O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, fez declarações em relação à inflação enquanto participava de dois eventos nos últimos dias. Assim, ele fez projeções quanto à corrida por arrecadação por parte do Governo Federal.
Presidente do Banco Central faz alerta importante sobre inflação
Roberto Campos Neto fez um importante alerta em relação aos impactos que a inflação pode ter no país. Saiba mais!
As declarações foram em meio às discussões sobre o orçamento de 2024, que deve seguir para o Congresso Nacional no último dia de agosto. Saiba mais informações a seguir.
Presidente do Banco Central faz declarações sobre a inflação

Campos Neto participou de uma palestra no Warren Day, um evento com a presença de diversos economistas na última segunda-feira (28), em São Paulo (SP). Nesse local, o presidente do BC lembrou que a oferta de crédito pode ajudar na queda da Taxa Selic de forma sustentável, por exemplo.
Porém, quanto à inflação, Campos Neto disse que o aumento da arrecadação pode impactar a inflação. Isso se dá pelo desejo do governo em zerar o déficit público em 2024.
“Existe uma preocupação porque, em alguns lugares, a corrida por arrecadação acabou gerando inflação de base. A gente tem um exemplo aqui do lado que é o da Argentina“, declarou no evento. Em outra ocasião, no evento do Fundo Comunitário Keren Hayesod, ele reafirmou suas falas sobre a política monetária.
Governo discute orçamento de 2024
O déficit zero em 2024 é uma meta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O presidente Lula se reuniu com a ministra do Planejamento Simone Tebet, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ministro da Gestão Esther Dweck para debatê-lo.
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Esse PL será enviado ainda esta semana para a análise do Congresso Nacional, no dia 31 de agosto. De acordo com Haddad, através de uma declaração em abril, é preciso que o governo amplie a receita entre R$ 110 bilhões e R$ 150 bilhões para poder cumprir as metas do arcabouço fiscal.
Esse aumento também pode vir da Medida Provisória aprovada por Lula na última segunda-feira (28) para taxar os fundos exclusivos, ou seja, os super-ricos.
Imagem: José Cruz / Agência Brasil
