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Preço dos alimentos deve subir até 7,5% no 2º semestre; entenda o motivo

Legumes, verduras e produtos básicos ficam mais caros. Prepare-se para uma crise alimentar sem precedentes!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
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Prepare-se para mais um aumento no preço dos alimentos em sua mesa. Uma combinação de fatores, como os efeitos climáticos adversos e a alta do dólar, deve pressionar ainda mais os preços da cesta básica nos próximos meses. Assim, a estimativa inicial de alta de 3,5% para o ano agora passa por revisão para um valor entre 4,5% e 7,5%.

Dessa forma, as condições climáticas extremas, como secas e inundações, afetam diretamente a produção agrícola. As plantações são prejudicadas, levando à diminuição da oferta e, consequentemente, ao aumento dos preços. Veja mais detalhes!

Alimentos mais caros

Durante o primeiro semestre de 2024, a economia enfrentou a transição do El Niño para o La Niña, provocando uma instabilidade nos padrões climáticos que afetou diretamente a agricultura.

 Assim, essa alteração impediu a habitual baixa nos preços dos alimentos, que geralmente ocorre entre maio e julho, trazendo um cenário de alta nos preços de produtos in natura, como legumes e verduras. Além disso, a valorização do dólar é um componente chave nesse cenário inflacionário dos alimentos. 

Desde o início do ano, o dólar teve uma alta expressiva, passando de R$ 5,10 para R$ 5,40, e essa mudança tem impactado diretamente os custos de insumos importados e, assim, os preços ao consumidor. Itens básicos como leite e trigo são particularmente sensíveis a essas variações cambiais, o que eleva ainda mais os preços nas prateleiras dos supermercados.

Carrinho de supermercado com alimentos em sentido ascendente
Imagem: Maxx-Studio/shuttertock.com

Impactos climáticos

Os efeitos do El Niño, caracterizados por um período de aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, já demonstraram sua capacidade de afetar a produção agrícola. Assim, a passagem iminente para o La Niña, conhecido por seus padrões de clima seco, sugere uma continuação da tendência de prejuízos às safras de grãos essenciais como soja e milho. 

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Assim, este cenário não apenas pressiona a produção interna, mas também afeta o mercado global, uma vez que Brasil e Argentina são países significativos no mercado internacional destes produtos. Diante disso, os economistas alertam para um cenário desafiador à frente, com potenciais novas revisões nas projeções de inflação que podem levar a ajustes mais rígidos nas políticas monetárias.

Imagem: Maxx-Studio/shuttertock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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