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Polêmica: transporte nesta capital não aceitará mais pagamento em dinheiro; entenda

Avatar de Wendell Soares Wendell Soares · · 2 min de leitura
Passageiro usando cartão para liberar passagem na catraca em viagem de ônibus

Foi sancionado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (MG), no último sábado (18), um projeto de lei que pretende acabar com o pagamento em dinheiro no transporte público da capital mineira. Nesse sentido, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, a determinação causou polêmica entre os usuários de ônibus e metrô na cidade.

O prazo para que as empresas de ônibus passem a implementar o pagamento apenas por meios digitais é de 90 dias. Ou seja, até lá, o transporte continuará aceitando dinheiro em espécie, além dos outros meios já disponíveis.

Usuários do transporte de BH se dividem sobre o PL aprovado

Através de seu perfil oficial no Twitter, a ex-vereadora de BH e atual Deputada Federal, Duda Salabert (PDT-MG), declarou que o fim do pagamento em dinheiro no transporte de Belo Horizonte é um passo para trás na mobilidade de uma cidade sustentável. Segundo Duda, 1 a cada 5 pessoas pagaram desta forma o transporte em 2022.

Por sua vez, outro usuário comparou a medida com o que acontece em Buenos Aires, capital da Argentina. Segundo ele, o sistema funciona por lá desde 2013 e é efetivo.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, os passageiros deverão, em breve, adquirir créditos eletrônicos por meio da internet, Pix e outros meios digitais, de forma exclusiva.

Por outro lado, em defesa da medida, a vereadora Iza Lourença (Psol), declarou que o novo modelo de bilhetagem do transporte público em BH permitirá o controle da prefeitura. Isso pois, atualmente, com o pagamento em espécie, quem tem poder sobre estes dados são as empresas.

Mudança na remuneração do transporte em BH também é alterada por PL

Além da PL que irá excluir o pagamento por dinheiro nos ônibus belorizontinos, outro projeto foi aprovado e sancionado na mesma data. Neste caso, trata-se da medida que irá remunerar as empresas de ônibus da capital mineira por quilômetro rodado. Nesse sentido, anteriormente as empresas recebiam pelo número de passageiros.

Assim, com a mudança, o valor de repasse da Prefeitura de BH para cada ônibus será de R$ 10 por quilômetro percorrido, não importando quantas pessoas entraram ou saíram do transporte.

Por fim, o subsídio terminaria este mês, e com o novo regulamento, terá continuidade a partir da regra estabelecida pelo projeto aprovado.

Imagem: Joa Souza/shutterstock

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