O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, prometeu tentar se aproximar do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ideia é manter uma boa relação com o político pelo bem do cenário econômico do Brasil.
Presidente do BC promete tentar se aproximar do governo; veja
O presidente do Banco Central (BC) Campos Neto, declarou que pretende colaborar com o governo Lula; veja mais detalhes!
Na última segunda-feira (13), o representante da instituição marcou presença no programa Roda Viva, da TV Cultura, e começou a entrevista destacando o respeito às eleições. Além disso, ele afirmou que faria de tudo para aproximar o BC do governo e exaltou a importância das instituições trabalharem juntas.
Polêmica sobre a taxa de juros e BC
Indicado ao cargo por Jair Bolsonaro (PL), Campos Neto teve o seu mandato criticado por Lula diversas vezes ao longo dos pouco mais de 40 dias de governo. Além de reclamar do fato de não poder indicar um nome de sua confiança para o cargo — algo permitido anteriormente —, Lula também deu a entender que gostaria de tirar o atual presidente do BC de seu cargo.
O petista ainda fez criticas diretas à instituição, afirmando que manter a Selic alta dificulta o desenvolvimento da economia e os avanços econômicos.
Além disso, aliados próximos ao governo destacam que as perspectivas de crescimento do Brasil neste ano serão baixas enquanto a taxa continuar nos patamares atuais. Isso pois o valor dificulta que o governo coloque em prática as políticas públicas prometidas por Lula.
Campos Neto comenta “pressa de Lula”
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Em resposta às falas de Lula, Campos Neto destacou que entende o motivo da pressa do presidente para a baixa da taxa e sabe que existe uma agenda a ser cumprida. No entanto, ele rebateu as afirmações que o presidente fez recentemente de que o mercado não age a favor do âmbito social.
Nesse sentido, ele defendeu que a agenda seguida pelo BC é social e que todas as grandes renovações feitas pela entidade nos últimos anos têm como foco justamente o bem-estar da sociedade. Questionado sobre a proximidade com Bolsonaro e os ex-ministros dele, Campos Neto se esquivou das perguntas.
Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil
