindo que os pagamentos ultrapassem esse valor quando estiverem dentro dos limites definidos para a conta do cliente.
A mudança foi determinada pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho de 2026. A norma altera regras anteriores sobre os limites de transações iniciadas por aproximação e também sobre operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.
Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que qualquer usuário poderá fazer pagamentos ilimitados pelo celular. O valor disponível continuará condicionado aos limites estabelecidos pela instituição financeira e às configurações de segurança da conta.
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O que muda no Pix por aproximação?

Até 30 de setembro, havia uma regra específica que estabelecia R$ 500 como limite máximo por transação para o Pix por aproximação. Essa determinação havia sido incorporada às regras do Pix em 2025.
Com a entrada em vigor da IN BCB nº 746, o dispositivo que estabelecia esse teto específico é revogado. Assim, deixa de existir um valor único de R$ 500 que se aplique automaticamente a todas as transações por aproximação.
Isso permite, por exemplo, que um cliente faça um pagamento de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, desde que o limite disponível para sua conta e as regras da instituição permitam a operação.
A mudança, portanto, amplia a possibilidade de uso do Pix por aproximação, mas não elimina os limites de segurança do Pix.
O cliente poderá escolher o próprio limite?
Sim. As regras do Pix já estabelecem que as instituições financeiras devem trabalhar com limites de valor para as transações de seus clientes.
Com a retirada do teto específico de R$ 500 para aproximação, passa a prevalecer a estrutura de limites aplicável à conta do usuário, sem a existência daquele segundo teto específico para cada operação por aproximação.
Na prática, o valor que poderá ser movimentado dependerá da configuração da conta, do período da operação e dos mecanismos de segurança adotados pelo banco.
O cliente também pode solicitar alterações de limites de Pix à instituição financeira, observados os procedimentos e prazos previstos nas regras aplicáveis.
Então posso fazer um Pix por aproximação de qualquer valor?
Não.
O fim do limite específico de R$ 500 não transforma o Pix por aproximação em uma modalidade sem restrições. A instituição financeira continuará estabelecendo limites para as transações de seus clientes.
A própria regulamentação do Pix determina que os participantes estabeleçam limites máximos de valor para iniciação de transações, inclusive considerando períodos do dia. A regra geral prevê diferenciação entre períodos diurno e noturno quando o recebedor é pessoa física.
Por isso, dois clientes de bancos diferentes podem ter valores máximos distintos para uma operação semelhante.
Exemplo prático
Imagine que uma pessoa tenha limite de Pix de R$ 2 mil para determinado período.
Com a nova regra, o fato de o pagamento ser feito por aproximação não significa que o cliente ganhará automaticamente autorização para gastar acima desse valor.
Se o limite aplicável à conta for de R$ 2 mil, uma compra de R$ 1 mil poderá estar dentro do limite, enquanto uma operação de R$ 3 mil poderá ser recusada.
O valor efetivamente permitido dependerá das configurações e dos mecanismos de segurança da instituição.
O que acontece com a segurança do Pix?
A retirada do teto de R$ 500 não significa o fim das medidas de segurança.
O Pix por aproximação utiliza tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a comunicação sem fio entre dispositivos próximos. Antes da confirmação, o usuário deve conferir as informações da operação e realizar a autenticação exigida.
O Banco Central também estabeleceu requisitos de segurança específicos para a modalidade. Entre eles estão a apresentação dos dados do pagamento antes da confirmação e mecanismos de autenticação no aplicativo ou no momento da operação.
Por isso, mesmo com a retirada do teto individual de R$ 500, continuam existindo barreiras destinadas a reduzir o risco de movimentações indevidas.
Como funciona o Pix por aproximação?
O Pix por aproximação permite iniciar um pagamento aproximando o celular de um dispositivo habilitado para receber esse tipo de operação.
A tecnologia utilizada é o NFC, a mesma empregada em diferentes sistemas de pagamentos por aproximação. Depois da aproximação, o usuário confere os dados apresentados e confirma a transação conforme o procedimento adotado pela instituição.
Segundo o Banco Central, a funcionalidade pode ser disponibilizada por meio de uma carteira digital vinculada à conta ou diretamente pelo aplicativo de algumas instituições. O aparelho precisa ser compatível com NFC.
O que muda para quem já usa Pix por aproximação?
Para quem já utiliza a modalidade, a principal mudança é a possibilidade de realizar operações superiores a R$ 500, desde que o limite aplicável à conta permita.
Antes, mesmo que o cliente tivesse um limite geral de Pix maior, havia um teto específico de R$ 500 por transação para a aproximação. Essa trava deixa de existir a partir de 1º de outubro.
