Um novo projeto de lei no Senado está em análise para garantir que estagiários no Brasil tenham direito ao pagamento proporcional de férias em casos de término de contrato.
A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), pretende corrigir lacunas na legislação atual, que assegura o recesso anual remunerado, mas não aborda a compensação em situações de rescisão do contrato antes que o estagiário usufrua de suas férias.
Com esse avanço, o projeto visa fortalecer a proteção aos estagiários e equipará-los a alguns direitos já garantidos aos trabalhadores formais.
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A legislação vigente (Lei 11.788/2008) estabeleceu regras para estágios remunerados, incluindo o direito ao recesso de 30 dias após um ano de contrato, proporcional se o estágio for inferior a esse período.
No entanto, quando há rescisão do contrato antes do recesso, a norma não assegura o pagamento das férias proporcionais, gerando insegurança para os estagiários.
Segundo o senador Paulo Paim, esse projeto visa proteger os estagiários e garantir que eles recebam por períodos não usufruídos, promovendo um tratamento justo e igualitário.
A Lacuna na Legislação Atual
A lei brasileira de estágio trouxe benefícios significativos ao regulamentar o direito ao recesso remunerado. Todavia, ao omitir casos de rescisão contratual antes do recesso, a norma deixa os estagiários sem proteção para a remuneração proporcional, dificultando o cumprimento de direitos para aqueles que encerram o estágio antes do período de férias.
Detalhes da Proposta de Paulo Paim
O Projeto de Lei 3762/2024, apresentado pelo senador Paulo Paim, visa garantir que os estagiários recebam um valor proporcional ao período de férias não usufruídas, mesmo que o fim do contrato ocorra por iniciativa do próprio estudante.
Essa medida se estende a qualquer situação de término do contrato, proporcionando uma compensação financeira que condiz com o tempo de trabalho dedicado pelo estudante.
Como o Pagamento Proporcional Será Calculado
Segundo o projeto, a remuneração das férias proporcionais será calculada com base no tempo de estágio cumprido até a rescisão.
Assim, o estagiário teria direito a um valor proporcional ao seu período de recesso, garantindo o pagamento correspondente mesmo em situações onde o contrato é encerrado antes que o estudante atinja um ano de trabalho.
Importância para o Estudante-Estagiário
O estagiário, por muitas vezes, depende financeiramente do estágio para manter seus estudos e se sustentar.
Essa medida é vista como um avanço na proteção dos direitos dos estagiários, evitando que eles fiquem desamparados ao término de seus contratos e sem o direito a férias proporcionais. Com o projeto, o estudante passa a ter mais segurança jurídica e estabilidade financeira durante sua trajetória de formação.
Declarações do Senador Paulo Paim sobre o Projeto

Em sua justificativa, Paulo Paim destacou a necessidade de proteger os direitos dos estagiários e promover a equidade no mercado de trabalho. Ele argumenta que o projeto visa preencher uma lacuna importante na legislação e garantir um tratamento mais justo para esses trabalhadores em formação.
“A lei atual não trata de casos em que o estagiário não consegue gozar o recesso antes do fim do contrato, o que abre margem para as empresas não remunerarem o período não usufruído. Esse projeto vai proteger os direitos dos estagiários, além de oferecer segurança jurídica e tratamento justo para todos”, declarou Paim.
Repercussão e Análise no Senado
O projeto, que ainda passará por votação no Senado, tem gerado discussões entre os parlamentares e organizações estudantis. Entidades que defendem os direitos dos estudantes destacam a importância de um amparo legal que assegure uma compensação justa em situações de término do contrato.
Já empresários e associações de recursos humanos mostram-se divididos, alguns apoiando a medida por promover uma melhor regulamentação, enquanto outros ponderam o impacto financeiro adicional sobre empresas que contratam estagiários.
Próximos Passos e Expectativas
Caso o projeto seja aprovado pelo Senado e sancionado, ele pode se tornar um importante precedente na legislação de estágios no Brasil. A proposta ainda precisa passar por diferentes comissões e, posteriormente, pela Câmara dos Deputados.
A expectativa é que, caso aprovada, a medida possa ser implementada já no próximo ano, ampliando a segurança e os direitos dos estagiários em situação de rescisão contratual.
Como a Aprovação Beneficiaria o Mercado de Trabalho
Com o estabelecimento de regras mais claras, o mercado de trabalho para estagiários tende a se tornar mais regulado, beneficiando não apenas os estudantes, mas também as empresas que terão um guia jurídico mais definido para seguir.
Além de evitar problemas legais, a medida pode auxiliar na construção de uma relação mais ética e transparente entre empresas e estagiários.
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