Recentemente, um projeto de lei foi apresentado com o intuito de proporcionar uma maior estabilidade no ambiente de trabalho para mulheres vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica. A iniciativa, apresentada pela deputada Maria Rosas (SP), tambĂ©m estipula a proibição de demissĂŁo nos casos em que a mulher tenha obtido uma medida protetiva.
Projeto de lei propĂ”e estabilidade no trabalho para mulheres vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica no Brasil
Mulheres vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica podem ganhar estabilidade no trabalho reconhecida na CLT. Confira os detalhes!
Desse modo, a ideia Ă© proibir a demissĂŁo injustificada de mulheres em empregos formais, por um perĂodo de seis meses apĂłs o incidente de violĂȘncia. Continue a leitura e entenda a proposta completa!
Mulheres vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica podem ganhar estabilidade
Para muitas vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica, a perspectiva de perder o emprego Ă© uma barreira adicional para sair de um relacionamento abusivo. Isso porque, a dependĂȘncia econĂŽmica muitas vezes as mantĂ©m presas em situaçÔes prejudiciais.

O projeto tambĂ©m visa combater o estigma que ainda cerca a mulheres vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica. Muitas mulheres hesitam em denunciar abusos, por medo de retaliação ou de sofrerem julgamentos por colegas de trabalho e empregadores.
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Assim, a estabilidade no emprego, ao lado de outras medidas de apoio, pode ajudar a eliminar esse estigma, incentivando as vĂtimas a buscar ajuda e justiça.
O que o projeto de lei propÔe na pråtica?
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O PL em questĂŁo implica em diversas mudanças, tanto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quanto na Lei Maria da Penha, visando fortalecer a proteção das mulheres vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica. Confira os principais pontos:
- Na Lei Maria da Penha, a mudança garantirå um prazo maior de proteção;
- Atualmente, a legislação jĂĄ prevĂȘ a manutenção do vĂnculo de emprego formal quando hĂĄ necessidade de afastamento do trabalho causada pela violĂȘncia domĂ©stica, mas limita a proteção a seis meses. Com a mudança, o tempo passarĂĄ a ser o mesmo da medida protetiva;
- O registro da proibição de demissão sem justa causa na CLT, nestes casos.
No entanto, o projeto ainda serå analisado no Congresso Nacional, passarå pela Cùmara dos Deputados e pelo Senado Federal, para, em seguida, chegar à sanção presidencial.
Imagem: Frame Studio / shutterstock.com
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