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Qual é o impacto de uma possível saída da Uber do Brasil?

A Uber é um dos principais aplicativos de transporte em atuação no país. O que aconteceria se deixasse de atuar no Brasil?

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
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Desde sua chegada ao governo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fala sobre a importância da regulamentação dos motoristas por aplicativo, como a Uber. Entretanto, as falas do ministro geram mais preocupação do que angariam apoio na classe. 

Por exemplo, em fevereiro, Marinho disse que se a Uber sair do país ele chamaria os Correios para substituir a empresa. De acordo com ele, o mercado está cheio de aplicativos, portanto não seria necessário se preocupar com a saída de um. 

Entretanto, o impacto da saída do aplicativo de transporte seria enorme para a economia brasileira, já que milhares de motoristas perderiam a sua fonte de renda. Da mesma forma, o estado deixaria de arrecadar milhões em impostos pagos por essas empresas. 

O que acontece se a Uber sair do Brasil?

Primeira coisa, é improvável que a Uber deixe de atuar no Brasil, afinal o país é o terceiro maior mercado da empresa. Porém, isso não quer dizer que a economia brasileira não sentiria um forte abalo caso o aplicativo deixasse de operar em território nacional. 

Dessa forma, a principal consequência do fim do aplicativo seria um aumento nas taxas de desemprego. Atualmente, 1,5 milhão de brasileiros trabalham com algum tipo de aplicativo de transporte, sendo que mais de 900 mil são motoristas/taxistas. 

Assim, parte desse contingente perderia a sua principal fonte de renda ou uma importante fonte de renda extra. No que se refere ao governo, a saída da Uber levaria a uma redução na arrecadação de impostos, afinal, em 2021, ela foi responsável por 0,4% do PIB.

O que pensam os motoristas?

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Os motoristas da Uber não acreditam que a empresa vai sair do Brasil, mas tem receio do que pode acontecer a partir da regulamentação proposta pelo governo. De acordo com o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo, eles não querem voltar para a CLT. 

A regulamentação é bem vista no sentido de impor regras aos aplicativos e trazer mais segurança jurídica para os motoristas. Agora, questões como a previdenciária, não parecem ser importantes para parte da classe.

Imagem: ibrandify gallery / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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