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Preço de smartphones deve subir menos que o esperado em 2026

Os preços de smartphones topo de linha em 2026 podem subir menos do que o previsto, com custos de chips menores que o esperado.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Quais são os celulares mais vendidos no mundo atualmente? Confira smartphone

Os preços dos smartphones topo de linha em 2026 podem registrar aumentos mais moderados do que previsto inicialmente. Segundo dados do portal TrendForce, os custos de semicondutores, principais componentes dos celulares modernos, deverão ser menores do que as projeções feitas anteriormente, reduzindo o impacto no valor final para o consumidor.

Alta de chips ainda mais baixa que o esperado

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Imagem: rawpixel.com/ Freepik

Em agosto, rumores indicavam que o preço dos wafers, discos de silício usados na produção de chips, poderia aumentar até 50% com a introdução de componentes de 2 nanômetros (nm), em razão da nova tecnologia que promete maior desempenho e eficiência energética.

Leia mais: Surpresa: Starlink oferece internet sem custo em alguns smartphones; confira

No entanto, análises mais recentes indicam que essa elevação será bem menor, entre 10% e 20%, mantendo os custos entre US$ 22.000 e US$ 24.000 por wafer, em comparação aos US$ 20.000 da geração atual de 3 nm.

Chips de gerações anteriores terão alta mínima

A expectativa é que chips menos avançados, produzidos com tecnologias de 3 nm a 7 nm, registrem aumentos ainda mais discretos, com crescimento na faixa de apenas um dígito percentual. Esse cenário sugere que o impacto no preço final dos smartphones será mais contido, beneficiando consumidores que aguardam lançamentos de celulares topo de linha.

Comparação entre relatórios de Taiwan e TrendForce

Um relatório do portal taiwanês Investors.com indica que os wafers de 3 nm atualmente custam entre US$ 25.000 e US$ 27.000, o que mostra que um aumento para US$ 30.000 representaria uma elevação de apenas 10% a 20%, e não de 50%, como se cogitava anteriormente.

A diferença entre os dados reforça que os aumentos de custo em semicondutores, embora reais, não serão tão impactantes quanto se imaginava, o que deve manter os preços de smartphones dentro de um patamar mais acessível em 2026.

Produção de chips nos EUA é mais cara

Além da variação no preço dos wafers, a produção de semicondutores nos Estados Unidos apresenta custos adicionais. Conforme declarou Lisa Su, CEO da AMD, wafers fabricados em unidades americanas podem custar de 5% a 20% a mais.

Implicações para o mercado de smartphones

Embora a produção nos EUA seja mais cara, os fabricantes devem equilibrar os custos com a demanda global. Assim, é possível que os preços de celulares topo de linha sofram apenas aumentos moderados, refletindo a combinação de chips mais caros localmente e wafers mais baratos na produção tradicional asiática.

Novas tecnologias de chips prometem eficiência

O desenvolvimento de chips de 1,6 nm, conhecidos como tecnologia A16, deve iniciar produção em massa em 2026. Esses componentes prometem ganhos de 8% a 10% em velocidade, além de reduzir o consumo de energia em até 20%.

Chips A14 de 1,4 nm

Já a tecnologia A14, de 1,4 nm, terá produção em alto volume apenas em 2028. Enquanto isso, os chips A16 devem se tornar padrão em smartphones topo de linha, garantindo desempenho superior sem onerar tanto o preço final.

Impacto no consumidor

Com esses avanços, os usuários podem esperar celulares mais rápidos, com maior autonomia de bateria e menores impactos de aquecimento, sem sofrerem aumentos expressivos nos valores de compra.

Fatores externos que podem afetar preços

Apesar das projeções otimistas, alguns fatores externos podem influenciar os preços finais dos smartphones:

Câmbio e logística

A valorização do dólar frente ao real pode encarecer importações de chips, enquanto problemas logísticos, como atrasos em portos ou escassez de matérias-primas, podem impactar temporariamente os preços de lançamento.

Tarifas e impostos locais

Mudanças em políticas de importação ou aumento de impostos sobre tecnologia podem interferir na precificação dos dispositivos, mesmo que o custo dos chips se mantenha estável.

Tendência de mercado

A competição entre fabricantes também pode ajudar a conter os preços. Marcas que desejam manter participação no mercado de smartphones topo de linha podem absorver parte do custo extra para não perder consumidores.

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Dicas para consumidores em 2025 e 2026

Quais são os celulares mais vendidos no mundo atualmente? Confira smartphone
Imagem: Jakob Berg / shutterstock.com

Para quem planeja comprar um smartphone em 2025 ou 2026, algumas estratégias podem garantir a melhor escolha sem comprometer o bolso.

6 celulares para comprar de olhos fechados em 2025

Especialistas recomendam investir em modelos com tecnologia consolidada, bom desempenho e atualizações de software garantidas. Isso ajuda a evitar depreciação rápida e gastos com substituições antecipadas.

7 dicas para escolher um celular sem erro

  1. Avalie processador e RAM.
  2. Confira a duração da bateria.
  3. Observe a qualidade da tela e da câmera.
  4. Verifique a frequência de atualizações de software.
  5. Compare preços e promoções.
  6. Analise o suporte do fabricante.
  7. Priorize modelos com boa revenda.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Os preços dos smartphones vão subir em 2026?
Sim, mas o aumento deve ser menor do que o esperado, entre 10% e 20% para modelos topo de linha.

2. Por que os chips de 2 nm estavam previstos para encarecer tanto?
A previsão inicial considerava alta demanda e tecnologia avançada, mas revisões recentes indicam que o impacto será menor.

3. Produzir chips nos EUA é mais caro?
Sim, a produção nos EUA pode custar de 5% a 30% a mais, dependendo da tecnologia, devido a margens e custos operacionais mais altos.

4. Quando a tecnologia A16 estará disponível em smartphones?
A produção em massa dos chips A16 de 1,6 nm deve começar em 2026, prometendo maior velocidade e eficiência energética.

5. Como escolher um bom smartphone em 2025 e 2026?
É importante avaliar processador, memória RAM, duração da bateria, atualizações de software, qualidade da tela e câmera, preço e suporte do fabricante.

Considerações finais

Para os usuários, isso representa uma oportunidade de investir em tecnologia avançada com menor risco de aumentos exorbitantes. Já para os fabricantes, o desafio será equilibrar custos de produção, especialmente em unidades fora de Taiwan, sem perder competitividade.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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