Na última atualização do boletim da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgada em 9 de janeiro, 51 praias do litoral paulista foram classificadas como impróprias para banho. O relatório alarmante aponta uma piora significativa na qualidade da água, especialmente na Baixada Santista e no Litoral Norte.
Praias impróprias no litoral de SP: norovírus é detectado em várias regiões
Confira as atualizações sobre as praias impróprias no litoral paulista, o impacto do norovírus e os riscos à saúde pública na região.
Além disso, o norovírus, conhecido por causar gastroenterites, foi detectado em amostras humanas coletadas no Guarujá e em Praia Grande. Essa descoberta acendeu um alerta para a saúde pública, especialmente durante o período de alta temporada no verão.
O que é Esse Vírus e Como Ele Afeta a Saúde?

O norovírus é altamente contagioso e transmitido pela via oral-fecal, sendo frequentemente associado à ingestão de água ou alimentos contaminados. Os principais sintomas incluem diarreia, vômitos e febre, com casos severos podendo demandar internação hospitalar. A presença do vírus em praias populares aumenta o risco de surtos, especialmente entre turistas que desconhecem os níveis de contaminação.
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Praias Mais Afetadas no Litoral Paulista
Baixada Santista
Praia Grande é a cidade com mais praias impróprias, totalizando 11 locais contaminados. Santos, São Vicente, Guarujá e Mongaguá também registraram altos índices de poluição.
Lista de praias impróprias na Baixada Santista:
- Praia Grande: Canto do Forte, Boqueirão, Guilhermina, Aviação, entre outras.
- Guarujá: Perequê e Enseada (trecho específico).
- Santos: Embaré, Boqueirão, Gonzaga, José Menino.
- São Vicente: Milionários, Gonzaguinha, Prainha.
Litoral Norte
Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela são as regiões mais impactadas, com destaque para pontos turísticos que, em temporadas passadas, eram considerados seguros para banho.
Lista de praias impróprias no Litoral Norte:
- São Sebastião: Cigarras, São Francisco, Arrastão, Pontal da Cruz, entre outras.
- Ubatuba: Itaguá, Rio Itamambuca, Perequê-Açu.
- Ilhabela: Sino, Siriúba, Itaquanduba, entre outras.
Como a Cetesb Avalia a Qualidade das Praias
A classificação de praias pela Cetesb é feita com base na presença de bactérias indicadoras de poluição, como Escherichia coli e enterococos. Amostras são coletadas semanalmente durante cinco semanas consecutivas, e, caso os índices dessas bactérias ultrapassem o limite seguro, a praia é considerada imprópria.
Essas bactérias geralmente estão associadas a esgoto sem tratamento, reforçando a necessidade de infraestrutura sanitária adequada para evitar contaminações.
Explosão de Casos de Gastroenterite
A virada do ano no Guarujá foi marcada por um surto de virose que sobrecarregou o sistema de saúde local. Os atendimentos médicos aumentaram consideravelmente, com pacientes relatando sintomas como náuseas, vômitos e dores abdominais.
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A prefeitura do Guarujá acionou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para investigar possíveis causas, como vazamentos de esgoto e ligações clandestinas. A Sabesp, por sua vez, afirmou que suas redes operam normalmente e que problemas na balneabilidade podem estar relacionados ao despejo irregular de esgoto em galerias pluviais.
Impactos para a Economia Local
A contaminação das praias do litoral paulista não afeta apenas a saúde pública, mas também o turismo e a economia das cidades litorâneas. Com as praias sendo o principal atrativo da região, a classificação como impróprias pode afastar visitantes, prejudicar o comércio local e diminuir a receita gerada por eventos de alta temporada.
Medidas de Prevenção e Recomendações

Para quem pretende visitar o litoral paulista, é fundamental seguir as recomendações das autoridades:
- Consulte os boletins da Cetesb antes de planejar banhos de mar.
- Evite praias classificadas como impróprias, mesmo para caminhadas na areia, já que o contato com a água contaminada pode ser prejudicial.
- Priorize o consumo de alimentos e bebidas de locais confiáveis.
- Lave as mãos com frequência para evitar a transmissão do norovírus.
Considerações finais
A detecção do norovírus no litoral paulista é um alerta grave para moradores e turistas. A combinação de infraestrutura sanitária deficiente, aumento da poluição e alta densidade de visitantes durante o verão intensifica os riscos à saúde pública.
Por isso, é essencial que as autoridades locais, empresas de saneamento e a população trabalhem juntas para combater as causas da contaminação. Apenas com ações concretas será possível preservar o litoral de São Paulo como destino seguro e atrativo para todos.
