Na cidade de Patos, no estado da Paraíba, a Polícia Federal realizou uma operação nesta quarta-feira (7). Em síntese, o objetivo era realizar uma investigação acerca da compra de votos em troca de cestas básicas na região.
Polícia Federal investiga compra de votos: entenda a “Operação Pão de César”
A "Operação Pão de César" possibilitou a busca e a apreensão de cestas básicas oferecidas em troca de voto. Entenda o caso.
A Polícia Federal investiga compra de votos desde setembro deste ano. O delegado Marcelo Ivo, Superintendente da PF na Paraíba, esclareceu detalhes do esquema.
O que foi a “Operação Pão de César”?
A operação se concretizou devido à apreensão de 80 cestas básicas com santinhos de campanha eleitoral na cidade de Patos (PB).
Assim, a Polícia Federal investiga compra de votos a partir do evento em questão. A partir disso, a 28ª Zona Eleitoral expediu quatro mandados de busca e apreensão para duas pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, a saber:
- Coordenador de campanha de um candidato a deputado federal;
- Indivíduo contratado para atrair e convencer eleitores;
- Empresa responsável pela locação do carro que realizou a ação de setembro;
- Empresa responsável pelo caminhão que realizava as entregas das cestas básicas.
Delegado revela detalhes da investigação
De acordo com Marcelo Ivo, tudo começou no dia 30 de setembro, quando a PF apreendeu um caminhão com 80 cestas básicas. Entretanto, nos registros, o veículo iniciou seu trajeto com 400 unidades; o número reduziu a partir das inúmeras paradas que ele realizou para distribuir as cestas.
A interceptação ocorreu em Patos (PB), mas o trajeto por inteiro passará por avaliação. O delegado afirmou, ainda, que documentos e mídias eletrônicas passarão por perícia a fim de corroborar os resultados da investigação.
Além disso, a PF comunicou que as cestas apreendidas têm como destino a Justiça Eleitoral e podem ser encaminhadas para alguma instituição de cunho social.
A investigação de compra de votos continua?
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Apesar de não mencionar o nome do deputado federal, a Polícia Federal reforça que continuará a “Operação Pão de César” e o candidato terá de responder por corrupção eleitoral.
Se a investigação revelar um cenário mais complexo, como uma organização criminosa, os envolvidos passarão por sanção mais rigorosa.
É importante alertar que é possível denunciar qualquer tentativa de assédio eleitoral.
Imagem: Divulgação / PF
