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Qual foi o pior ataque a Brasília: dos bolsonaristas ou do MST?

Os dois grupos invadiram a Praça dos Três Poderes em Brasília e causaram tumulto, mas um deles causou mais prejuízos. Confira!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Congresso Nacional

No último domingo (8), bolsonaristas radicais vindos de diversas partes do país por meio de caravanas invadiram a Praça dos Três Poderes, localizada em Brasília, onde estão localizados a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), Palácio do Planalto e Congresso Nacional. 

Dessa forma, os prédios públicos foram depredados e o prejuízo já chega a milhões de reais que sairão dos cofres públicos.

Contudo, como forma de justificar ou até mesmo amenizar o estrago causado, simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), têm comparado a invasão ao a manifestação do Movimento Sem Terra (MST), em 2014, quando diversas pessoas ficaram feridas.

Portanto, confira como ocorreram as duas invasões a Brasília e qual causou mais prejuízo ao patrimônio público.

Invasão do MST

No dia 12 de fevereiro de 2014, o movimento de esquerda MST invadiu a Praça dos Três Poderes. Assim, a manifestação pela reforma agrária reuniu cerca de 15 mil pessoas, interrompendo o trânsito na área central da capital federal.

Ao chegarem na praça, os manifestantes enfrentaram os policiais que faziam a guarda do local, que reagiram com bombas de gás e tiros de borracha. Além disso, diante da iminente invasão, os ministros do STF suspenderam a sessão que estava acontecendo e foram retirados do prédio, após os manifestantes derrubarem os gradis dos prédios.

Ademais, os invasores carregavam cartazes com críticas a então presidente Dilma Rousseff (PT), ao agronegócio e ao STF.

Por fim, o saldo total da invasão foram 32 pessoas feridas, sendo 30 policiais militares e 2 civis.

Invasão dos bolsonaristas

Como dito, no domingo (8), houve a invasão dos prédios dos Três Poderes por alguns bolsonaristas que não aceitaram o resultado das eleições, que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dessa forma, desde o final de dezembro, o ato vem sendo organizado, com convocações por meio das redes sociais, oferecendo até mesmo passagem gratuita até Brasília. 

Assim, a manifestação começou pacífica. Contudo, por volta das 15h, tiveram início os ataques, furando os bloqueios policiais.

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Primeiramente, o prédio do STF foi invadido, sendo o local que foi mais depredado, com todos os vidros quebrados e cadeiras danificadas. Já no Palácio do Planalto, armas letais e não letais foram roubadas e as fotografias dos ex-presidentes da República destruídas.

Por fim, no Congresso Nacional, onde estão abrigados os prédios da Câmara dos Deputados e do Senado, foram destruídos itens doados por chefes de Estado e obras de arte do pequeno museu que o prédio, arquitetado por Oscar Niemeyer, preservava.

Dessa forma, o saldo do ataque foi quase 1,5 mil pessoas presas até o momento e milhões de reais de prejuízo para a União. Além disso, de acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, até a manhã desta segunda-feira (9), foram realizados 68 atendimentos na rede pública de saúde devido aos atos terroristas.

Maior gravidade

À vista disso, todo tipo de manifestação que acaba com pessoas feridas e prédios depredados são graves, pois o melhor é reinvidicar os direitos de forma pacífica. Porém, por mais que as duas invasões tenham sido reprováveis, o ataque dos bolsonaristas radicais causou um prejuízo ainda maior aos cofres públicos, ou seja, ao povo brasileiro, que sempre paga a conta. Além do dobro de pessoas feridas, inclusive algumas em estado grave.

Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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