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Policiais civis brasileiros anunciam paralisação; saiba quando ela deve ocorrer

Policiais Civis não entram em acordo com o governo e decidem paralisar as atividades. Saiba quando será a greve

Avatar de Ana Luisa Ana Luisa · · 2 min de leitura
Policiais civis trabalhando em uma cena de crime

Entidades que representam os policiais civis aprovaram em assembleia, na semana passada, a paralisação das atividades da categoria por 48 horas. O objetivo é forçar o governo a abrir uma mesa de negociação e buscar um acordo para as exigências dos profissionais.

Na última quinta-feira (20), o Conselho de Representantes do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Ugeirm) entregou para o Chefe de Polícia do estado a deliberação com o aviso de paralisação e as reivindicações do grupo.

Entre os principais pontos na lista dos policiais civis do Rio Grande do Sul há a solicitação do reajuste salarial dos últimos dos últimos 5 anos. Além disso, a categoria reclama que o governo estadual está há mais de 1 ano e meio sem promover os agentes de segurança.

Policiais civis vão parar em agosto

De acordo com a decisão da assembleia, vai acontecer uma paralisação conjunta de 48 horas nos dias 8 e 9 de agosto deste ano.

Os representantes dos policiais civis e das outras categorias apontam que a última conversa com o governo estadual chegou a um impasse. Dessa forma, eles afirmam que radicalizar e parar as atividades é a única maneira de pressionar a gestão de Eduardo Leite (PSDB) a voltar a negociar.

O Chefe da Polícia, Delegado Fernando Sodré, se comprometeu a viabilizar a negociação entre as partes. No entanto, ainda não há notícias sobre o agendamento de uma reunião ou sobre o posicionamento do governo sobre a situação.

O que as categorias exigem?

Além do reajuste salarial e a falta de promoções, as reivindicações dos policiais civis também envolvem:

  • O confisco de parte dos salários depois da reforma do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (IPE Saúde);
  • Quebra da equiparação salarial entre Comissários de Polícia e Capitães das Brigadas Militares;
  • O bloqueio da tramitação do Projeto de Lei da Paridade e da Integralidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Estadual.

Imagem: Joa Souza / shutterstock.com

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