Na semana passada, o dólar caiu e ficou abaixo da marca de R$ 5. Chegou a ser negociado a R$ 4,90 e atingiu uma das menores cotações desde o ano passado. O movimento é considerado bastante positivo, uma vez que tem impacto direto sobre alguns aspectos econômicos no Brasil.
Por que o dólar caiu abaixo dos R$ 5?
O dólar apresentou importante desvalorização perante ao real nos últimos dias e chamou atenção do mercado. Entenda os motivos!
O câmbio está diretamente relacionado à inflação brasileira. Isso porque desde os produtos mais básicos até itens como os combustíveis são importados ou passam por uma precificação com base na moeda norte-americana.
Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, fatores internos e externos podem explicar a baixa do dólar mais recente. O cenário ainda envolve outros países como os Estados Unidos e a China.
Motivos para a queda do dólar
Os principais motivos para a desvalorização do dólar são: a expectativa de uma redução na taxa de juros nos EUA, redução dos riscos da crise bancária e retomada da economia da China.
O ciclo de alta dos juros norte-americanos deve ser encerrado já que a situação das instituições financeiras no mês passado teve como um dos motivos a taxa elevada. Além disso, os EUA têm apresentado uma sequência de resultados econômicos mais fracos. Quando há perspectivas de baixa da taxa de juros norte-americana, os países emergentes são favorecidos.
Sobre a crise bancária, os reguladores agiram rápido para que não fosse nada sistêmico. Nesses momentos de receio, o dólar tende a apresentar maior valorização. Com o arrefecimento dos temores, a moeda registra baixas e o real consegue vantagem.
Por fim, a recuperação da economia chinesa faz com que a entrada de dólares no Brasil seja ampliada. Isso porque os preços das commodities brasileiras tendem a aumentar. Assim, o real se valoriza.
Futuro do dólar
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Os rumos da taxa de câmbio são bastante difíceis de prever. Mas, como apontam analistas do mercado, o dólar deve ficar acima da casa dos R$ 5 nos próximos meses em decorrência das incertezas da economia brasileira e mundial.
No cenário brasileiro, o novo arcabouço fiscal ainda não foi aprovado. Além disso, a taxa de juros norte-americana não começou a cair e a China ainda não apresentou resultados concretos sobre sua economia.
Imagem: Krystyna Marych / Shutterstock.com
