Copom faz novo corte e taxa Selic vai para 2,25%

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, fará um novo corte e a taxa Selic vai para 2,25%. A redução foi realizada nesta quarta-feira (17), com a queda da taxa básica de juros da economia brasileira de 3% para 2,25% ao ano. Até agora, essa foi a oitava redução consecutiva, realizada por decisão unânime. Dessa forma, o corte vai ter como efeito renovar o menor patamar histórico para a taxa Selic desde 1999.

A decisão foi tomada, principalmente, pela forte redução das atividades econômicas mundiais no momento. Isso em razão da pandemia causada pelo coronavírus, que tem impactado bastante os índices de inflação. Confira, a seguir, o que impacta esse novo corte na taxa Selic e quais os objetivos principais da medida.

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Entenda o novo corte e a queda da taxa Selic

Em comunicado, o Copom destacou que a divulgação do PIB do primeiro trimestre confirmou aquela que seria a maior queda da taxa Selic desde 2015. Isso reflete, principalmente, os efeitos iniciais da pandemia, que teve grande reflexo na economia mundial. Além disso, os indicadores divulgados também sugerem que a contração no segundo trimestre de 2020 será ainda maior, sem uma expectativa de crescimento em curto prazo.

Dessa forma, com a queda da atividade econômica em todo o mundo, os preços também têm caído. Prova disso é que, em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,38%. Nesse sentido, maio foi o segundo mês consecutivo de queda nos preços e também teve o menor índice desde agosto de 1998. Sendo assim, a previsão do mercado é que o IPCA fique em 1,60% em 2020. Ou seja, abaixo do piso de 2,5% que estava previsto como meta.

De acordo com a regra atual, o IPCA poderia oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja descumprida. Porém, quando a meta não é cumprida, o que ocorreu nesse caso, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões. Para entender melhor, a meta de inflação é sempre fixada pelo Conselho Monetário Nacional, o CMN, e, para alcançá-la, o Banco Central deve aumentar ou reduzir a taxa Selic, taxa básica de juros da economia, como ocorreu agora.

Com isso, aplicações devem render menos

Um outro efeito da redução da taxa Selic diz respeito às aplicações financeiras. Com o novo corte, a expectativa é que as aplicações passem a render menos. No caso da poupança, a regra vigente de remuneração prevê que os rendimentos estejam atrelados aos juros básicos sempre que taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Assim, no caso das cadernetas, a correção anual fica limitada a um percentual equivalente a 70% da taxa Selic, somado com a Taxa Referencial, que é calculada pelo Banco Central. Se a taxa é menor, o rendimento também é.

Entretanto, com os juros da economia em 2,25% ao ano, com diminuição da taxa Selic, a correção da poupança vai ser de 70% desse valor. Ou seja, o equivalente a 1,575% ao ano, mais a soma com a Taxa Referencial. Em comunicado, o Copom afirma que o momento pede um estímulo monetário elevado, mas também reconhece que a utilização da política monetária é incerta e deve ser feita com cautela.

Além disso, o comitê informou que os cortes na taxa Selic já implementados parecem compatíveis com os impactos da pandemia da Covid-19, e que os ajustes futuros no estímulo monetário serão residuais. Em sua última reunião, membros do Copom afirmaram que este seria o último corte para esta reunião. A próxima reunião está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Até agora, o governo brasileiro já admitiu uma queda de 4,7% para o PIB deste ano, enquanto os economistas do mercado financeiro estimam um tombo ainda maior, de cerca de 6,5%.

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Imagem destacada: [email protected], via Shutterstock.

Bruna Valtrickhttps://seucreditodigital.com.br/author/bruna/
Graduada em Jornalismo, apaixonada por escrita, linguagem e comunicação. Experiência em marketing digital e em redação publicitária.
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