Isso pode tornar a modalidade mais útil para pagamentos de valores mais elevados, sem exigir necessariamente que o consumidor utilize outra forma de iniciação do Pix.
A mudança vale para todos os bancos?
A alteração decorre de uma norma do Banco Central aplicável aos participantes do Pix. No entanto, a forma como cada instituição disponibiliza a função e administra os limites pode variar.
O banco pode estabelecer mecanismos próprios de gerenciamento e segurança dentro das regras do sistema. Por isso, o cliente deve consultar o aplicativo da instituição para verificar quais limites estão disponíveis e como solicitar alterações.
Não existe, portanto, um novo valor nacional único que substitua os R$ 500.
E o Pix por QR Code e por chave?
Aqui é preciso fazer uma distinção.
A mudança anunciada para 1º de outubro não deve ser interpretada como o fim de um limite de R$ 500 para todos os tipos de Pix. O dispositivo revogado pela IN BCB nº 746 tratava especificamente do limite máximo para iniciação de transações por aproximação.
As transações realizadas por outros meios continuam submetidas às regras de limites e segurança correspondentes. Portanto, o consumidor não deve concluir que um pagamento tradicional por chave Pix ou QR Code passou automaticamente a ter um novo teto ou uma nova regra de valor em razão dessa alteração.
Por que o Banco Central retirou o teto?
A IN BCB nº 746 foi criada para alterar a regulamentação dos limites aplicáveis à iniciação de transações por aproximação e à iniciação por meio do compartilhamento do serviço de iniciação de pagamento sem redirecionamento. A norma foi publicada em 16 de junho de 2026 e entrou em vigor em 1º de outubro de 2026.
A medida acompanha a evolução das formas de iniciar pagamentos dentro do ecossistema do Pix. A modalidade por aproximação começou a ser regulamentada pelo Banco Central em 2025, com limite máximo de R$ 500 por transação naquele momento.
Com a nova regulamentação, o teto específico deixa de existir e os limites passam a ser tratados dentro da estrutura geral aplicável às contas e às instituições participantes.
O que o consumidor deve fazer?
Quem utiliza Pix por aproximação não precisa realizar nenhuma mudança apenas porque a regra entrou em vigor.
Para saber quanto poderá pagar por aproximação, o consumidor deve consultar o aplicativo do banco ou da instituição financeira e verificar os limites disponíveis para sua conta.
Também é recomendável conferir o valor e o destinatário antes de confirmar qualquer pagamento. Essa etapa continua sendo fundamental, especialmente porque a ausência do teto específico de R$ 500 permite operações de valor mais elevado.
Pix por aproximação fica mais parecido com outras formas de Pix?
Em relação aos limites, sim. A retirada do teto específico reduz uma diferença que existia entre a iniciação por aproximação e a estrutura geral de limites do Pix.
Antes, a modalidade tinha uma barreira adicional: mesmo que o limite da conta permitisse uma operação maior, a aproximação estava limitada a R$ 500 por transação.
A partir de 1º de outubro, essa restrição específica deixa de existir. O valor disponível passa a depender das regras de limite aplicáveis à conta e dos mecanismos de segurança da instituição.
O que muda a partir de 1º de outubro?

Em resumo, a principal alteração é a seguinte:
- o limite específico de R$ 500 por transação no Pix por aproximação deixa de existir;
- pagamentos superiores a R$ 500 passam a ser possíveis;
- o valor máximo continuará dependendo dos limites aplicáveis à conta;
- a instituição financeira continuará responsável pelos mecanismos de segurança;
- o cliente poderá consultar e, quando permitido, solicitar alterações nos limites;
- a mudança não significa que todos os tipos de Pix passaram a ter limite ilimitado.
A nova regra, portanto, não cria um novo teto nacional. Ela elimina o teto específico de R$ 500 que existia para a iniciação por aproximação.
Conclusão
O Pix por aproximação entra em uma nova etapa a partir de 1º de outubro de 2026. A principal mudança é a retirada do limite específico de R$ 500 por transação, permitindo pagamentos acima desse valor quando autorizados pelo limite da conta do cliente.
O consumidor, porém, não terá liberdade para definir qualquer valor sem restrições. Os limites gerais do Pix, os controles da instituição financeira e os mecanismos de autenticação continuam valendo.
Para quem utiliza a modalidade, a orientação é simples: consultar os limites disponíveis no aplicativo do banco e conferir cuidadosamente os dados antes de confirmar pagamentos por aproximação.
