Durante as eleições, o governo Bolsonaro liberou o acesso ao empréstimo consignado do Auxílio Brasil para beneficiários de seu programa de distribuição de renda. No entanto, neste ano o pente-fino do Bolsa Família mudou a dinâmica do pagamento e tem gerado dor de cabeça para milhares de brasileiros.
Programa criado no governo Bolsonaro gera dor de cabeça a brasileiros
Milhares de brasileiros que fizeram uso de programa criado pelo governo Bolsonaro estão passando por dor de cabeça em comum. Saiba mais.
Entre o primeiro e segundo turno das eleições presidenciais de 2022, o empréstimo consignado do Auxílio Brasil liberou cerca de R$ 9,5 bilhões para contemplados do programa. Siga na leitura para entender a atual situação de parte dos beneficiários.
Cancelamento do Bolsa Família gera problema para quem pegou consignado do governo Bolsonaro
No último mês de março, cerca de 1,4 milhão de brasileiros foram excluídos do Bolsa Família. A situação acontece diante do pente-fino proposto pelo novo governo para avaliar o cadastro dos beneficiários.
No entanto, cerca de 104 mil pessoas retiradas do programa fizeram uso do empréstimo consignado do Auxílio Brasil, programa lançado pelo governo Bolsonaro durante as eleições. Desde então, as parcelas referentes ao empréstimo vinham sendo descontadas do benefício mensal pelo próprio governo.
Agora, com a retirada de milhares de brasileiros do Bolsa Família devido a inconsistências encontradas em seus cadastros, o que era um desconto na parcela do programa de transferência de renda, chegará mensalmente como um boleto.
Sem Bolsa Família, empréstimo consignado precisará ser pago
Anteriormente, o Governo Federal descontava até R$ 160 do benefício para realizar o pagamento mensal do empréstimo consignado ao banco. Diante da dinâmica do programa, não existia a possibilidade de prejuízo para os bancos.
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No entanto, a chance de inadimplência agora é uma preocupação para as instituições financeiras. Isso porque os brasileiros que tiveram acesso ao crédito e agora se encontram fora do Bolsa Família precisarão arcar com as parcelas do empréstimo. O atraso também significa juros e multa, além do risco de ficar com o nome sujo.
O empréstimo consignado do Auxílio Brasil, criado pelo governo Bolsonaro, ainda é alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União, por suspeita de uso eleitoral por parte do ex-presidente.
Imagem: rafapress / shutterstock e Pheelings media / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
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