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Queda no juro do financiamento imobiliário, o que acontece com os consumidores?

A queda nas taxas de juros do financiamento imobiliário pode beneficiar os consumidores. Saiba mais sobre os impactos dessa mudança.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Imagem de um símbolo de porcentagem em frente a um fichario e calculadora representando taxas de juros

Luiz Antônio França, presidente da Abrainc, realçou recentemente durante um evento do banco Inter sobre o mercado imobiliário a forte influência da redução da taxa de juros no acesso das famílias brasileiras ao crédito imobiliário. Ele apontou que cada ponto percentual de queda inclui aproximadamente 300 mil famílias no mercado de habitação, especialmente aquelas de renda mais baixa.

A diminuição das taxas de juros traz consigo benefícios significativos, como a redução do valor das parcelas do financiamento imobiliário. Isso possibilita que mais pessoas ajustem esses pagamentos aos seus orçamentos, sem ultrapassar a recomendação de comprometer no máximo 30% da renda familiar. Além disso, com juros mais baixos, os consumidores podem ser aprovados para financiamentos maiores.

Como ficariam os valores com a queda de juro?

Dois cubos de madeira com símbolo de percentual de setas em vermelho e verde, simbolizando as taxas de juro selic
Imagem: Jo Panuwat D / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Com a expectativa de contínuas quedas na taxa básica de juros (Selic), especialistas como Fábio Queijo, diretor de imobiliário do Inter, adotam uma postura cautelosa em relação às projeções de grandes reduções nas taxas de financiamento imobiliário. Segundo Queijo, a perspectiva de retorno dos juros para patamares de 8% ao ano nos próximos anos é improvável, prevendo ajustes mais moderados e graduais.

Queijo destaca a importância de estratégias financeiras eficientes para otimizar os benefícios do mercado imobiliário. Por exemplo, mesmo com ajustes menos expressivos nas taxas de juros, medidas como a redução de dois pontos percentuais, que poderia reduzir a parcela mensal de R$ 2.324 para R$ 2.017, acompanhado de um aumento significativo no limite de crédito em 16%, tornaria o financiamento mais acessível e atraente para os consumidores.

Como a inflação e o cenário econômico influenciam a queda?

Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, aponta que o principal risco para a redução mais acelerada dos juros é a inflação, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Enquanto a inflação não estiver controlada, os juros tendem a permanecer elevados, a fim de mitigar riscos futuros, afetando diretamente as taxas de crédito imobiliário e, consequentemente, o poder de compra das famílias.

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Imagem: Andrey_Popov / shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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