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Precisa receber de empresas e não tem MEI? Conheça o RPA

Para quem presta serviços autônomos, mas não possui um CNPJ, o RPA é uma alternativa legal para receber seu pagamento. Saiba mais.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira3 min de leitura
ilustração de duas pessoas efetuando pagamento virtual por meio de celular, na parte inferior está escrito: "Não tem MEI?"

Para quem presta serviços autônomos, mas não possui um CNPJ, o Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) é uma alternativa legal para receber seu pagamento de empresas. 

O documento é emitido pelo contratante e comprova o pagamento sem configurar vínculo empregatício, evitando, assim, encargos e burocracias relacionadas à Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT).

RPA: alternativa para autônomos

A forma como os serviços prestados pelos autônomos são tributados é distinta daquela aplicável aos trabalhadores com carteira assinada. No entanto, é importante estar ciente das limitações e riscos associados ao uso do contrato RPA.

Em suma, existem duas maneiras de emitir o RPA, sendo possível encontrar o formulário padrão em papelarias ou utilizar modelos disponíveis na internet. As principais informações necessárias para preencher o documento são:

  • nome e CNPJ da empresa pagadora;
  • CPF e número de inscrição no INSS do profissional autônomo;
  • detalhes sobre o serviço prestado;
  • nome e assinatura do responsável pela empresa pagadora;
  • e informações sobre os descontos de IRRF, ISS e INSS.

Além disso, cabe à empresa contratante efetuar o pagamento dos impostos referentes ao RPA, utilizando a DARF para o IRRF, a GPS para o INSS e o ISS, que varia conforme a localidade da empresa. A alíquota correspondente a ser aplicada sobre a remuneração mensal dos autônomos pessoa física é de 11%.

Qualquer pessoa que trabalhe como autônomo ou profissional liberal pode utilizar o RPA para receber pelos seus serviços, desde que não haja relação de emprego formal com a empresa contratante. 

RPA é um recurso que une empresa e PJ

No entanto, é importante que o prestador de serviços avalie o valor máximo que deseja receber por meio de RPA, uma vez que a partir de um determinado valor, os impostos cobrados podem ser muito altos e, assim, não compensar.

Por outro lado, é importante para a empresa contratante não utilizar o contrato RPA em serviços continuados ou com configuração de vínculo empregatício, porque pode configurar a burla da legislação. 

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As consequências para essa situação são multas, TACs (Termo de Ajuste de Conduta) e bloqueio da emissão do RPA para as empresas.

Para quem precisa emitir um RPA de forma prática e rápida, a Contabilizei desenvolveu uma ferramenta para geração do documento em poucos passos, com a certeza de que tudo será calculado corretamente. 

Por fim, é importante relembrar que o RPA é uma alternativa legal, mas deve ser utilizado com cautela e observância das regras para evitar problemas futuros.

Imagem: Iconic Bestiary / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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