O programa federal Mais Médicos completou dez anos recentemente. Agora ele está retornando em uma nova fase durante o governo Lula (PT), com mudanças significativas em seu perfil.
Programa Mais Médicos volta no governo Lula, mas com poucos cubanos; entenda
A volta do Mais Médicos no governo Lula: saiba tudo sobre o retorno e as mudanças registradas no programa federal.
Neste ano de 2023, o programa atingiu recorde de inscrições, apresentando uma média de idade mais elevada entre os participantes. Além disso, há mais médicos brasileiros, e o Paraguai lidera a lista de formação de profissionais. Confira, a seguir, todos os detalhes sobre a retomada e as mudanças do programa.
A volta e as mudanças do programa Mais Médicos

Para participar do Mais Médicos, que atualmente conta com 18,5 mil profissionais, os inscritos passam por um Módulo de Acolhimento e Avaliação de Médicos (MAAv), que é uma imersão presencial obrigatória. Após 30 dias, os médicos fazem uma prova para aprovação definitiva.
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No edital mais recente, 3.436 médicos iniciaram o curso em 6 de novembro, marcando a maior turma já reunida pelo programa, conforme informações do Ministério da Saúde. Durante o curso, são abordadas questões relacionadas ao SUS e à ética médica, atenção primária e doenças comuns, como tuberculose, câncer, diabetes, além de pré-natal.
Diversificação de perfil dos profissionais
O secretário da Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes, destaca à Folha a diversificação no perfil dos médicos, incluindo aqueles com experiência em outras áreas da saúde antes da medicina. Além disso, a idade média dos participantes é de 36 anos, superior à média de formação médica no Brasil.
O programa também acolhe médicos brasileiros formados no exterior, possibilitando a participação por quatro anos sem a necessidade de revalidação de seus diplomas. No entanto, é necessário que eles possuam registro para atuar no país de formação.
Os resultados do programa no país
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+311 mil seguidores
Inaugurado em 2013 por Dilma Rousseff, o programa Mais Médicos passou por mudanças durante os governos Michel Temer e Bolsonaro, incluindo a saída dos médicos cubanos em 2018. Depois, o Médicos pelo Brasil foi criado, mas não conseguiu preencher todas as vagas remanescentes.
O Mais Médicos, ao longo dos anos, contribuiu para a redução das taxas de mortalidade infantil e materna em várias regiões do Brasil, além de aumentar o número de consultas médicas em 36%. Atualmente, o programa está em expansão, com o objetivo de preencher 28 mil vagas até dezembro de 2023 e alcançar 40 mil até o final do mandato do presidente Lula.
Por fim, o investimento no Mais Médicos teve um aumento considerável, atingindo R$ 1,9 bilhão em 2023, com previsão de aumento para R$ 4,4 bilhões em 2024. Tal expansão também está ligada à formação de médicos de família e comunidade, com a meta de ter 100 mil profissionais titulados nessa especialidade em dez anos.
Imagem: Lula Marques/ Agência Brasil
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