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Prefeito ataca Uber Moto; entenda essa polêmica

Novela da modalidade Uber Moto em São Paulo ganha mais um capítulo e prefeito ataca empresa. Entenda a polêmica.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Mão segurando celular com aplicativo do Uber aberto

Nesta quinta-feira (26), o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), voltou a falar sobre a modalidade Uber Moto na capital paulista. De acordo com Nunes, a empresa irá “sofrer as consequências” de ignorar o decreto Municipal que proíbe a atividade.

A modalidade Uber Moto fez sucesso no ano de 2022 em algumas cidades do Brasil em que o serviço foi oferecido. Um dos motivos da adesão dos clientes às corridas com motoqueiros parceiros se deu devido aos preços mais em conta em comparação com as corridas de carros.

Prefeitura de São Paulo declara guerra contra Uber

Mais uma vez, o prefeito de São Paulo deixou claro que a modalidade não possui espaço na cidade. Segundo Nunes, a Uber deve sofrer com as consequências cabíveis diante do descumprimento do decreto.

“Vai sofrer as consequências de desacatar um decreto da prefeitura de São Paulo. É muito claro. Eu não quero guerra com eles, mas se eles querem guerra com a cidade de São Paulo eles vão ter” destacou.

Apesar da fala incisiva, o prefeito ressaltou que não foram registradas atividades da Uber Moto na cidade e que espera que a empresa mantenha a postura responsável.

“Não houve caso de moto transportando passageiro de forma remunerada. Se houver, se a Uber insistir, porque de concreto eu não tenho, eu vou chamar a Uber pessoalmente e vou ter uma conversa muito mais séria com eles, porque não é possível que uma empresa venha se instalar na cidade e afrontar o Poder público”, disse o prefeito.

Reportagem afirma que serviço segue disponível

A fala de Ricardo Nunes se deu diante da surpresa que teve durante a manhã desta quinta-feira. Ao realizar a visita às obras do metrô da cidade de São Paulo, o prefeito foi avisado sobre uma reportagem da CBN que afirmava que o serviço da Uber Moto seguia disponível para os passageiros.

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Em defesa do decreto que proíbe a atividade, Nunes destacou o fato de que a maior parte dos acidentes de trânsito com vítimas fatais na cidade são com motociclistas.

“Não dá para a gente contemporizar uma situação dessas tendo em vista os dados e números que a gente tem de acidentes e óbitos causados por motos”, afirmou.

Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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