A proteína deixou de ser assunto apenas entre atletas e fisiculturistas. Hoje, ela está no centro das discussões sobre alimentação saudável, composição corporal e desempenho físico.
Quanto de proteína é ideal por dia? Especialistas revelam a recomendação certa
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Mas afinal, qual a quantidade ideal desse macronutriente que devemos consumir diariamente? A resposta pode variar bastante, e entender essa necessidade é fundamental para manter o equilíbrio nutricional e evitar problemas de saúde.
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O que é a proteína e por que ela é essencial?

A proteína é um macronutriente formado por cadeias de aminoácidos. Ela está presente em praticamente todas as estruturas do corpo humano: músculos, órgãos, pele, cabelo, unhas e até no sistema imunológico.
Principais funções do elemento no organismo
- Construção e reparo de tecidos: fundamental para a regeneração muscular, especialmente após atividades físicas.
- Produção de hormônios e enzimas: responsáveis por regular funções metabólicas.
- Defesa imunológica: ajuda na formação de anticorpos.
- Transporte de nutrientes: como a hemoglobina, que transporta oxigênio pelo corpo.
- Manutenção energética: em caso de déficit de carboidratos, o corpo pode usar proteína como fonte de energia.
Tipos de proteína: animal e vegetal
Alto valor biológico
São aquelas que contêm todos os aminoácidos essenciais que o organismo humano não consegue produzir. Estão presentes principalmente em alimentos de origem animal:
- Carnes (bovina, suína, aves e peixes);
- Ovos;
- Leite e derivados.
Essas fontes são consideradas mais completas e facilmente absorvidas pelo organismo.
Baixo valor biológico
Encontradas em alimentos de origem vegetal, nem sempre contêm todos os aminoácidos essenciais na quantidade adequada. No entanto, ao combinar diferentes fontes vegetais, é possível suprir as necessidades proteicas:
- Soja e derivados;
- Lentilhas;
- Grão-de-bico;
- Feijões;
- Quinoa;
- Amendoim;
- Proteína isolada de arroz ou ervilha.
Além disso, alimentos vegetais têm a vantagem de conter menos gordura saturada e mais fibras.
Qual é a quantidade ideal de proteína por dia?
A recomendação de ingestão proteica varia conforme peso, idade, nível de atividade física e objetivo pessoal (como emagrecimento ou ganho de massa muscular). Segundo o artigo científico “Ingestão de proteína na dieta e saúde humana”, publicado no PubMed Central, os valores médios são:
Pessoas sedentárias
- 0,8 a 1g por quilo de peso corporal ao dia;
- Exemplo: uma pessoa de 70kg deve consumir entre 56g e 70g de fonte proteica por dia.
Praticantes de atividade física moderada
- 1,3g por quilo de peso corporal ao dia;
- Exemplo: para 70kg, são recomendados cerca de 91g por dia.
Atletas e fisiculturistas
- 1,6g por quilo de peso corporal ao dia;
- Exemplo: uma pessoa de 80kg pode consumir até 128g de fonte proteica.
Importante considerar:
A quantidade não se refere ao peso do alimento, mas à quantidade de proteína pura. Por exemplo:
- 100g de carne vermelha contêm cerca de 35g de proteína;
- 100g de soja cozida contêm cerca de 30g de proteína;
- 2 scoops de proteína isolada de arroz (30g) fornecem em média 22g de proteína.
Como distribuir a fonte proteica ao longo do dia?
Para uma absorção mais eficiente, a ingestão deve ser distribuída nas principais refeições:
Café da manhã
- Ovos mexidos, iogurte grego, tofu grelhado ou shake proteico.
Almoço
- Filé de frango, carne magra, peixe ou leguminosas combinadas com arroz e vegetais.
Jantar
- Omelete, sopa com proteína vegetal ou prato rico em grãos e sementes.
A constância é essencial para manter o anabolismo muscular e fornecer os aminoácidos que o corpo precisa ao longo do dia.
Quando a suplementação é indicada?
A suplementação proteica pode ser útil quando a alimentação não é suficiente para atingir a meta diária, principalmente para:
- Atletas;
- Pessoas com dietas restritivas;
- Idosos com baixa ingestão alimentar;
- Indivíduos com dificuldades de mastigação ou digestão.
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Os suplementos mais comuns incluem:
- Whey protein (proteína do soro do leite);
- Proteína vegetal isolada (arroz, ervilha, soja);
- Caseína (absorção lenta);
- Albumina (proteína da clara do ovo).
No entanto, o ideal é buscar orientação de um nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação.
Excesso de proteína faz mal?
Sim. Embora a fonte proteica seja essencial, o excesso pode sobrecarregar órgãos como os rins e o fígado.
Riscos do consumo excessivo (acima de 2g/kg/dia):
- Sobrecarga renal;
- Constipação intestinal;
- Aumento do risco de desidratação;
- Problemas cardiovasculares (em dietas ricas em proteína animal e gordura);
- Alterações digestivas e produção excessiva de amônia.
Sinais de alerta:
- Urina muito escura ou com odor forte;
- Fadiga frequente;
- Dores de cabeça persistentes;
- Mau hálito (em dietas hiperproteicas com pouco carboidrato).
Proteína para diferentes públicos

Idosos
Têm maior necessidade de fonte proteica para evitar a perda de massa muscular (sarcopenia). A recomendação pode chegar a 1,2g por quilo de peso.
Crianças e adolescentes
Estão em fase de crescimento e também precisam de fonte proteica suficiente, geralmente 1g por quilo de peso corporal.
Vegetarianos e veganos
Devem planejar bem a dieta para combinar fontes vegetais e garantir todos os aminoácidos essenciais. Exemplos de boas combinações:
- Arroz + feijão;
- Grão-de-bico + quinoa;
- Lentilha + aveia.
Conclusão
A ingestão adequada de proteína é essencial para a saúde geral, o desempenho físico e a manutenção da massa muscular. No entanto, mais fonte proteica nem sempre significa mais benefícios.
A recomendação deve ser personalizada conforme o perfil e os objetivos de cada indivíduo. Ao distribuir bem as fontes proteicas ao longo do dia e evitar excessos, é possível aproveitar todos os benefícios desse nutriente de forma segura e eficiente.
Imagem: Canva
