Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Precisa receber de empresas e não tem MEI? Conheça o RPA

Para quem presta serviços autônomos, mas não possui um CNPJ, o RPA é uma alternativa legal para receber seu pagamento. Saiba mais.

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · 2 min de leitura
ilustração de duas pessoas efetuando pagamento virtual por meio de celular, na parte inferior está escrito: "Não tem MEI?"

Para quem presta serviços autônomos, mas não possui um CNPJ, o Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) é uma alternativa legal para receber seu pagamento de empresas. 

O documento é emitido pelo contratante e comprova o pagamento sem configurar vínculo empregatício, evitando, assim, encargos e burocracias relacionadas à Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT).

RPA: alternativa para autônomos

A forma como os serviços prestados pelos autônomos são tributados é distinta daquela aplicável aos trabalhadores com carteira assinada. No entanto, é importante estar ciente das limitações e riscos associados ao uso do contrato RPA.

Em suma, existem duas maneiras de emitir o RPA, sendo possível encontrar o formulário padrão em papelarias ou utilizar modelos disponíveis na internet. As principais informações necessárias para preencher o documento são:

  • nome e CNPJ da empresa pagadora;
  • CPF e número de inscrição no INSS do profissional autônomo;
  • detalhes sobre o serviço prestado;
  • nome e assinatura do responsável pela empresa pagadora;
  • e informações sobre os descontos de IRRF, ISS e INSS.

Além disso, cabe à empresa contratante efetuar o pagamento dos impostos referentes ao RPA, utilizando a DARF para o IRRF, a GPS para o INSS e o ISS, que varia conforme a localidade da empresa. A alíquota correspondente a ser aplicada sobre a remuneração mensal dos autônomos pessoa física é de 11%.

Qualquer pessoa que trabalhe como autônomo ou profissional liberal pode utilizar o RPA para receber pelos seus serviços, desde que não haja relação de emprego formal com a empresa contratante. 

RPA é um recurso que une empresa e PJ

No entanto, é importante que o prestador de serviços avalie o valor máximo que deseja receber por meio de RPA, uma vez que a partir de um determinado valor, os impostos cobrados podem ser muito altos e, assim, não compensar.

Por outro lado, é importante para a empresa contratante não utilizar o contrato RPA em serviços continuados ou com configuração de vínculo empregatício, porque pode configurar a burla da legislação. 

As consequências para essa situação são multas, TACs (Termo de Ajuste de Conduta) e bloqueio da emissão do RPA para as empresas.

Para quem precisa emitir um RPA de forma prática e rápida, a Contabilizei desenvolveu uma ferramenta para geração do documento em poucos passos, com a certeza de que tudo será calculado corretamente. 

Por fim, é importante relembrar que o RPA é uma alternativa legal, mas deve ser utilizado com cautela e observância das regras para evitar problemas futuros.

Imagem: Iconic Bestiary / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.