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Projeto de lei propĂ”e estabilidade no trabalho para mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica no Brasil

Mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica podem ganhar estabilidade no trabalho reconhecida na CLT. Confira os detalhes!

Maria Leticia MenezesPor Maria Leticia Menezes⏱ 2 min de leitura
empresa proĂ­be mulheres

Recentemente, um projeto de lei foi apresentado com o intuito de proporcionar uma maior estabilidade no ambiente de trabalho para mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica. A iniciativa, apresentada pela deputada Maria Rosas (SP), tambĂ©m estipula a proibição de demissĂŁo nos casos em que a mulher tenha obtido uma medida protetiva.

Desse modo, a ideia Ă© proibir a demissĂŁo injustificada de mulheres em empregos formais, por um perĂ­odo de seis meses apĂłs o incidente de violĂȘncia. Continue a leitura e entenda a proposta completa!

Mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica podem ganhar estabilidade

Para muitas vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica, a perspectiva de perder o emprego Ă© uma barreira adicional para sair de um relacionamento abusivo. Isso porque, a dependĂȘncia econĂŽmica muitas vezes as mantĂ©m presas em situaçÔes prejudiciais.

mulher com a mĂŁo para frente como sĂ­mbolo de basta para a violĂȘncia domĂ©stica
Imagem: Frame Studio / shutterstock.com

O projeto tambĂ©m visa combater o estigma que ainda cerca a mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica. Muitas mulheres hesitam em denunciar abusos, por medo de retaliação ou de sofrerem julgamentos por colegas de trabalho e empregadores.

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Assim, a estabilidade no emprego, ao lado de outras medidas de apoio, pode ajudar a eliminar esse estigma, incentivando as vítimas a buscar ajuda e justiça.

O que o projeto de lei propÔe na pråtica?

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O PL em questĂŁo implica em diversas mudanças, tanto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quanto na Lei Maria da Penha, visando fortalecer a proteção das mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica. Confira os principais pontos:

  • Na Lei Maria da Penha, a mudança garantirĂĄ um prazo maior de proteção;
  • Atualmente, a legislação jĂĄ prevĂȘ a manutenção do vĂ­nculo de emprego formal quando hĂĄ necessidade de afastamento do trabalho causada pela violĂȘncia domĂ©stica, mas limita a proteção a seis meses. Com a mudança, o tempo passarĂĄ a ser o mesmo da medida protetiva;
  • O registro da proibição de demissĂŁo sem justa causa na CLT, nestes casos.

No entanto, o projeto ainda serå analisado no Congresso Nacional, passarå pela Cùmara dos Deputados e pelo Senado Federal, para, em seguida, chegar à sanção presidencial.

Imagem: Frame Studio / shutterstock.com

Maria Leticia Menezes

Autor

Maria Leticia Menezes

Jornalista em formação e redatora recifense.

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