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Café fica mais barato: preço cai pela primeira vez em 16 meses

Pela primeira vez em 16 meses, o preço do café em pó caiu no varejo brasileiro. Veja o que motivou essa queda e quais são as expectativas.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
café fake

Após meses de altas, o café fica mais barato. Conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o café em pó ficou 0,18% mais barato entre 16 de junho e 15 de julho, comparado ao mês anterior. A retração, embora modesta, indica uma possível mudança de tendência em um dos itens mais consumidos nas casas brasileiras.

Panorama da queda de preço

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Imagem: Cristoph / Pixabay

Desde o início de 2023, o café registrava aumentos sucessivos, refletindo tanto a inflação de insumos agrícolas quanto oscilações no mercado internacional. A recente redução marca uma inflexão esperada por especialistas e consumidores, embora o produto ainda acumule uma alta expressiva de 86,5% em 12 meses.

Leia mais: Preço do café pode cair ainda mais em 2025; veja o que esperar

A principal explicação para a recente queda está ligada ao início da safra brasileira, que teve início em março e se intensificou em junho e julho. Com o aumento da oferta do produto no mercado interno, os preços começaram a ceder, tanto no campo quanto nas prateleiras dos supermercados.

Expectativas para os próximos meses

O avanço da colheita em estados produtores como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo tem ampliado a oferta e pressionado os preços para baixo. A expectativa é que essa tendência se mantenha até o fim do período de colheita, que se encerra em setembro.

No mercado atacadista e nas cooperativas agrícolas, o valor da saca de 60 kg já registrou queda. Os contratos futuros negociados na Bolsa de Nova York também mostraram sinais de desvalorização, refletindo um cenário de menor tensão climática e maior estabilidade produtiva nas lavouras brasileiras.

Exportação e influência internacional

Uma das críticas frequentes no mercado interno é de que o melhor café é exportado, deixando produtos de menor qualidade para o consumidor brasileiro. Embora exista um grau de verdade nessa percepção, especialistas explicam que há cafés de excelente qualidade disponíveis no mercado nacional, porém com preços mais elevados.

Efeitos das tarifas impostas pelos EUA

Apesar do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter implementado uma tarifa de 50% sobre produtos agrícolas brasileiros, ainda não há confirmação de que essa medida terá impacto direto sobre os preços internos do café.

Dinâmica da inflação

O café como termômetro da inflação

Por ser um dos produtos mais consumidos pelas famílias brasileiras, o café tem peso relevante no cálculo da inflação.

Outros produtos devem seguir a tendência?

A expectativa é de que alimentos com forte sazonalidade, como frutas, hortaliças e grãos, também apresentem recuos nos próximos meses, impulsionados pelas colheitas e pelo clima mais estável.

O que o consumidor pode esperar?

café
Imagem: Bilahata-Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

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Com o aumento da concorrência entre marcas e o crescimento do mercado de cafés especiais, o consumidor tem hoje mais opções. Prestar atenção na data da torra, na procedência e no tipo de grão (arábica ou robusta) pode garantir uma melhor relação custo-benefício.

FAQ

O preço do café realmente caiu?
Sim. Segundo a Fipe, o café em pó teve uma redução de 0,18% entre 16 de junho e 15 de julho.

A tendência é de que o preço continue caindo?
Sim. Com o avanço da colheita no Brasil, a oferta aumenta e pressiona os preços para baixo, ao menos até setembro.

Por que o café ainda está caro, mesmo com a queda?
Apesar da retração recente, o produto acumula alta de 86,5% em relação ao ano anterior, o que mantém o preço elevado.

Os melhores cafés são todos exportados?
A maior parte do café de qualidade superior é exportada, mas há boas opções disponíveis no mercado interno.

Considerações finais

A queda no preço do café, embora modesta, marca um ponto de virada no comportamento dos preços ao consumidor após mais de um ano de alta contínua. A colheita abundante e a reorganização das exportações ajudam a explicar esse recuo, que deve continuar nos próximos meses, ainda que sujeito a incertezas globais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Para os consumidores, trata-se de um alívio parcial no bolso, mas ainda distante dos níveis praticados antes da disparada de preços. Já para os produtores, o momento exige cautela, gestão eficiente e adaptação a um mercado cada vez mais competitivo.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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