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Atendimento de quebra-pedra pelo SUS: regras e etapas

Fitoterápico de quebra-pedra pode chegar ao SUS para prevenir pedra nos rins. Veja evidências, limites e como será o acesso.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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A dor provocada por pedra nos rins está entre as mais intensas descritas na prática médica. Por isso, qualquer avanço que envolva prevenção, redução de crises ou melhora no tratamento chama atenção de pacientes e profissionais de saúde. Nesse contexto, ganha destaque o desenvolvimento de um fitoterápico industrializado à base de quebra-pedra, pensado para uso no Sistema Único de Saúde.

A proposta é transformar um recurso tradicional da medicina popular em um medicamento padronizado, com controle de qualidade, dose definida e uso orientado por protocolos oficiais, reduzindo riscos comuns aos preparos caseiros e ampliando a segurança para a população.

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Quebra-pedra realmente ajuda na prevenção de pedra nos rins?

Ao contrário do que o nome sugere, a quebra-pedra não tem como objetivo “quebrar” cálculos grandes já formados. O foco principal está na prevenção da litíase renal e no manejo de pequenos cristais, antes que eles cresçam e provoquem obstrução ou crises dolorosas.

Estudos laboratoriais e clínicos indicam que extratos de Phyllanthus niruri podem interferir em etapas importantes da formação das pedras, dificultando a cristalização e a agregação de minerais como oxalato de cálcio na urina. Em pessoas com histórico de recorrência, o uso tende a atuar como um aliado para reduzir novos episódios, sempre como complemento, e não substituto, das terapias consagradas.

Diferença entre o chá caseiro e o fitoterápico padronizado

Uma mudança central do projeto é a distância entre o uso tradicional do chá de quebra-pedra e o medicamento fitoterápico industrializado.

Chá caseiro

O preparo doméstico é informal, sem dose definida, dependente da quantidade da planta, do tempo de infusão e da espécie utilizada. Além disso, há risco maior de contaminação, uso de plantas equivocadas e variação imprevisível na concentração dos compostos ativos.

Fitoterápico padronizado

Já o medicamento desenvolvido para uso público passa por extração controlada, padronização de concentração, testes de estabilidade e controle rigoroso de qualidade. Isso permite maior previsibilidade de efeito, mais segurança e possibilidade de uso integrado a protocolos clínicos oficiais, com acompanhamento profissional.

Benefícios e limites da quebra-pedra no tratamento de cálculos renais

As evidências acumuladas até 2025 apontam benefícios principalmente na prevenção. Pesquisas experimentais sugerem que a quebra-pedra pode:

  • Inibir a formação de cristais urinários
  • Reduzir a adesão desses cristais às paredes do trato urinário
  • Exercer leve efeito diurético, auxiliando a eliminação de partículas

Em pacientes com litíase de repetição, isso pode significar menos crises ao longo dos anos, especialmente quando associado a hidratação adequada, ajustes alimentares e investigação metabólica. No entanto, ainda faltam grandes ensaios clínicos randomizados que definam com precisão o impacto do fitoterápico em diferentes perfis de pacientes.

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Como será o acesso ao fitoterápico de quebra-pedra no SUS

A incorporação de um novo medicamento no SUS segue etapas técnicas rigorosas. O desenvolvimento do fitoterápico ocorre em instituições como Farmanguinhos, ligada à Fiocruz, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, valorizando a biodiversidade brasileira e o conhecimento tradicional.

Após a produção de lotes-piloto, o produto passa por estudos de estabilidade, testes de qualidade e elaboração de um dossiê técnico para submissão à Anvisa. Só depois da avaliação regulatória são definidos registro, indicações, faixa etária, forma de uso e eventual inclusão em protocolos clínicos para distribuição nas unidades de saúde.

Segurança, acompanhamento médico e alertas importantes

Mesmo sendo de origem vegetal, o uso da quebra-pedra em forma de medicamento exige cautela. “Natural” não significa isento de riscos. Há relatos de efeitos gastrointestinais e possíveis interações com diuréticos, medicamentos para diabetes e outras terapias de uso contínuo.

Gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças crônicas devem passar por avaliação individualizada antes de qualquer uso. Além disso, dor intensa, febre, sangue na urina ou dificuldade para urinar são sinais de alerta que exigem atendimento imediato.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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