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Janja despenca a sua popularidade desde que iniciou o governo Lula, diz Quaest

A avaliação positiva de Janja, primeira-dama do Brasil, caiu 19 pontos em menos de dois anos, segundo pesquisa Genial/Quaest.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
Lula

A popularidade de Rosângela da Silva, conhecida como Janja, primeira-dama do Brasil, registrou uma queda significativa desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dados da pesquisa Genial/Quaest, realizada em dezembro de 2024, mostram que a avaliação positiva da primeira-dama caiu 19 pontos em menos de dois anos, refletindo mudanças na percepção pública.

Neste artigo, analisamos os números da pesquisa, as possíveis razões para a queda de popularidade e o impacto dessa avaliação no cenário político.

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Números da pesquisa: a trajetória de queda

Primeira-dama, Janja, fala ao microfone
Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 4 e 9 de dezembro de 2024, a avaliação positiva de Janja passou por um declínio constante:

  • Fevereiro de 2023: 41% de avaliação positiva.
  • Dezembro de 2023: 28%.
  • Dezembro de 2024: 22%.

A pesquisa também registrou um aumento nas opiniões negativas:

  • Fevereiro de 2023: 19%.
  • Dezembro de 2023: 26%.
  • Dezembro de 2024: 28%.

As avaliações regulares oscilaram, saindo de 22%, alcançando 32% em 2023 e fechando 2024 em 30%.

Queda de popularidade por região

A pesquisa revelou que a avaliação positiva de Janja caiu em todas as regiões do Brasil, com destaque para o Nordeste, tradicional reduto de apoio ao governo Lula.

  • Nordeste: A aprovação caiu de 56% (fevereiro de 2023) para 29% (dezembro de 2024), uma diferença de 27 pontos percentuais.
  • Outras regiões: Embora os dados detalhados não tenham sido divulgados, a tendência de queda foi consistente em todo o país.

Perda de apoio entre diferentes públicos

A popularidade de Janja também diminuiu entre diferentes grupos demográficos e religiosos:

Mulheres e jovens

  • Mulheres: Avaliação positiva caiu de 46% para 24%.
  • Jovens (16 a 34 anos): Aprovação despencou de 41% para 18%.

Católicos e evangélicos

  • Católicos: Avaliação negativa (26%) supera a positiva (24%), com 31% de opiniões regulares.
  • Evangélicos: 34% têm opiniões negativas, enquanto apenas 18% consideram a atuação da primeira-dama positiva.

Eleitores de Lula e Bolsonaro

  • Eleitores de Lula: Aprovação caiu de 66% para 36%, mas ainda supera as avaliações regulares (33%) e negativas (11%).
  • Eleitores de Bolsonaro: Avaliação negativa saltou de 46% para 58%, enquanto a positiva permaneceu baixa, em 6%.

Possíveis razões para a queda de popularidade

Exposição pública e críticas

A atuação pública de Janja tem sido alvo de críticas, incluindo sua influência no governo e sua atuação em eventos oficiais. Alguns analistas apontam que a exposição excessiva pode ter contribuído para a perda de popularidade.

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Comunicação do governo

A pesquisa coincide com um período em que o governo Lula enfrentou críticas sobre sua comunicação com a população. Em algumas ocasiões, o próprio presidente expressou insatisfação com a condução dessa área, o que pode ter impactado a percepção pública sobre Janja, vista como figura próxima ao núcleo de decisões.

Polarização política

O ambiente político polarizado também influencia a percepção sobre figuras públicas. Eleitores mais alinhados à oposição tendem a manter uma visão crítica, enquanto parte dos apoiadores do governo demonstra frustração com resultados abaixo das expectativas.

Impactos políticos e sociais

A queda de popularidade da primeira-dama pode ter implicações no cenário político:

  1. Desafios para o governo Lula: A perda de apoio à figura de Janja pode refletir insatisfações mais amplas com o governo.
  2. Influência na base de apoio: A avaliação negativa entre mulheres, jovens e religiosos — grupos tradicionalmente relevantes para campanhas políticas — pode enfraquecer a conexão do governo com esses segmentos.
  3. Reação estratégica: A equipe de comunicação do governo pode precisar ajustar sua abordagem para fortalecer a imagem da primeira-dama e minimizar impactos negativos.

O futuro da imagem pública de Janja

A pesquisa Genial/Quaest revela um cenário desafiador para Rosângela da Silva, a Janja, com sua popularidade em declínio constante. Embora as razões para essa queda sejam diversas, o contexto político e social desempenha um papel central.

Para reverter a tendência, será necessário um esforço coordenado, tanto em ações públicas quanto em estratégias de comunicação, para reconectar Janja com os públicos que demonstraram descontentamento ao longo dos últimos dois anos.

A popularidade de uma figura pública é sempre dinâmica e reflete as complexidades do cenário político brasileiro, marcado por altos níveis de polarização e expectativas variadas da população.

Imagem: Reprodução / Instagram @lulaoficial

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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