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 Quais informações de Bolsonaro estão sob sigilo?

Lula determinou a reavaliação das informações colocadas sob sigilo de 100 anos durante o governo Bolsonaro. Confira quais são.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
imagem de presidente Bolsonaro e a primeira-dama Michelle

Em cumprimento a uma de suas promessas de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a reavaliação das informações colocadas sob sigilo de 100 anos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Dessa forma, a Controladoria-Geral da União (CGU) irá avaliar se as leis foram desrespeitadas.

Em síntese, a Lei de Acesso à Informação permite o sigilo de informações pessoais de cidadãos privados. Ou de informações que podem comprometer a segurança da sociedade ou do Estado.

Uso do sigilo

Assim, no Artigo 31 da Lei, fica permitido o sigilo de até 100 anos para informações de caráter pessoal que correspondem à “intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas”.

No entanto, o governo Bolsonaro indiscriminadamente os sigilo de 100 anos. De acordo com um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o sigilo de 100 anos foi aplicado em pelo menos 65 casos que deveriam ter informações públicas.

Revisão

À vista disso, na última terça-feira (3), Vinícius Marques de Carvalho, ministro da CGU, afirmou que “houve uso indiscriminado e indevido do sigilo para supostamente proteger dados pessoais ou sob o falso pretexto de proteção da segurança nacional e da segurança do presidente da República”. Assim, o novo governo irá revisar a situação.

Informações de Bolsonaro sob sigilo

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Portanto, confira as informações sob sigilo que mais geraram polêmica e que agora poderão ser revisadas:

  • Cartão de vacinação – por mais que Bolsonaro tenha dito que não iria tomar a vacina da Covid-19, colocou sigilo em seu cartão de vacinação para a imprensa não ter acesso;
  • Crachás dos filhos – Bolsonaro tenha colocado sigilo sobre o acesso de seus filhos ao Palácio do Planalto, onde Carlos Bolsonaro o visitou pelo menos 38 vezes;
  • Processo de Pazuello – foi colocado sigilo sob o processo contra o general Pazuello, onde era questionada sua participação em atos públicos, o que não é permitido a militares da ativa;
  • Ronaldinho e médico bolsonarista – as mensagens trocadas entre o Itamaraty e o irmão de Ronaldinho, Assis, quando ambos foram presos no Paraguai, foram colocados sob sigilo. Da mesma forma aconteceu com o médico acusado de assediar uma vendedora no Egito;
  • Visitas a Michelle – as visitas recebidas pela ex-primeira dama também foram colocadas sob sigilo;
  • “Rachadinhas” – as “rachadinhas” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL), quando ele ainda era deputado estadual, também entraram no sigilo de até 100 anos;
  • Pastores lobistas – as visitas dos pastores que intermediavam ilegalmente a liberação de recursos do Ministério da Educação para os municípios, também foram colocadas sob sigilo.

Imagem: Alf Ribeiro/shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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