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Projeto de lei prevê novas regras para redes sociais

A discussão sobre a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, está sendo bastante criticada. Entenda.

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · 2 min de leitura
Tela de um smartphone exibindo ícones de redes sociais como o Facebook, YouTube e outros

A discussão sobre o Projeto de Lei 2630/20, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, está sendo amplamente debatida na Câmara dos Deputados. 

A proposta tem como objetivo combater a disseminação de conteúdo falso nas redes sociais e serviços de mensagens privadas, aplicando medidas em plataformas com mais de 2 milhões de usuários, incluindo empresas estrangeiras, que oferecem serviços ao público brasileiro.

Sobre o que se trata o projeto?

De autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), prevê a proibição de contas falsas e automatizadas não identificadas, limitação do número de envios de uma mesma mensagem e número de membros por grupo, além de exigir que as empresas guardem registros dos envios de mensagens veiculadas em encaminhamentos em massa. 

Também será obrigatória a identificação de todas as publicações pagas nas redes sociais, assim como a conta responsável por elas. Em caso de propaganda eleitoral ou de conteúdos que envolvam candidatos, partidos ou coligações, todas as publicações impulsionadas devem ser tornadas públicas. Inclusive, devem incluir o valor total investido, para que possam ser verificadas pela Justiça Eleitoral.

Projeto recebe muitas críticas

Entretanto, o projeto tem enfrentado críticas, especialmente no que diz respeito a opiniões políticas. Mesmo assim, é crucial discutir esse assunto, especialmente em um momento em que o uso das redes sociais se tornou tão indispensável na vida das pessoas.

As plataformas online são frequentemente utilizadas para compartilhar conteúdos que podem ter um efeito negativo sobre os usuários, principalmente os mais jovens, instigando a adoção de atitudes radicais, discriminatórias e violentas, como visto recentemente nos últimos ataques escolares que utilizaram das redes para se iniciar.

Com o projeto, espera-se que haja uma regulamentação mais efetiva das redes sociais, com medidas para combater a disseminação de notícias falsas e conteúdos extremistas. Além disso, a transparência em relação aos algoritmos e a responsabilização das empresas podem ajudar a garantir um ambiente mais saudável na internet.

Imagem: Vasin Lee / Shutterstock.com

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