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Bancos veem Selic caindo 0,5 p.p. já na reunião de março

Pesquisa da Febraban aponta corte da Selic em março e juros abaixo de 12,25% em 2026. Veja mais detalhes aqui!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes3 min de leitura
Selic 2 (1)

Os principais bancos do país esperam que o Banco Central do Brasil inicie já em março um ciclo de redução da taxa básica de juros, com corte de 0,5 ponto percentual na Selic. A avaliação consta na mais recente Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada no dia 18.

O levantamento foi realizado entre 3 e 9 de fevereiro, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e ouviu 21 instituições financeiras.

Na reunião de janeiro, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano. Para 76,2% dos bancos consultados, a decisão foi adequada, assim como a sinalização de que o processo de flexibilização monetária pode começar no próximo encontro.

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Selic deve encerrar 2026 abaixo de 12,25%

Segundo o estudo, pouco mais de 60% das instituições projetam que a Selic terminará 2026 abaixo de 12,25%. A expectativa reforça a percepção de que o atual patamar de 15% representa o ponto máximo do ciclo de aperto monetário.

Na prática, uma trajetória de queda da Selic tende a impactar:

  • Taxas de financiamento imobiliário
  • Crédito consignado
  • Empréstimos pessoais
  • Custo do capital para empresas

Para o consumidor, a redução dos juros pode significar alívio gradual nas parcelas e maior acesso ao crédito. Para empresas, pode estimular investimentos e contratações.

PIB de 2026: consenso perde força

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) também passaram por ajustes. A fatia de bancos que estimava crescimento de 1,8% em 2026 — considerado o consenso do mercado — recuou de 55% em dezembro para 38,1% na nova pesquisa.

Por outro lado:

  • 28,6% das instituições projetam expansão acima de 1,8% (ante 15% anteriormente).
  • 33,3% esperam crescimento abaixo do consenso.

Esse movimento revela maior dispersão nas expectativas e indica incertezas sobre o ritmo da atividade econômica.

A trajetória do PIB dependerá de fatores como:

  • Evolução da inflação
  • Política fiscal
  • Mercado de trabalho
  • Ambiente externo

Pressão fiscal continua no radar

No campo fiscal, 71,4% dos bancos avaliam que o governo precisará adotar medidas adicionais para cumprir a meta fiscal de 2026. Em dezembro, esse percentual era ainda maior, de 80%.

Entre os que defendem novas ações:

  • 47,6% acreditam que o foco deve ser o controle das despesas públicas;
  • Há expectativa de contingenciamentos ou exclusão de determinados gastos do cálculo da meta.

O equilíbrio fiscal é considerado elemento-chave para a consolidação de um ciclo sustentável de queda dos juros. Caso haja deterioração das contas públicas, o Banco Central pode rever o ritmo de cortes.

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Inadimplência deve cair gradualmente

A pesquisa também aponta estabilidade na projeção de inadimplência da carteira de crédito livre.

  • 2025: taxa observada de 5,5%
  • 2026: projeção de 5,2%
  • 2027: expectativa de recuo para 4,9%

A carteira de crédito livre inclui modalidades como empréstimo pessoal, financiamento de veículos e crédito para empresas.

A redução gradual da inadimplência sugere melhora na capacidade de pagamento das famílias e empresas, cenário que pode ser reforçado por juros mais baixos e recuperação da renda.

O que esperar para março

Se confirmado o corte de 0,5 ponto percentual já na próxima reunião do Copom, o mercado deve reagir de forma imediata:

  • Queda nas taxas futuras de juros
  • Valorização da Bolsa
  • Ajustes nas projeções de inflação
  • Revisões nas taxas de financiamento

Para quem pretende financiar imóvel, renegociar dívidas ou investir, o momento exige atenção às decisões do Banco Central e às condições oferecidas pelos bancos.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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