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55% dos diretores relatam menos agressões após veto ao celular nas escolas

Pesquisa do MEC mostra redução de agressões, cyberbullying e ansiedade após um ano da restrição ao uso de celulares nas escolas.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
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Um ano após a entrada em vigor da legislação que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras, os primeiros resultados nacionais indicam mudanças importantes no ambiente escolar. Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que 55% dos diretores perceberam redução nos casos de agressão física dentro das instituições de ensino.

Além da diminuição dos conflitos presenciais, a pesquisa revela impactos positivos na convivência entre estudantes, na redução do cyberbullying e até mesmo na ansiedade dos alunos. Os dados reforçam uma tendência já observada em diversos países que passaram a limitar o uso de smartphones durante o período escolar.

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Imagem: user13216326/ Freepik

O estudo foi realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com o MEC, envolvendo gestores de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

Entre os principais resultados apresentados estão:

  • 55% dos gestores observaram redução das agressões físicas;
  • 88% afirmam que houve diminuição de conflitos digitais e casos de cyberbullying;
  • 95% acreditam que a restrição aumentou a socialização presencial entre os estudantes;
  • 86% perceberam redução da ansiedade dos alunos;
  • 92% das escolas brasileiras já implementaram a legislação.

Os dados representam uma avaliação do primeiro ano de vigência da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso não pedagógico de celulares durante a rotina escolar.

O que mudou após a restrição dos celulares

Segundo o MEC, os efeitos observados vão além da simples retirada dos aparelhos das salas de aula.

Os diretores relataram mudanças no comportamento dos estudantes, principalmente em aspectos ligados à convivência e à interação social.

Menos conflitos físicos

A redução das agressões físicas aparece como um dos indicadores mais relevantes da pesquisa.

De acordo com a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, muitas discussões eram potencializadas pelas mensagens trocadas instantaneamente durante o período escolar. Com a limitação do acesso aos celulares, houve uma diminuição dessas reações imediatas, reduzindo situações que acabavam evoluindo para confrontos presenciais.

Redução do cyberbullying

Outro destaque foi a percepção de queda nas agressões virtuais.

Para 88% dos gestores, a restrição contribuiu para diminuir episódios de:

  • cyberbullying;
  • ofensas em grupos de mensagens;
  • compartilhamento de conteúdos ofensivos durante as aulas;
  • conflitos iniciados nas redes sociais e levados para dentro da escola.

Embora o problema continue existindo fora do ambiente escolar, especialistas avaliam que limitar o acesso aos dispositivos durante o período de aula reduz a propagação imediata dessas situações.

Socialização presencial voltou a ganhar espaço

Talvez o dado mais expressivo da pesquisa seja o aumento da interação entre os próprios estudantes.

Segundo o levantamento:

  • 95% dos gestores afirmam que houve melhora na convivência presencial;
  • 67% observaram crescimento das atividades manuais, artísticas e lúdicas;
  • muitas escolas passaram a registrar maior participação dos alunos nos intervalos e em atividades coletivas.

Na prática, diversos recreios voltaram a ser ocupados por jogos, conversas, esportes e brincadeiras que haviam perdido espaço para o uso constante dos smartphones.

Ansiedade também apresentou sinais de melhora

A saúde mental foi outro aspecto apontado pelos gestores.

Segundo o MEC, 86% dos diretores consideram que a limitação do uso dos celulares ajudou na redução da ansiedade entre os estudantes.

Embora esse dado represente uma percepção dos gestores — e não um diagnóstico clínico —, especialistas afirmam que reduzir distrações constantes e a pressão das redes sociais pode favorecer um ambiente escolar mais equilibrado.

A concentração nas aulas também melhorou?

Embora esta primeira pesquisa não tenha medido diretamente o desempenho acadêmico, o MEC afirma que houve percepção de melhora na participação e no foco durante as atividades escolares.

Essa conclusão está alinhada com estudos internacionais.

Segundo informações reunidas pelo próprio MEC com base no Pisa Brasil 2022, cerca de 80% dos estudantes afirmam que o uso do celular prejudica sua concentração durante as aulas, especialmente em disciplinas como matemática.

Além disso, relatórios da Unesco já alertavam que notificações constantes e a simples presença do smartphone podem reduzir a capacidade de atenção, memória e compreensão dos alunos.

Quais desafios ainda permanecem

Apesar dos resultados positivos, a implementação da lei ainda enfrenta obstáculos.

Entre as principais dificuldades relatadas pelos gestores estão:

Resistência dos estudantes

Muitos alunos ainda apresentam dificuldades para se adaptar à nova rotina sem o celular durante o período escolar.

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Fiscalização

Parte das escolas relata dificuldades para monitorar o cumprimento das regras em salas de aula, corredores e intervalos.

Armazenamento dos aparelhos

A pesquisa mostra que:

  • 39% dos gestores apontam problemas relacionados ao armazenamento seguro dos celulares;
  • em aproximadamente 62% das escolas, os aparelhos permanecem guardados na mochila do próprio estudante.

O papel das famílias

Um dos principais pontos destacados pelo MEC é que a política depende também da participação das famílias.

Segundo o levantamento, 67% dos gestores consideram que estabelecer limites para o tempo de tela fora da escola é a prioridade para consolidar os resultados obtidos até agora.

Na avaliação da pasta, restringir o uso apenas durante as aulas não é suficiente se o estudante permanece conectado durante praticamente todo o restante do dia.

O Brasil segue uma tendência internacional

A restrição ao uso de celulares nas escolas não é uma medida isolada.

Segundo dados citados pelo MEC com base em relatórios da Unesco, mais da metade dos sistemas educacionais do mundo já possui algum tipo de política nacional limitando o uso de smartphones nas escolas.

O objetivo comum dessas iniciativas é equilibrar o uso da tecnologia com a aprendizagem, a convivência social e o bem-estar dos estudantes, sem impedir o uso pedagógico dos recursos digitais quando necessário.

O que os resultados indicam para a educação brasileira

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Imagem: Freepik

Os primeiros indicadores mostram que a restrição ao uso de celulares nas escolas produziu efeitos percebidos por grande parte dos gestores. A redução de conflitos físicos, do cyberbullying, da ansiedade e o fortalecimento da convivência presencial aparecem entre os principais benefícios observados no primeiro ano da legislação.

Ao mesmo tempo, os dados indicam que a política ainda exige aperfeiçoamentos, especialmente na fiscalização, na infraestrutura das escolas e na participação das famílias. Com novas etapas da pesquisa previstas pelo MEC, incluindo professores e estudantes, será possível avaliar de forma mais ampla os impactos da medida sobre o ambiente escolar e, futuramente, sobre o desempenho educacional.

Conclusão

Os primeiros resultados da restrição ao uso de celulares nas escolas indicam avanços importantes na convivência entre os estudantes. A redução de agressões físicas, do cyberbullying e da ansiedade, aliada ao aumento da socialização presencial, sugere que a medida pode contribuir para um ambiente escolar mais seguro e favorável à aprendizagem. Nos próximos anos, novas avaliações do MEC serão fundamentais para medir os impactos da política no desempenho acadêmico e aperfeiçoar sua implementação em todo o país.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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