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PLR de bancários pode estar ameaçado devido ao rombo na Americanas; entenda

O sindicato considera injusta a decisão de diminuir o PLR dos bancários devido à queda nos lucros pelo calote dado pela Americanas. Confira

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Parte exterior do Banco Bradesco com o letreiro branco e vermelho sobre uma fachada comercial de vidro

Na última sexta-feira (10), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – CUT (Contraf–CUT) enviou um ofício ao Bradesco solicitando que a Participação no Lucro dos Resultados (PLR) aos bancários seja paga de forma integral, como prevê a Convenção Coletiva de Trabalho, sendo 2,2 salários para todos os empregados e R$ 6.343,89 na parcela adicional prevista.

Dessa forma, a entidade solicita que seja desconsiderado a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que é uma reserva de capital que as empresas fazem diante de casos de inadimplência. Essa PDD aconteceria devido ao caso das Americanas, que fez com que o resultado do Bradesco caísse bruscamente no quarto trimestre de 2022.

Crescimento da rentabilidade

“A referida solicitação se baseia nos resultados atingidos pelo banco em todo o exercício do ano de 2022, quando se registrou expressivo crescimento, tanto da rentabilidade, quanto no lucro líquido realizado, que atribuímos ao esforço coletivo do quadro funcional em todas as localidades onde desempenham suas atividades”, afirma o ofício assinado por Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.  

De acordo com Erica de Oliveira, diretora executiva do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e representante de São Paulo na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, é injusto que os bancários sejam prejudicados por conta do provisionamento da dívida das Americanas com a instituição financeira.   

“Não é justo com os bancários que ralaram tanto nos departamentos e agências. Eles construíram um super resultado, que foi ‘comido’ por essa PDD. Estão todos muito inquietos e ansiosos. As pessoas têm contas, têm planos. O pagamento da PLR é um momento de reconhecimento por tanto esforço ao longo do ano. Esperamos de verdade que a direção do Bradesco considere nosso pedido.” 

Americanas   

O Bradesco afirma em seu balanço de 2022 que, “com os recentes eventos envolvendo um cliente Large Corporate específico, ocorridos no início de 2023, a Administração reavaliou os riscos inerentes e, de forma prudencial, provisionou 100% da operação, afetando o lucro do 4T22” . 

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“É importante enfatizar que a queda do lucro no quarto trimestre não tem relação com o trabalho dos bancários, que é feito com excelência. Este resultado tem relação sim com a irresponsabilidade de megaempresários – os mesmos que cobram ‘responsabilidade fiscal’ e ‘austeridade’ quando um governo prioriza a população mais pobre no orçamento – e também com a política de concessão de crédito pelo próprio Bradesco. Portanto, não é justo que os bancários arquem com uma conta que não é deles”, concluiu Erica de Oliveira.

As informações são do Sindicato dos Bancários de São Paulo. 

Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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