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Polêmica: transporte nesta capital não aceitará mais pagamento em dinheiro; entenda

Medida foi sancionada pela Prefeitura e em até 90 dias não será aceito pagamento em dinheiro para ônibus. Entenda o que está em jogo.

Wendell SoaresPor Wendell Soares⏱ 3 min de leitura
Passageiro usando cartĂŁo para liberar passagem na catraca em viagem de Ă´nibus

Foi sancionado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (MG), no último sábado (18), um projeto de lei que pretende acabar com o pagamento em dinheiro no transporte público da capital mineira. Nesse sentido, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, a determinação causou polêmica entre os usuários de ônibus e metrô na cidade.

O prazo para que as empresas de ônibus passem a implementar o pagamento apenas por meios digitais é de 90 dias. Ou seja, até lá, o transporte continuará aceitando dinheiro em espécie, além dos outros meios já disponíveis.

Usuários do transporte de BH se dividem sobre o PL aprovado

Através de seu perfil oficial no Twitter, a ex-vereadora de BH e atual Deputada Federal, Duda Salabert (PDT-MG), declarou que o fim do pagamento em dinheiro no transporte de Belo Horizonte é um passo para trás na mobilidade de uma cidade sustentável. Segundo Duda, 1 a cada 5 pessoas pagaram desta forma o transporte em 2022.

Por sua vez, outro usuário comparou a medida com o que acontece em Buenos Aires, capital da Argentina. Segundo ele, o sistema funciona por lá desde 2013 e é efetivo.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, os passageiros deverão, em breve, adquirir créditos eletrônicos por meio da internet, Pix e outros meios digitais, de forma exclusiva.

Por outro lado, em defesa da medida, a vereadora Iza Lourença (Psol), declarou que o novo modelo de bilhetagem do transporte público em BH permitirá o controle da prefeitura. Isso pois, atualmente, com o pagamento em espécie, quem tem poder sobre estes dados são as empresas.

Mudança na remuneração do transporte em BH também é alterada por PL

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Além da PL que irá excluir o pagamento por dinheiro nos ônibus belorizontinos, outro projeto foi aprovado e sancionado na mesma data. Neste caso, trata-se da medida que irá remunerar as empresas de ônibus da capital mineira por quilômetro rodado. Nesse sentido, anteriormente as empresas recebiam pelo número de passageiros.

Assim, com a mudança, o valor de repasse da Prefeitura de BH para cada ônibus será de R$ 10 por quilômetro percorrido, não importando quantas pessoas entraram ou saíram do transporte.

Por fim, o subsídio terminaria este mês, e com o novo regulamento, terá continuidade a partir da regra estabelecida pelo projeto aprovado.

Imagem: Joa Souza/shutterstock

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

PĂłs-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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