Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Com as queimadas, preço dos alimentos deve subir, afirmam economistas

O clima seco e as queimadas impactam a produção de alimentos como carne bovina e cana-de-açúcar, provocando uma expectativa de alta!

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 4 min de leitura
Cesta de compras com alimentos de uma cesta básica em cima de uma nota fiscal enrolada sobre fundo amarelo. preços

As condições climáticas adversas e as queimadas em várias regiões do Brasil estão impactando significativamente a produção agrícola e pecuária, o que pode levar a um aumento nos preços dos alimentos.

Economistas analisam como essas variáveis estão afetando a inflação dos alimentos e as expectativas para o restante do ano.

Impactos das Queimadas e do Clima Seco na Produção Alimentar

A imagem mostra uma senhora PL plantando e um senhor arando a terra.
Imagem: Ground Picture/ Shutterstock.com

A recente onda de calor e a seca prolongada têm afetado negativamente a produção de diversos alimentos essenciais. O clima seco compromete a oferta de produtos como carne bovina, cana-de-açúcar e frutas, o que deve refletir em um aumento nos preços desses itens.

Leia mais:

Como os seguros residencial e empresarial oferecem proteção em casos de queimadas?

Economistas consultados pelo Broadcast preveem que a inflação de alimentos no domicílio, medida pelo IPCA, pode começar a subir já no mês de setembro, após quedas registradas em julho e agosto.

Historicamente, a inflação de alimentos consumidos em casa mostra uma tendência de deflação durante o mês de setembro, com quedas de 1,02% em 2023 e 0,86% em 2022. No entanto, a última alta significativa ocorreu em 2021, quando a inflação alcançou 1,19%, em um cenário de alta generalizada de preços devido à pandemia.

Projeções de Inflação para Setembro

Fabio Romão, economista da LCA Consultores, projeta uma alta de 0,17% para a alimentação no domicílio no IPCA de setembro. Embora modesta, essa variação é um contraste marcante com o recuo de 1,10% esperado para agosto e com a mediana histórica de queda de 0,33% para o mês de setembro. Romão atribui essa mudança às condições climáticas adversas e à falta de chuvas que afetaram a produção.

Entre os principais produtos que devem sentir a pressão dos preços estão as frutas, derivados do leite, café, bebidas não alcoólicas e feijão. A produção de cana-de-açúcar também está sendo impactada, especialmente em São Paulo. Contudo, o efeito mais visível da seca na cana-de-açúcar deverá ser mais notável no início de 2025.

Análise das Instituições de Pesquisa

A Warren Investimentos também prevê uma recuperação na inflação da alimentação no domicílio, de uma deflação de -0,95% em agosto para uma alta de 0,05% em setembro. A economista Andréa Ângelo aponta que o clima seco afeta particularmente a oferta de carne bovina, já que as pastagens deterioradas resultam em um “super abate de bovinos e uma oferta reduzida para o mercado.

Quanto à cana-de-açúcar, as queimadas e a seca forçaram a produção a se concentrar mais na produção de etanol em vez de açúcar, o que pode resultar em um aumento no preço do açúcar e uma possível queda no preço do etanol. No entanto, no curto prazo, isso não deve ter um impacto negativo significativo sobre a inflação geral.

Final de 2024

Imagem de um carrinho de mercado em miniatura e moedas com o símbolo "%" em cima, simbolizando índices como inflação e deflação
Imagem: Naiyana Somchitkaeo/shutterstock.com

Com base nas análises de Romão e Ângelo, a inflação para a alimentação no domicílio deve encerrar 2024 com uma alta de 5,6%, uma revisão em relação ao recuo de 0,52% registrado em 2023. Esta previsão ajustada reflete os impactos contínuos da seca e das queimadas. A projeção da LCA para o IPCA na totalidade também foi revisada para cima, passando de 4,2% para 4,4%.

João Fernandes, da Quantitas, observa que o efeito das queimadas e da estiagem sobre a inflação de alimentos ainda é incerto. Embora alguns produtos, como café e açúcar, já estejam apresentando aumentos de preço, a cotação da carne bovina também está subindo, com um aumento de cerca de 6% desde o início de agosto. Fernandes projeta uma alta de 0,44% na alimentação no domicílio para setembro e uma inflação geral de 5% para o ano de 2024.

Considerações finais

O impacto das queimadas e do clima seco sobre a inflação de alimentos é um tema de crescente preocupação para economistas e consumidores. Com a expectativa de aumento nos preços de itens essenciais, é crucial monitorar as condições climáticas e suas consequências para a produção agrícola e pecuária. As previsões apontam para um cenário desafiador para o final de 2024, com possíveis repercussões sobre a inflação e o custo de vida.

Acompanhe as atualizações sobre a inflação e os preços dos alimentos para entender melhor como essas variáveis estão moldando a economia.

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.