A nova modalidade de empréstimo consignado para cadastrados no Auxílio Brasil poderá diminuir o valor mensal do benefício. Isso porque os contribuintes que desejarem contratar o crédito terão as parcelas descontadas, todos os meses, da quantia do auxílio.
Prepare-se: Auxílio Brasil pode diminuir em breve
Quem contratar o crédito consignado do Auxílio Brasil terá as parcelas descontadas mensalmente do benefício. Saiba mais!
O consignado do Auxílio Brasil não é obrigatório e os termos de contrato são de responsabilidade exclusiva do solicitante e do banco escolhido.
Desconto no Auxílio
O custo a ser descontado do benefício deve ser de no máximo 40%, ou seja, R$ 160. Isso se deve ao fato do empréstimo levar em consideração o montante de R$ 400, valor original do Auxílio Brasil, em vez do valor atual de R$ 600, que é temporário e tem previsão para acabar em dezembro.
O desconto se dará durante 24 meses até que o empréstimo solicitado seja quitado.
Simplificando a explicação: as parcelas do crédito consignado serão tiradas automaticamente do beneficio em proporção ao que foi contratado. Por exemplo, se a contratação for feita com parcelas mensais de R$ 100, essa será a quantia descontada do benefício. Em vez de R$ 600, o contribuinte receberá R$ 500.
Quem tiver em interesse em adquirir o empréstimo deve considerar o caráter provisório do benefício a R$ 600. Isso porque se a contratação for de parcelas mensais de R$ 100, a partir do momento que o benefício voltar a R$ 400, o contratante passará a receber R$ 300.
Dessa forma, é importante consultar o orçamento familiar antes de efetuar a contratação, já que ela poderá ser significativamente comprometida.
Plano de Paulo Guedes para manter o Auxílio Brasil em R$ 600
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Ainda que inicialmente o valor de R$ 600 fosse transitório, o Ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou ter um plano para garantir a manutenção do benefício no valor atual.
Em transmissão ao vivo feita pela Suno Research, do grupo Suno, ele sugeriu que uma reforma tributária seria a solução para dar continuidade nos R$ 600 mensais do programa.
“A primeira coisa que temos de fazer é a tributação de lucros e dividendos para financiar esse auxílio[…] os lucros e dividendos não pagam impostos. São mais de R$ 300 bilhões por ano auferidos em lucros e dividendos e pagam zero. Isso não é socialmente justo”, comentou ele na live.
Imagem: rafapress/shutterstock.com
