Nesta quinta-feira (02), em depoimento à Polícia Federal, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que teria usado uma metáfora ao declarar que todo mundo tinha uma minuta golpista.
Presidente do PL se justifica após polêmica com golpe de estado no Lula
Em depoimento à Polícia Federal, Valdemar Costa Neto tentou amenizar suas últimas falas sobre documentos golpistas. Veja!
Recentemente, o ex-deputado federal, ao ser questionado sobre o documento com proposta golpista encontrada na casa do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, alegou que diversos membros do partido tinham papéis como este.
Ainda declarou que ele mesmo recebeu “duas ou três”, mas teve o cuidado e destruiu a documentação. Depois disso, o ministro Alexandre de Moraes acatou o pedido da PF para ouvir Costa Neto.
Minutas do golpe
O líder da legenda do ex-presidente da República falou que não tratou sobre as supostas minutas de golpe com nenhum membro do partido, nem com Jair Bolsonaro.
Vale ressaltar que Anderson Torres foi preso depois dos ataques antidemocráticos no dia 8 de janeiro à Praça dos Três Poderes em Brasília. Ele é investigado por suspeita de omissão diante dos ocorridos e também conivência, além de negar as acusações.
No documento em questão, havia uma solicitação para decretar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e alteração do resultado das eleições que concedeu a vitória ao presidente Lula (PT).
Investigação em andamento
A investigação em andamento, ao ser concluída, poderá resultar em crimes de Golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.
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Depois da entrevista de Valdemar Costa Neto, uma notícia crime foi encaminhada para que seja apurada a fala sobre a destruição dos supostos documentos golpistas. Em um de seus relatos, Costa Neto alegou que não tinha relação com o ex-ministro Anderson Torres.
Reação aos atos golpistas de Costa Neto
Depois da destruição em Brasília promovida por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), o líder da legenda se manifestou e disse não apoiar atos terroristas. Além disso, afirmou que os atos não representam o partido e que foram uma vergonha.
Imagem: Agência Brasil/Valter Campanato
