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Quais são os piores estados para conseguir trabalho de carteira assinada?

Descubra quais são os 10 piores estados para conseguir um emprego de carteira assinada no Brasil. Saiba mais sobre as condições do mercado de trabalho em 2024 e como aproveitar as oportunidades que surgem

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins6 min de leitura
PIS/Pasep

A conquista de um emprego formal, com carteira assinada, representa um grande passo para qualquer trabalhador. Além de garantir direitos como o Fundo de Garantia (FGTS), 13º salário e férias remuneradas, o emprego formal também oferece uma maior estabilidade financeira e proteção contra imprevistos. 

Porém, a realidade do mercado de trabalho brasileiro ainda é desafiadora, com grandes diferenças entre os estados. Embora a economia brasileira tenha mostrado sinais de recuperação nos últimos meses, existem regiões do país que enfrentam maiores dificuldades para gerar empregos formais. 

No contexto de 2024, com uma taxa de desemprego em queda, alguns estados continuam sendo mais difíceis para quem busca um trabalho com carteira assinada. Confira os 10 piores estados brasileiros para conseguir um emprego formal e o que isso significa para os trabalhadores dessas regiões.

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O Mercado de Trabalho em 2024: Uma Visão Geral

A recuperação econômica do Brasil tem sido um dos tópicos centrais em 2024. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do IBGE, o Brasil conseguiu reduzir sua taxa de desemprego para os níveis mais baixos desde 2012. 

No trimestre de junho a agosto de 2024, a taxa de desocupação ficou em 6,6%, o que representa uma importante melhoria quando comparado aos anos anteriores.

CadÚnico Mercado de Trabalho
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Taxa de Desocupação no Brasil em 2024

De acordo com a PNAD, a taxa de desocupação continuou a cair no período de julho a setembro de 2024, chegando a 6,4%. Este é o segundo menor índice de desocupação desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2012. 

Isso indica que o Brasil está vivendo um momento favorável para quem está em busca de emprego, com mais oportunidades surgindo especialmente no final do ano, quando a demanda por mão de obra temporária aumenta.

Apesar desses avanços, as disparidades regionais ainda são muito evidentes, com alguns estados enfrentando grandes desafios para criar empregos formais.

O Impacto das Diferenças Regionais no Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho no Brasil é fortemente influenciado por fatores regionais, como a economia local, a infraestrutura, a presença de indústrias e a política pública voltada para a geração de empregos.

Melhores Regiões para Conseguir Emprego

No período de janeiro a agosto de 2024, algumas regiões se destacaram por gerar um número considerável de empregos formais. O Sudeste, por exemplo, foi a região que mais gerou empregos, com um total de 841.907 novas vagas. 

Em seguida, o Sul do Brasil gerou 309.140 postos de trabalho, seguido pelo Nordeste, que criou 257.925 empregos formais. As regiões Centro-Oeste e Norte também apresentaram números positivos, com 187.471 e 104.773 novas vagas, respectivamente.

Essas regiões se beneficiam de uma infraestrutura mais desenvolvida, além de concentrar grandes centros urbanos e industriais, o que facilita a criação de empregos formais.

As Piores Regiões para Conseguir Emprego

Por outro lado, existem estados em que a criação de empregos formais ainda enfrenta muitos obstáculos. No caso da região Norte, por exemplo, a geração de empregos continua muito aquém das necessidades da população, o que faz com que a informalidade seja uma realidade comum.

Vamos agora conhecer os 10 piores estados para conseguir emprego de carteira assinada, com base nos dados de agosto de 2024, divulgados pela Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal.

Os 10 Piores Estados para Conseguir Emprego de Carteira Assinada

Abaixo estão os 10 estados brasileiros com as menores taxas de geração de empregos formais no mês de agosto de 2024:

1. Acre – 352 empregos formais gerados

Apesar de ser um dos estados com menor população, o Acre enfrenta sérias dificuldades para gerar empregos formais. Sua economia é predominantemente voltada para setores como agricultura e serviços, que, muitas vezes, não conseguem criar um número suficiente de vagas com carteira assinada.

2. Roraima – 795 empregos formais gerados

Com uma economia muito dependente do setor público e de subsídios federais, Roraima tem dificuldade em diversificar suas fontes de emprego. A criação de empregos formais no estado permanece em níveis baixos, o que reflete uma falta de investimentos em setores que poderiam gerar mais oportunidades de trabalho.

3. Tocantins – 1.139 empregos formais gerados

O Tocantins, embora tenha experimentado crescimento em alguns setores, ainda sofre com uma economia regional instável. A falta de uma grande base industrial e a dependência de atividades como a agropecuária dificultam a criação de empregos formais de forma consistente.

4. Rondônia – 1.208 empregos formais gerados

Rondônia possui uma economia diversificada, mas ainda sofre com a escassez de vagas formais. A falta de uma infraestrutura adequada e a alta concorrência nos setores com maior oferta de trabalho dificultam o avanço na geração de empregos com carteira assinada.

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5. Amapá – 1.350 empregos formais gerados

O Amapá enfrenta sérios problemas econômicos devido à sua localização remota e à dependência de atividades como a mineração. Embora tenha um número considerável de pequenas empresas, o estado ainda luta para gerar empregos formais suficientes para sua população.

6. Mato Grosso do Sul – 1.975 empregos formais gerados

Mato Grosso do Sul possui um setor agrícola forte, mas enfrenta desafios para diversificar sua economia. A falta de empregos formais nas áreas urbanas e a baixa especialização em setores industriais limitam as oportunidades no estado.

7. Piauí – 2.065 empregos formais gerados

O Piauí, um dos estados mais pobres do Brasil, tem uma economia baseada em serviços públicos e atividades primárias. Sua dificuldade em atrair indústrias e empreendimentos privados impede uma maior geração de empregos formais.

8. Espírito Santo – 2.515 empregos formais gerados

Embora o Espírito Santo tenha uma economia diversificada, com setores como petróleo e gás e mineração, o estado ainda não conseguiu criar um número suficiente de empregos formais em comparação com outras regiões do país.

9. Maranhão – 2.516 empregos formais gerados

O Maranhão ainda sofre com elevados índices de pobreza e uma estrutura econômica frágil. A geração de empregos formais continua sendo um desafio, com grande parte da população dependente de trabalhos informais.

10. Sergipe – 2.812 empregos formais gerados

Sergipe, o menor estado do Brasil, tem uma economia baseada principalmente na indústria e na agricultura. Embora o estado tenha tentado diversificar suas atividades, as vagas formais ainda são muito escassas.

Carteira de Trabalho e Previdência Social em cima de várias notas de real
Imagem: Orlando Neto / shutterstock.com

Considerações Finais

Embora o Brasil esteja em um momento de recuperação econômica, as desigualdades regionais permanecem como um grande obstáculo para a geração de empregos formais. Estados como Acre, Roraima e Tocantins enfrentam grandes dificuldades para criar oportunidades de trabalho com carteira assinada, o que impacta diretamente a qualidade de vida e a estabilidade financeira da população.

Para quem busca uma vaga formal, é essencial compreender as especificidades do mercado de trabalho local e estar atento às oportunidades que surgem, especialmente no final do ano. Com o número de vagas temporárias em ascensão, é possível que muitos brasileiros consigam dar o primeiro passo rumo a um emprego estável.

Imagem: Pedro Ignacio/Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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